Pág.7-Nº117-Ago/09

                  DADOS BOGRÁFICOS DO POETA BARROSO DE CARVALHO

 

Inauguração do busto em 7 Fevereiro de 1960
Gilberto Barroso de Carvalho ou Gilto, filho da Professora Rosa Barroso de Carvalho e do Jornalista friburguense  Firmino de Carvalho, nasceu em Miracema aos 23 dias do mês de abril de 1892, faleceu na mesma cidade aos 24 dias do mês de fevereiro de 1926. Fez muitos semanários  em Miracema, entre os quais “O Município” e “ Nova Phase”. Não só viveu uma vida acidentada de jornalista e político, como também de tribuno e poeta, partiu desta vida deixando justamente no último ano de sua vida um magnífico livro de sonetos, “PONTAS DE FOGO”, que obteve elogios unânimes da critica  indígina. O saudoso Leôncio Correa chegou a dizer na época: “o poeta ficara de mãos vazias de flores na hora do ouro da primavera” E, escrevendo, sabia entender e explicar, cada estrela. Sobre a sua obra falaram aplaudindo, Osório Duque Estrada, Agripino Grieco, João Ribeiro e Povina Cavalcante. Livro já esgotado desde em 1930, a maior parte de sua edição foi empregada nos primeiros passos para construção do atual busto.

DADOS BIOGRÁFICOS DO ESCULTOR
Rômulo Marins de Mello, artista fluminense, autor do presente trabalho, filho de Niterói, tendo nascido ali, aos doze dias do mês de janeiro de 1932. Seus trabalhos já se acham conhecidos em quase todo o país, como feitos por mão de verdadeiro mestre. Na exposição da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, concorreu com um busto do insigne jornalista de “O Globo” e diretor do Museu Antonio Parreiras, Jéferson de Menezes Ávila, ganhando medalha.


PROGRAMAÇÃO NO DIA DA INAUGURAÇÃO
7  Fevereiro de 1960
Às dez horas, com a presença do Sr. Representante do Ministro da Marinha de Guerra do Brasil, Exmo. Sr. Almirante J.P. Matoso Maia; do Exmo. Deputado Federal Dr. Vasconcelos Torres; Exmo. Sr. Prefeito Altivo Mendes Linhares; Exmo. Deputado  Estadual Dr. Nicanor Campanário; Sr. Antônio de Carvalho, filho de Gilto; D. Grasiela Carvalho Pires e Gontram de Carvalho, irmãos  do poeta, jornalistas convidados e demais autoridades, será inaugurado o Busto do Poeta GILBERTO BARROSO DE CARVALHO, estando presentes  as Bandas 15 de Novembro e 7 de Setembro.
Após, feito descerrar a Bandeira Nacional pelo representante do Sr. Ministro da Marinha, falará o Sr. Prefeito Altivo Mendes Linhares, entregando o Busto à cidade.
Discursará saudando a pessoa do Sr. Ministro da Marinha,  J. P. Matoso Maia a quem o povo de Miracema fica devendo a fundição do Busto do Poeta, o Sr. Adumon Monteiro saudará a pessoa do Sr. Deputado Federal Vasconcelos Torres, o  jovem José Geraldo Antonio presidente da Federação dos Estudantes de Miracema (F.E.M.).
(Hoje desembargador)
Ainda serão ouvidos vários oradores, dentre os quais, o professor e poeta Osmar Barbosa.

SESSÃO SOLENE
Às dezenove horas, no Salão Nobre do Aéro Clube, uma sessão em homenagem ao Poeta, na qual haverá uma Palestra Literária sobre a vida do mesmo e de B. Lopes, “Duas almas irmãs” pelo jornalista Bruno de Martino, e ainda serão declamadas várias poesias de Gilto, por estudantes e intelectuais.



E o pai, como vai?

