Pág.5-Nº139-Jun/11
 

              
                                                                  
“Até tocar o céu”
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus!”       
                              (I João 4.7)


       Em I Coríntios 13 podemos encontrar os três níveis do amor. Paulo, no versículo 13, fala que o grau da maturidade é a triologia: fé, esperança - na vida eterna -  e amor. O amor é a essência da vida cristã e mais importante que o conhecimento.
Esse último, por  sua vez, é mais  importante que a esperança,   enquanto a  fé, é mais importante que os dons. A essência do cristão é o amor, pois quem não ama, segundo a Bíblia, nunca viu a Deus (I João 4.8).
     Mateus 22.37-39, recomenda que o homem  ame ao seu  próximo como a si próprio. Esse é o primeiro nível do amor. Se pudéssemos viver nele não haveria tantas  guerras e traições, homicídios ou qualquer forma de desrespeito à vida.
     Já em João 13.34 e35, encontra-se o segundo nível do amor. Esse exige abnegação e sacrifício, ou seja, estágio no qual o homem é capaz de amar o próximo tal como Cristo o amou, entregando-se  a si mesmo em sacrifício. O segundo grau de amor deveria se aplicar nas relações familiares e na vida conjugal, estendendo-se aos vizinhos e companheiros de trabalho,  uma vez que, no cristianismo, o  outro vem primeiro que o “eu”. Vive-se   uma vida em que se   busca o bem do outro acima dos  interesses particulares.
     O terceiro grau do amor é expresso em João 17. 23 e 24, onde está escrito que como o Pai ama o Filho, assim devemos nos amar.  Com isso, podemos observar um amor uno, perfeito, sem sintomas de inveja, ciúmes ou primazia. Onde não há
espaço para nenhum complexo de inferioridade ou de superioridade.
     Que tipo de amor tem sido evidenciado em nossas casas e refletidos em nossa sociedade? É necessário começar do primeiro nível! E, então, à medida que  se aprofundar a  intimidade com Deus,   aprende-se ultrapassar cada nível do amor. Logo, se passa entender que o amor próprio não é um fi m em si mesmo. Se fosse, estaríamos sendo guiados pela Bíblia ao egoísmo. O amor a si mesmo é a base para o amor ao outro, ou seja, “é uma condição necessária para o altruísmo. Com a prática do amor próprio somos treinados a como amar o próximo.”
      “O homem ama, porque o amor é a essência da sua alma. Por  isso não pode deixar de amar.” (L.T.)

 

     
     O mundo é uma bola, mas continuamos caminhando em linha reta.
Corto aqui, não planto ali. Sujo aqui, não limpo ali. E assim seguimos de forma linear até que se acabem todos os recursos.
Uma sociedade que viva “a prática da ética na busca da verdadeira harmonia para o desenvolvimento e respeito social”, deve ser pautada num sistema “circular” em que a família, a escola, o poder público estejam  interligados, mas não da  forma  linear  como  se vive  atualmente. O poder público não zela pela educação e conduz a sociedade para  um  consumismo  desenfreado  e  sem  limites  de  consequências sociais e ecológicas.
Sem  educação  perde-se  o  elo  que  seria  crucial  para  atingir  um equilíbrio entre família, escola e poder público, toda e qualquer mudança  que  possamos  alcançar  para  o  bem  comum  da  humanidade passa pelo processo da “educação”, com ela, uma  família pode  ter base  para  saber  escolher  seus  representantes.  Representantes  com comprometimento ético darão o devido valor a  todos os problemas enfrentados pela sociedade, desta forma, teremos um círculo que liga a família à escola, a escola ao poder público, o poder público à família, assim, a verdadeira harmonia para o desenvolvimento e respeito social serão possíveis de se alcançar. Isso ninguém pode negar...


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