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Uma homenagem àquela que nos deu a vida, àquela que nos trouxe a vida, àquela que nos sustentou na vida, àquela que só ao pronunciar o nome já não tem como o coração não bater mais forte no peito. Muitas e muitas vezes aquela que ao pronunciar o nome começam a rolar pela face algumas lágrimas. Mãe, palavra tão doce, palavra tão suave! Deus quis ter uma Mãe também! Mãe, algo tão sagrado que Nosso Senhor Jesus Cristo recebeu do Pai uma Mãe! Ser mãe é olhar para outro ser, e ver que é o complemento de sua alma. É o amor incondicional. A religião católica nos ensina a venerarmos a Mãe do nosso Deus. Não há palavras que possam exprimir o que é uma mãe. Mãe é bondade que não se cansa, é amor que não se exalta. Alguém que na entrada desta vida conhece a alegria de uma boa mãe, compreende na Terra que a vida pode ser muito difícil, mas enquanto ela conservar a recodação de sua mãe. Ela conserva a recordação paradisíaca de sua infância. Às três horas da madrugada, no dia 15 de março, nossa mãe, entregou sua alma a Deus, na cidade de Miracema. Fora anteriormente confortada pelos Santos Sacramentos, ministrados pelos padres José Olavo, Antônio Silveira e Gervásio Gobato incansáveis na assistência espiritual junto ao seu leito de dor. Depois vieram as exéquias solenes, a missa de corpo presente, na Capela Nossa Senhora de Fátima, onde se deu o velório. Partiu, com semblante sereno, a matricarca dos Chaias rumo à eternidade. Temos presente a vinda do jovem vigário, Pe. Olavo Pires Trindade, recém nomeado para Paróquia de Miracema, no início de 1974, e uma enxurrada de graças varreu a nossa cidade e trouxe para o redil de São Pedro, Dna. Geralda Chaia Alvim, sua família e numerosas outras pessoas. Ela soube corresponder ao chamado da divina graça, renovando as Promessas do Batismo, na confissão e comunhão frenquentes, sendo fiel à Santa Igreja, que culminou com sua morte aos 91 anos de idade, após uma sofrida e resignada doença que a vitimou. Nós, sua família, reconhecemos seu valor como mãe, conselheira e obsequiosa ao extremo a todos quanto privaram com ela, nos momentos de orações, retiros, peregrinações, natais e semanas santas, mês de maio que iam forjando sua alma ao amor a Jesus Eucarístico e na devoção Mariana.Conheceu e lutou pelos ideais católicos com todas as veras de sua alma, acima de tudo, uma obsequiosa devoção ao sacerdócio, que na pessoa do Revmo. Pe Olavo sublimou sua existência para Cristo crucificado. Admirou os santos; por diversas vezes cumprimentou o grande líder católico, Dr. Plínio Correa de Oliveira, comoveu-se ao tomar conhecimento das virtudes de Dona Lucília Ribeiro dos Santos. Proclamou, sempre, em sua existência, seu amor aos Arautos do Evangelho. Louvou os esforços e altas virtudes de monsenhor João Clá, vindo a ser sepultada com a túnica dos terciários. Nossa mãe adquiriu, nesta existência cristã, uma alegria sem limites, um desapego ao mundo material e um grande amor a todos que dela se acercavam. Para culminar sua existência, no momento de sua morte, exalou três suspiros e esboçou três sorrisos, deixou este mundo com a tranquilidade do dever cumprido. Nós, os filhos de Dna. Geralda, vamos continuar presentes nesta cidade …, compartilhando suas alegrias e tristezas, suas conquistas e progressos espirituais. Em Miracema, nossa mãe praticou o dom da Fé, perseverou na virtude e quis a p rovidência que, aqui, ela entregasse sua alma ao criador. Não poderíamos deixar de mencionar, mais uma vez, seu entusiamo dócil e enlevado pelo sacerdócio, na pessoa do Revmo. Pe Olavo que sustentou sua jornada terrena, alegrou seus olhos, fortificou sua alma e norteou suas ações em prol a Jesus Crucificado, em honra da Virgem Maria. Outrossim, cultivou amizade, entronizou em sua vida a bondade e, mais do que seus braços poderiam alcançar, abraçou a todos e desejou, ardentemente, o mundo bom das certezas do Triunfo do Imaculado Coração de Maria. Neste momento, a família agradece a todos que, de uma forma direta ou indireta, estiveram ao lada da nossa mãe, no seu leito de dor: aos médicos, enfermeiras e enfermeiros, acompanhantes e demais funcionários da Casa de Saúde São Sebastião, bem como aos queridos amigos. Enfim, a todos que rezaram, que nos consolaram com uma palavra amiga, com gestos de carinho, com seus telefonemas; a todos, nossas orações e agradecimentos. Gostaríamos de acrescentar que nossa mãe chegou a essa idade, com toda Fé, com toda robustez devido à Santa Igreja e às orientações dos Revmos Padres José Olavo, Antônio Silveira, Antônio de Paula e Gervásio Gobato, que foram incansáveis em acompanhá-la, especialmente, nos momentos mais difíceis. A família externa sua eterna gratidão e profunda admiração!2 Termino com as jaculatórias que nossa mãe rezava diversas vezes ao dia:
Sagrado Coração de Jesus! Nós temos confiança e em Vós! Doce Coração de Maria! Sede a nossa salvação! |