Pag.5-Nº137-Abr/11
 

     

 

     

                            “EM MEMÓRIA DE MIM”

 
      
     

         Pedro e João prepararam o local e os ingredientes para a Páscoa: pães asmos, ervas
amargas, vinho e o cordeiro. A Última Páscoa, celebrada por Jesus e os Seus discípulos,
na noite em que Jesus foi traído aconteceu na sexta-feira do dia 14 de Nisã (João 13.30),
antes de Sua saída para o Getsêmani, onde Jesus orou em agonia ciente do que estava por
suceder (Mat 26-27).
         Por ocasião da Última Páscoa, Jesus tomou dois dos elementos que faziam parte da
Páscoa e,  transforma a antiga Páscoa na Ceia do Senhor Jesus.   A Páscoa  judaica havia
cumprido seu propósito. Pois, profeticamente ela apontava para o sacrifício de Jesus Cris-
to, o Cordeiro de Deus (João 1.29). O Êxodo deu vida à nação de Israel. O sacrifício de
Cristo fez nascer a Igreja, um povo proveniente de todas as nações.
         Enquanto comiam o cordeiro da Páscoa,  pensavam na grande libertação que Deus con-
cedera a Israel segundo a Antiga Aliança; o Senhor Jesus providenciava a comemoração
de um novo livramento, segundo a Nova Aliança, mediante o derramamento do sangue,
e o sacrifício de um Cordeiro diferente. Cumpre Jesus as verdades tipifi cadas na Páscoa
judaica, deixando-a de lado para dar lugar à Páscoa da Nova Aliança.
         O pão  representava o Seu corpo. Jesus considerou a Si mesmo como o Cordeiro
Pascal, oferecendo-se em sacrifício para a libertação da humanidade. Na Páscoa judaica, o
pão sem fermento signifi cava os sofrimentos dos fi lhos de Israel, por isso chamado de «o
pão da afl ição» (Dt 16.3).
          «...Porque isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança...».  Jesus anuncia aos Seus
discípulos que uma Nova Aliança estava sendo instituída, mediante a Sua morte sacrifi cial,
que estava sendo selada com o Seu próprio sangue,  representada pelo vinho. A Aliança
instituída por Cristo é chamada «Nova» porque contrasta àquela feita com Israel no monte
Sinai, ao iniciar o período da Lei. A primeira Aliança foi estabelecida pelo sangue asper-
gido de animais sacrifi cados (Heb 9.16-22). A Nova Aliança tornou-se válida, através do
Sangue Imaculado de Jesus Cristo, vertido na cruz (Heb 8.6-13). A Antiga Aliança era das
obras; requeria obediência a Lei (Êx 24.3-8). A Nova Aliança leva ao perdão dos pecados
e à  transformação da natureza humana; que permite que a Lei do Senhor   seja amada e
guardada (Jer 31.31-34; Rom 3.23-31).
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          "Quando os justos prosperam, exulta a cidade; quando perecem os ímpios, há júbilo.
Pela bênção dos retos se exalta a cidade; mas pela boca dos ímpios é derrubada." Pv.11:
10-11
Parabéns Miracema! Que as bênçãos de Deus estejam sobre ti.

                                                                                             



      Era uma manhã de verão e sai para pescar. Não andei mais do que 15 metros
para chegar às águas do Santo Antônio, abri o portão dos  fundos do quintal e
pisei na fi na areia a beira d'água, armei os anzóis maiores e com uma varinha de
bambuí e “anzol “mosquitinho” ia pegando lambaris, bocarras, mandis e carás.
No final da pescaria, peguei uns 50 dos miúdos, dois bagres e uma traíra de mais
ou menos 40 centímetros. O almoço estava garantido. À noite, a brisa ameni-
zava o calor, por sorte podíamos deixar as janelas abertas (naquela época ter ar
condicionado era para poucos), quantas vezes a janela da frente da casa fi cava
aberta por toda a madrugada e nem nos preocupávamos com assaltos ou roubos.
Naquele tempo brincávamos de pular carniça, jogar fi  nco, bolinha de gude, sol-
tar papagaio, carrinho de rolimã, polícia e ladrão, etc. Tínhamos um campo de
aviação com hangar e tudo, onde os Teco-tecos fi cavam guardados. A exposição
era na rua entre a Ofi cina do Washingtom e o Expresso Predileto, ali também fi -
cavam os Circos, bem no Lava jato do Zé Lino. Não me esqueço de uma vez que
vi um elefante se banhando nas águas do Santo Antônio, bem ali onde hoje é os
fundos da Ofi cina do “Cabritinho”, por incrível que pareça o elefante só fi cava
com o dorso e a cabeça fora d'água.
     Os anos se passaram, Miracema cresceu. O Santo Antônio já não respira
como antes, as janelas têm grades, os “Teco-tecos” são caso de polícia, as brin-
cadeiras  são virtuais e a Exposição  tem mega  shows, muitas barracas e quase
nenhuma “exposição”.
     Eu  não  sonho  em  voltar  no  tempo, mas  que  o  tempo  faça Miracema
voltar ser a de outrora onde a vida era orgânica e sem os “agrotóxicos” que en-
venenam toda nossa cultura. É apenas um sonho, isso ninguém pode negar... 
  

   


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