Pág.8-Nº138-Mai/11


Homenagem as Mães

Tema:
 Mãezinha

Mãezinha, você é ternura,
Traz toda pureza na alma.
Se a dor vem e me satura,
Busco em seu olhar a calma.

Tema: Mãe.

No coração de mãe cabe,
Todo o amor que vem de Deus.
Dividi-lo ela bem sabe,
Entre todos os fi lhos seus.

Filho – é  o mesmo coração,
Que pula para o outro ser.
É a mais sublime oração,
Deu a mãe em seu viver.

Homenagem ao Dia do Trabalho
Tema:
 
Trabalho

Para um digno viver,
Eu aponto um só atalho.
É preciso conhecer,
Os milagres do trabalho.




 




    

 

   

  “Deus ao escolher a família que abrigaria Seu Filho destacou-a pela humildade, aceitação, compreensão, fé e amor.
 
Assim, lançava de frente aos homens Sua mensagem como dizer-lhes: que em nossas vidas e em nosso lar devemos ter humildade em aceitar as limitações e que cada um deve servir a Deus com o talento que tem.
 
Em São José, viu o homem que aceitaria seus desígnios e enfrentaria com dignidade a missão que lhe foi confiada.
 
Na fé e no amor de Maria e em sua imaculada pureza, o Espírito Santo encontrou a mulher ideal, para por Ele ser tocada e receber o Filho de Deus.
 
Da Sagrada Família devemos fazer nosso espelho. Imitar o lado espiritual e aceitação pelos momentos ruins que passamos e não compararmos com a perseguição e a fuga que ela sofreu, porém, foi  perseverante e com fé, sobreviveu. Quantas situações difíceis vivemos, quantos acontecimentos nos trouxeram lágrimas e atribulações, mas se pararmos para pensar são bem menores do que a Sagrada Família viveu”.
 
Há muitos anos, num Encontro de Casais na Igreja Matriz, fizemos uma palestra, Lauro e eu, e esse é um dos trechos proferidos por ele naquele curso.
 
No mês de janeiro transcrevi um Provérbio Mexicano que diz: “A casa não se firma na terra, mas na Mulher.”  Maria Santíssima em sua obediência ao que lhe foi confiado por Deus em ser a mãe de Jesus, Ela “firmou” sua casa na terra, deixando o maior exemplo de aceitação.
 
No dia cinco de fevereiro e emoção tomou conta de mim, por ocasião do aniversário de Maria Nele Siqueira Pereira.
 
Quando adentrei ao salão do Clube XV de Novembro, vi num grande outdoor retratando uma mulher feliz cercada de seus sete filhos homens mostrando sua “jovialidade” e sobre aquela grande foto em letras fantásticas a frase: “80 anos de uma linda mulher”. Jovialidade sim, quando nos braços de cada filho, dançava, irradiando alegria, como se estivesse em plena juventude, época em que conheceu José Pereira (mais tarde seu marido), ao som da música que com certeza lhe dizia tudo  naquele momento: a valsa Fascinação. A Orquestra Além Paraíba em sua apresentação, a fez voltar no tempo em que Moonligh Serenede e Stranger in the night marcavam o compasso dos corações dos jovens. Aquela noite ela avivava as lembranças de muitas e muitas pessoas ali presentes.
 
Em janeiro, escrevi sobre mulheres. Fui buscá-las no Egito, na Criação da Humanidade: Eva, na Presidenta da República e em outras que marcaram a história. Você Maria Nele, estava tão próxima e não lhe fiz referência. Mas nunca é tarde para repararmos uma falta, e, hoje eu a incluo também no Provérbio Mexicano. Você foi e é a casa firmada na terra para sua família. Sua aparência frágil, delicada, educada, esconde a fortaleza de uma Mulher que soube manter seus filhos unidos encaminhando-os para o trabalho e no modo correto de viver. Ensinou-os a serem gratos, e naquela noite o reconhecimento à mãe amiga e dedicada, foi de emocionar.
 
Maria Nele, seus filhos invadiram sua vida e como uma linda estrela a fizeram brilhar. Parabéns, que você chegue aos noventa, aos cem anos sempre amada por sua bonita família.
 
Tem um dito popular que é: “toda família tem alegrias e tristezas, só muda o nome e o endereço.” Realmente é isso aí, mas quando ela tem como base Deus, tudo fica ameno de se resolver, pois a força da oração e do louvor a faz forte e seus componentes tornam-se corajosos e lutadores.
 
À noite com seu manto bordado de estrelas (até pareciam lantejoulas) dava impressão de que estava se preparando para o Carnaval. Mas não, ela estava assim para homenagear um poético evento e também para compor a linda “aquarela” da família de Melquisedeque.
 
Miracema ouviu naquela noite a voz de mais um poeta, que motivado pela lua se misturou no infinito da natureza, no amor, nas palavras em rimas e se perpetuou na cultura de nossa terra.
 
É Melqui, “No Silêncio” você deixou a “Utopia” e procurou “Um caminho a seguir”: a Poesia Parecia-me ver o “Ipê Amarelo” impondo sua beleza à beira da estrada, mas ao mesmo tempo balançando seus galhos com medo da “A revolta da moto serra”. Podia ver na emoção de Melqui “O herói da minha historia” e a flor “Karollyne” enchendo o ar com seu perfume de adolescente, enquanto “a gata Ro” (sua esposa) mostrava ser a “Pessoa Especial”.
 
Para isso, a família de Melquisedeque Duarte, Melqui como gosta de ser chamado, fazia também parte daquele sonho ali realizado. Deus ali estava com um coral de anjos, nas vozes de sua filha Karollyne e da sobrinha Patrícia. Vozes de anjos sim, acredito que todos ali presentes sentiram uma lufada de vento que as acompanhavam, como se fosse bafejado pelo Senhor.
 
É emocionante ver uma família unida, valorizando o que acontece em seu seio, fazendo com que as pessoas presentes pudessem aplaudir mais um poeta miracemense.
  
Fiquei imensamente feliz e realizada em estar ali, porque pude ver e sentir que a Academia Miracemense de Letras ao criar em 2007 e 2008, o concurso “Poetas de nossa Comunidade” despertou a alma de muitos miracemenses. Entre eles, Melqui deixa para Miracema sua sensibilidade, sua alma poética tocar a cada conterrâneo, mostrando em versos, o sentimento em rimas e poesias.
 
Tudo isso, acredito que tenha tido como base na vida dele sua família, incentivando-o através dos bons exemplos e testemunhando a fé em Deus.
  
Depois de ler novamente o que acima escrevi, percebi que uni na mesma crônica, três lindas vidas:
 
Primeira: a aceitação e obediência de Maria Santíssima ao receber o anuncio pelo anjo Gabriel da chegada de seu Filho Jesus, confiado a Ela pelo Senhor. Foi resignada e forte ao vê-lo mais tarde, crucificado. Suas lágrimas de sangue tingiram de vermelho o pé da cruz.
 
Segunda: a vida de Maria Nele, mãe dedicada e com paciência ensinou o caminho do saber viver a seus sete filhos. Com seu dom de pintora sabe levar para a tela as cores que embelezam sua alma até nos dias sombrios.
 
Terceira: a vida de um novo poeta, Melqui que se encantou com a natureza e enxerga as pessoas num prisma colorido.

 

Vou poetar pra encerrar.

Orar à MARIA e agradecer,
Seu amor aceitação
E minha sensibilidade
Ao entender:
A tela da vida que NELE pintou
E a alma de MELQUI
Que a poesia marcou.


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