Pág.3-Nº117-Ago/09
              


HERANÇA GENÉTICA

 

 Uma incógnita está presente nos seres vivos desde o nascimento. Chama-se HERANÇA GENÉTICA. É misteriosa porque só vamos   conhecê-la no decorrer da vida. Esta herança já nasce com o indivíduo. Não vem de fora, está no nosso interior. Nós a recebemos de nossos antepassados e vamos transmiti-la aos nossos descendentes. Não podemos vê-la nem senti-la. Não temos como modificá-la. E o pior é que não sabemos nossas tendências: boas ou ruins. É questão de sorte. Mas ela pode ser influenciada pelo ambiente, para o bem ou para o mal. Aí está o grande perigo!
O mal causado pela influência prejudicial do ambiente sobre a HERANÇA GENÉTICA pode nunca se manifestar, mas fica dentro de nós, quieta, esperando a oportunidade de mostrar sua ação devastadora. E isto pode acontecer já no primeiro encontro. O mundo atual com todas as suas complexidades e maus exemplos proporciona principalmente aos jovens as condições ideais para a contaminação desta HERANÇA pela decadência dos costumes, pela restrição material de uma vida carente, despreparada, desocupada, deseducada ou vadia; pela família em vias de extinção; pela gravidez irresponsável gerando vida de um amor inexistente ou morto; pelas diversões noturnas ilimitadas, descompromissadas com horários e não vigiada; pela falta da educação generalizada principalmente no lar; pela retirada da autoridade do professor, pelos direitos sem deveres. 
A HERANÇA GENÉTICA vai, na grande maioria das vezes, dar origem a um cidadão honesto, capaz, cumpridor de suas obrigações, útil à sua comunidade. É uma jóia bruta que será lapidada pela educação do lar em família estruturada e bons exemplos. Continuará bruta após o nascimento dependendo do ambiente em que se desenvolve, sofrendo mudanças destruidoras se este ambiente for deformado, prejudicando a sociedade de alguma maneira ou dependendo dela para viver.
Eis alguns dos que já foram contaminados: o assaltante, o traficante de drogas, quem faz aborto, o estuprador, o pistoleiro de aluguel; os sequestradores, os fanáticos de qualquer espécie, o torturador, o covarde, o corruptor, o pedófilo, o que transmite conscientemente doenças inclusive as sexuais, o filho que maltrata os pais e vice versa, o que faz a guerra, o terrorista que mata os inocentes, o fabricante de armas de destruição, etc.  
As toxicomanias e as doenças sexualmente transmissíveis são ameaças reais à vida. Não é justo que a juventude saia por aí sexuando e jogando o produto de sua irresponsabilidade, um ser humano com alma e sentimento, nas costas dos pais e da sociedade! Experimentar as drogas é um caminho que na grande maioria das vezes só tem  ida. É morte precoce. Paralisa a mente de corpos infelizes.
Estes abusos imobilizam a consciência e a lucidez, queimam a alma e promovem a morte. Agridem o corpo com práticas contra a natureza. Disseminam as deformidades físicas e mentais, transmitindo todo tipo de doenças. Destroem a juventude fabricando bandidos e desocupados, abarrotando de loucos e viciados as ruas e os leitos dos hospitais, distribuindo a morte e a destruição do indivíduo e da família com apetite insaciável.
Você pode ir aonde quiser, fazer aquilo que quiser. A vida é sua. As oportunidades serão muitas. A última decisão é sua, porque sua vida está em suas mãos. Você poderá ser um homem comum ou um benfeitor da humanidade e deixar como herança um belo exemplo de vida e dignidade para sua descendência! Pode também estragá-la no vício, nas noitadas, nas festas de embalo, contaminando irreversivelmente sua HERANÇA GENÉTICA e a de seus familiares.
Cada um que se responsabilize pelos seus atos, mas que a família e a sociedade sejam respeitadas. Convivo profissionalmente com jovens em processo de destruição ou já destruídos há 50 anos. São mortos vivos, verdadeiros zumbis, almas penadas que caminham na direção do pior dos destinos. E faço um alerta: CUIDADO, JOVEM, NÃO SEJA CURIOSO, NÃO EXPERIMENTE, NÃO PRATIQUE, PODERÁ NÃO HAVER RETORNO.



             

 

- Antes de falar, vê se não vale mais permanecer calado.  (Isabel Lesur)

- A dúvida é o começo da sabedoria. (Condessa de Ségur).

- Quem escuta acumula sabedoria, quem fala se arrepende. (Provérbio Italiano).

- Quem promete com pressa, arrepende-se devagar. (Adágio popular).

-Se não plantarmos a árvore da sabedoria quando somos jovens, ela não poderá conceder-nos sua sombra na velhice. (Lorde Chester. Carta ao seu filho).

- “Panela que muitos mexem ou sai crua ou queimada”.

- Joseph Kennedy, pai do presidente John Kennedy, disse certa vez, de sua neta Caroline, a filha de John: “Caroline é realmente brilhante. É mais sabida que você, John, quando tinha a sua idade”. Sem dúvida, concordou John. Mas, veja o pai que ela tem.

               

                                                 A Boiada

 

Gosto de relembrar meu passado, não apesar dele ter sido simples, às vezes, triste, talvez ingênuo, mas, justamente por isso.
Toda aquela simplicidade numa descomplicação,comprometia a minha formação para o bem e compreensão do mundo ao meu redor num acréscimo positivo.
Valendo-me de tantas e esparsas lembranças, construo o esboço do que vivi, não com saudade, mas com a visão presente de cada detalhe.
Esse viver catucava minha esperança, facilitava a minha imaginação e em várias oportunidades, eu vi o céu mais azul e o horizonte mais perfeito. Sentia-me viva, achando em tudo a consistência da vida e com mais compreensão do mundo, abria os olhos para a apreciação do belo.
Quando ouço dizer alguma história da roça, certamente não será preciso muita explicação para que eu a entenda e sinta o acontecido.
Alguém certa  vez, tentava passar-me toda emoção que viveu num fim de tarde, quando apreciava o gado que procurando o seu rumo, silenciosamente, se preparava para a noite.
O assunto perdurou por algum tempo, não só pelo lado roceiro comum a nós dois, vivenciando momentos semelhantes, mas pelo recheio de emoção, poesia, sentimento que extraíamos do acontecimento, aflorando assim minha preferência.
Como resposta positiva ao que vivi completei:

A BOIADA
Lá vai a boiada caminhando no serrado
Como contas de rosário um e outro logo atrás.
Não contado e rastreado,
Espiado bem de longe apreciado,
Lá vai o gado.
Cabeça baixa, macambúzio,
Voltando no fim da tarde
Como alguém depois da lida,
Vem cansado, volta ao lar,
Cada boi a se mostrar.
A noite é anunciada pelo Sol
Que se esconde no horizonte atrás do monte.
Com certeza, vem saudade;
Vem lembrança de infância
Que corria disparada
E não via esse cenário
Que é tão belo, solitário
E tão bom de se notar
De sentir fotografar, mentalmente no olhar.
Lá vai o gado.
Cabeça baixa, macambúzio,
Voltando no fim da tarde
Como alguém depois da lida,
Vem cansado, volta ao lar,
Cada boi a se mostrar.
A noite é anunciada pelo Sol
Que se esconde no horizonte atrás do monte.
Com certeza, vem saudade;
Vem lembrança de infância
Que corria disparada
E não via esse cenário
Que é tão belo, solitário
E tão bom de se notar
De sentir fotografar, mentalmente no olhar.



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