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80 Anos |
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Hoje, 2 de junho, de 2011, completo 80 anos de idade. Confesso que não esperava viver até a esta data, mas Deus foi condescendente comigo me proporcionando esta felicidade.Tive uma infância como todos os garotos: futebol, pião,bola de gude, banho no ribeirão, papagaio e outras brincadeiras. Frequentei o Ferreira da Luz aprendendo pouco, até terceira série. O que aprendi foi no balcão e na leitura diária, sempre ive gosto pela leitura. Comecei a ajudar meu pai que guardo muitas lembranças. Ele tinha um pequeno armazém de secos e molhados e eu entregava compras para os seus fregueses. Aos treze anos fui para o Rio de Janeiro morar com minha avó materna na Ladeira Felipe Nery situada atrás do Edifício A NOITE, lá, ficando oito meses onde fazia pequenos serviços em uma mercearia ganhando o sufi ciente para me manter.Fiz uma prova no Liceu Artes e Ofi cio, jamais procurei saber o resultado. Vindo para Miracema em seguida. Ao completar 17 anos, empreguei – me na Casa Marcelino até aos 26 anos: de 1947 ate 1956. Em 1957, comecei com o meu próprio negócio onde mantenho até os dias atuais. Casei com Nilcea em 1957,tenho dois filhos: Cícero Cirurgião Dentista e Eracea formada em Economia, mas optou trabalhar em minha loja. Dois netos: Davi oito anos e Gustavo vinte dois, cursando Museologia. Quando moço, frequentei muitos bailes, cinema, carnaval. Tive muitos amigos e colegas que hoje não mais se encontram entre nós. Entrei para a Maçonaria em 1952 onde permaneço até hoje. Ocupei vários cargos, inclusive o de Venerável Mestre por três períodos. Recebi a maior comenda (Pedro I ) Apesar de não ter frequentado nenhuma escola superior, já recebi mais de trinta diplomas e certificados que ostento em minha parede, inclusive o da Academia Miracemense de Letras onde ocupo a Cadeira nº 4. Comecei a escrever minhas crônicas no Jornal Pagina Um do amigo Marcelininho, aos 67 anos. Com a paralisação aquele Jornal hoje faço parte do LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Publiquei um Livro: TIPOS & FATOS INESQUECÍVEIS, onde relato tipos & fatos de personagem que ficaram inesquecíveis em nossa cidade . Vou publicar neste mês de junho um livro onde relato a História da Maçonaria em Miracema até os dia atuais. Levei sempre uma vida simples dedicada, todos esses anos, ao trabalho. Dei emprego a muitos funcionários. Vivo relativamente satisfeito com o que possuo, nunca fui muito apegado ao dinheiro. Procuro fazer amizades tratando bem as pessoas. Gosto mais de ouvir que falar. Estou relatando estes fatos por ter escrito sobre mais de quinhentos personagens e porque não de minha pessoa.
QUERIA
Queria ser pobre um dia, porque todo dia é demais./ Queria olhar só pra frente e nunca olhar para trás, Queria cantar como um pássaro, / só para te alegrar / Queria ter mãos aveludadas / só para te acariciar. / Queria ter muito sangue nas veias / só para te doar / Queria ser mel bem gostoso / te adoçar. /Queria ser como um mpero / e satisfazer o seu paladar / ser água bem cristalina / e tua sede matar Queria ser como uma brasa / só para te aquecer/ Queria ter braços fortes / para abraçar você /Queria andar sobre as ondas / fazer o cego enxergar / Queria ser como Cristo na cruz/ Só para te perdoar
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ONDE COLOCAMOS A NOSSA PREFERÊNCIA? Nesse tempo litúrgico em que a Igreja comemora a Páscoa, a ressurreição de Cristo e a vinda do Espírito Santo: Pentecostes - “solenidade da ‘colheita’, ensina-nos que Jesus cumpriu com perfeição todas as etapas do plano estabelecido pelo Pai a respeito da salvação. Com a vinda do Espírito Santo, nos fortalecemos gerando os frutos que nos impulsiona a proclamar a linguagem do amor...Se permitimos, ou abrimos o nosso coração, poderemos renovar a face da terra!...” Como, nós cristãos, estamos procurando renovar a face da terra? Estará incluído em nosso querer? E os nossos talentos? Jesus nos diz: “Nem mesmo o mais humilde dos talentos deve ser escondido ou enterrado”. Por ventura, realmente, não temos tempo? Sempre ouvi dizer que “tempo é questão de preferência”. Dá para meditar? A Palavra nos sina: “devemos partilhar o nosso tempo com aqueles que dele necessitam (Mt 25,35-36), os nossos dons intelectuais, dotes culturais ou capacidades pessoais (1Jo 3,17-18). Tenho ouvido ultimamente, nosso Pároco, Monsenhor Mateus, falar da necessidade do trabalho de pessoas nas diversas pastorais e sabemos da importância e da força do leigo para que o Evangelho de Jesus continue por todos os confi ns da terra. Somos devedores da graça de Deus em nossa vida. Jesus enviou do Pai o Espírito Santo aos Apóstolos para que Ele infundisse na jovem Igreja a força e a vida divina. Nós, através do nosso Batismo, também recebemos o Espírito Santo e podemos participar da vida da graça. Que o fogo que inspirou os apóstolos para abrirem as portas e saírem para pregar o Evangelho, aqueça todos e fortaleça para novas tomadas de decisões, proclamar a graça de Deus e cumprir conscientemente a sua missão na Igreja.
Regina Célia Titonelli Nunes- Comunicador Popular da Pastoral da Criança |
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Rotina Renovada Já chorei, pouco, pelo que tive motivo. Um pai que achava ser fraqueza o choro, sopitou os meus ao longo de um convívio de 21 anos dentro de casa e outros 47 enquanto ele viveu. Elas arderam em meus olhos, elas escorreram em silêncio pelo meu rosto, elas aliviaram o meu peito, mas nunca ameaçaram salgar o papel porque não tive em mãos carta, bilhete, documento em momentos de crise, de angústia ou de ansiedade. As que salgam o papel, já vi em cinema. Nunca me foi permitido viver cena tão romântica. Até hoje choro pouco. Engasgo, tenho nó na garganta, os olhos ardem, o coração dispara, mas elas não afl oram. Raramente tenho os olhos rasos d’água. Fui construída assim, vivo com o fato sem problemas. |
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