Pág.6-Nº119-Out/09

 

 

  Cigarras na Primavera 

Nas tardes, varando a noite,
Ouve-se voz tão faceira,
Fazendo imenso alarido,
É a cigarra cantadeira.
Escondidinha nas árvores,
Nas flores, campos, deveras,
Vive zoando a cigarra,
Nos tempos da primavera.
Sabemos que a cigarrinha,
Passa o tempo a ciciar,
No pouco espaço de vida,
O seu trabalho é cantar.
Não é como a formiguinha,
Vida inteira a labutar,
Pois sabe que sua sina,
É os caminhos alegrar.
Ciii, ciii, ci, ci, cigarrinha,
Seu ciciar é acalanto,
Traz vida pra primavera,
E pra natureza o encanto.
Nunca acabe a primavera,
Nem tão doce sinfonia,
Seria uma enorme perda,
A roubar nossa alegria.

(Às crianças com carinho)





A Chama da Esperança

Jamais a chama da esperança poderá ser
apagada em nossos corações, mesmo quando
nos deparamos com mesquinharias.
Vencer é compreender o tempo da cicatriz, a presença
e a ausência dolorosa de pessoas em nossa vida.
Para vencer é preciso ter fé
A subida é temerosa porque não conseguimos distinguir
o que vem pela frente, mas é a fé que nos conduz nessa caminhada.
O êxodo nos mostra o que se vai, o que separa, o que desmancha.
O êxodo é o abandono dos abraços frios que nos corrói.
Abraços frios que damos em nós mesmos pelo
medo de abraçarmos e sermos abraçados pelos outros.
As histórias de amor merecem nossos aplausos.
Elas nos comovem, nos fazem sorrir ou chorar e,
se alguém nos fala uma verdade que não queremos ouvir,expulsamos essa pessoa
do nosso convívio.
Queremos viver na doce ilusão porque
o amor é uma realidade redentora.
Não existe pessoa capaz de transformar aquilo
que nós mesmos negamos.
Quando vencemos, mostramos que estamos vivos,
porque existe em nós a CHAMA DA ESPERANÇA.

 
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