Pág.5-Nº138-Mai/11
 

              
                                                                  VOTOS OU VOTOS


               Sabemos que essa palavra é empregada para definir o ato da prefe-rência do cidadão na escolha de um candidato político ou de qualquer outra agremiação, mas o VOTO que vamos  focalizar   é o que  tem um sentido muito diferente  entre o povo hebreu.
          Voto era a palavra usada para designar a dedicação especial; era um oferecimento que se fazia de forma espontânea  a Deus. A motivação podia ser uma gratidão a Deus por favores e bênçãos recebidas , ou pelo temor de um perigo iminente , a fi m de evitá-lo.
          No Antigo Testamento encontramos muitos exemplos de pessoas que votaram ao Senhor, como  Jacó (Gn 28:20-22),   Ana ( I Sm 1: 11, 27. 28) entre centenas de outras. Votar ao Senhor implicava a responsabilidade de cumpri-lo, ou então ser chamado de enganador ( Ml 1:14).
          Porém, hoje, queremos  homenagear aquelas que fizeram o voto de amor eterno e incondicional, AS MÃES. Comemorar o dia das mães para muitos significa apenas uma estratégia para aquecer o comércio. Vale , porém, ressaltar que essa data é muito oportuna para refl etirmos sobre o voto que todas as mães  fazem a Deus, ao gerar em seu  ventre um filho.
          Voto de amá-lo, instruí-lo e caminhar junto com ele e acompanhar seu crescimento físico e espiritual ;  de não permitir que Deus se afaste de nossas  famílias, de nossas  escolas  e de nossos  relacionamentos. Voto de abrir-lhes  os  braços  quando  precisarem,  ser  amiga  e  saber  compreender suas fraquezas, de aplicar-lhes a correção quando dela precisarem.
          Que Deus abençoe e proteja  todas as MÃES, que mesmo em detrimento da correria do mundo atual, não se esquecem de cumprir o voto que todo Cristão faz, o de lançar sobre Ele toda ansiedade, pois Ele cuida de nós ( I Pe 5:7) ; o de buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, pois as demais coisas Ele acrescentará (Mt 6:33).

 

    
     Vi no programa do Faustão a divulgação das três músicas que concorrem ao prêmio “Música do ano” e fiquei abismado. Onde vamos parar com essa absurda inversão de valores? Como pode uma sociedade aceitar, como possível música do ano, as opções dadas pelo programa? Por isso é que eu digo que a TV é a grande responsável pela mudança cultural do nosso povo. Se eles quisessem  destacar as músicas que tiveram maior execução pela mídia, aí sim, aquelas “músicas” citadas poderiam concorrer ao possível prêmio  de  “música mais  executada”, mas  dizer  que  “Rebolation”  e  similares  podem ser a “música do ano”, é assinar um atestado de ignorância e de destruição dos valores culturais. É exatamente isso que a TV aberta vem fazendo, transformando a nossa rica cultura nesse  lixo descartável. A mudança cultural é  inevitável, faz parte do processo evolutivo do ser humano, mas mudar para pior é que não dá para conceber. Temos que fazer alguma coisa. A educação através da TV não pode ser a “deseducação” da cultura brasileira, isso ninguém pode negar...


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