 

O papel do pai na família vem passando por grandes transformações. O trabalho da mulher fora de casa, mudanças na moral e nos costumes, entre outros, fizeram com que o papel que compete ao pai e também à mãe, mudasse. Na maioria das famílias, hoje, temos vários tipos de composição destacando dois tipos mais comuns: famílias com mães trabalhando fora o dia todo como só o pai fazia anteriormente e outras em que a mãe cria os filhos sem ter o pai vivendo junto. Isso acabou gerando confusão e insegurança quanto ao papel, principalmente do pai.
Antes, na maioria das famílias, o pai ficava restrito às atividades consideradas “masculinas’ e era chamado pela mãe para participar, basicamente, na hora do aperto: “Olha, se não obedecer, chamo seu pai”. E ao pai cabia dar o limite, garantir a obediência dos filhos e levar os meninos para praticar esportes. Hoje, não é bem assim. As mulheres solicitam um papel mais ativo dos pais nos cuidados e educação das crianças e muitos pais têm certeza de que sua participação no dia-a-dia é muito importante para o desenvolvimento de seus filhos e filhas. E isso é muito bom! Pais e mães compreendendo sua tarefa socializadora das mais diferentes maneiras e assumindo essa incumbência conforme os modos de ser que foram desenvolvendo ao longo de suas vidas.
Pai e mãe são pessoas distintas, cada qual com seu modo de ser e fazer as coisas, cada qual com seu tipo de trabalho, assumindo determinados tipos de atividade em casa e na comunidade. A convivência com pessoas diferentes é enriquecedora para o desenvolvimento da criança. Compartilhar dos cuidados e educação dos filhos também faz muito bem para o homem e a mulher.
Ser pai não é só participar da concepção do filho. A paternidade, assim como a maternidade, é conquistada e construída a cada dia. E dela faz parte cuidar dos filhos ajudando na hora da alimentação, da higiene, dos cuidados com sua saúde. Educar envolve muitas coisas: dar exemplos dos valores e comportamentos que consideram importantes, orientar os filhos nas escolhas enquanto eles ainda não têm condições de fazê-lo por conta própria, brincar e passear com os filhos desenvolvendo um relacionamento afetivo e de confiança, se fazer respeitar e obedecer. Parece muito? Mas quando nos tornamos pai ou mãe temos que saber que isso faz parte do nosso papel.
Mesmo quando o pai não vive na mesma casa que seus filhos, ele não pode abdicar do seu papel. Isso pode não ser fácil, mas é possível. E para isso a mãe também deve ajudar, pois os dois devem repensar o seu modo de encarar seus papeis.
Diria aos pais que poder acompanhar, com afeto, atenção e firmeza, os primeiros passos que um filho ou filha dá em direção à própria vida é uma tarefa árdua que traz alegrias e dificuldades, é complexa e delicada, principalmente no mundo de hoje em que as crianças estão mais sujeitas às interferências fora e dentro de casa. Mas um pai não pode se esquivar de sua responsabilidade, pois participou da concepção de uma criança. E, tenha a certeza, que compartilhar da criação de seus filhos e filhas é uma experiência trabalhosa, mas muito gratificante para um homem. Parabéns, papais!
Adaptação/ Jornal Pastoral da Criança – Agosto/06

  

A TURMA

 

Uma vez por ano se encontram para saber das novidades, manter a união da juventude, relembrar passagens ocorridas nas ruas do bairro.
Foram jovens que se reuniam no quintal maior para a pelada ou o vôlei, que freqüentavam a única piscina aberta para todos, que subiam alegres a ladeira para um piquinique no Parque da Cidade levando, além da comida a vitrola portátil para o arrasta-pé. Foi a turma que mais dançou entre as décadas de 40 e 50.
Aos poucos foram se distanciando, houve mudanças de alguns, casamento de outros mas a lembrança dos bons tempos permaneceu.
Já maduros, com filhos jovens a repetir mudanças e casamentos, voltaram a se encontrar. Como a alegria foi enorme, todos a se sentirem integrados na amizade, resolveram não deixar passar tanto tempo sem se verem e combinaram encontros regulares onde além de se manterem atualizados às novidades, arranjaram pretextos para continuarem a dançar.
Encontros trimestrais foram programados. Duraram pouco, umas quatro edições. Cumpriram a promessa de estarem juntos no ano 2000 e a partir daí se encontram anualmente para manter o contato.

 
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