Pág.7-Nº119-Out/09

                  

 
Amaro Sales Cordeiro

Para quem não o conhece seu pai foi agente da estação da Leopoldina
em nossa cidade . Estudou no Colégio Miracemense, foi um dos
diretores da Vulcan, hoje próspero proprietário de fazendas cafeeiras e
do Café Cordeiro.
Recebemos o convite anual para participar do encontro de amigos proporcionado
pelo anfitrião Amaro Sales Cordeiro, desta vez no salão de
festa do Mustique. E lá fomos eu e Nilcea. No salão, muitos convidados
já haviam chegado. Amigos de São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Campos,
e outras cidades. Amigos antigos e novos amigos. Só um colunista
social poderia descrever com propriedade este acontecimento.
Os desembargadores presente Marcos Faver , José Geraldo Antonio,
seus irmãos advogados e escritores Wilson Antonio , João Antonio (
Janjão ) o procurador Geraldo Caldas, Roquinho , José Soldate e esposa,
Xico da Gráfica e esposa , Joffre G Salim e família , Carlos Rubens
e esposa, José Francisco Soares e esposa, Cibele Caldas e filha , Elcio
Bastos e esposa, Amim Amim e esposa , Betinho e Nair , Amadeu Poly
, João Leitão , José Torres, Zeni Canela, os ex prefeitos Gutemberg Damasceno
e Nedy , Carlos Roberto e Márcia , Crespo , Gloria Vargas , os
jornalistas Eraldo Quintanilha , Oriosvaldo Rangel (Ory), José Maria
de Aquino, Renato Mercante e Adilsom Dutra . Os médicos Renato
Faver, Ney M.Gutterres e esposas , Reginaldo Neto, Paulo Nogueira,
Lia Márcia e o marido, Betoven Neiva, Familia de Francisco Correa e
muitos outros.
O lugar onde eu estava sentado não dava para divisar todos os presentes.
A festa estava sendo animada pelo conjunto de Paulinho e de
uma cantora internacional. Os convidados foram servidos com bebidas
de vários tipos: frios, salgados, saladas e após , um lauto jantar e no
término doces .
Diversos oradores fizeram uso da palavra para falar a respeito do
anfitrião. Marcos Faver fez uma comparação extraordinária sobre a
música detalhes de Roberto Carlos e Amaro Cordeiro. Geraldo Caldas
lembrou dos tempos idos que não voltam mais. Joffre Salim muito emocionado
falou sobre Woltaire. José Maria de Aquino relembrou o seu
passado distante vivido em Miracema, dizendo que precisamos fazer
uma homenagem ao mestre Joffre. June de Souza Carvalho foi quem
saudou a homenageada da noite Maria Felix. Amaro leu um bilhete
deixado por Lucia Gualter e disse que esta reunião vem sendo feita há
muitos anos quando o Coordenador era o Clélio Mendes (Foguete ).
Em épocas passadas foram realizadas no salão do Cinema Sete, fundos
da Casa Lotérica de Neném Amaral, Aero Clube, casa de Anunciata e
Chicralina Salim, Bar do Sr. Olirio dos Santos, Vale do Cedro e muitos
outros lugares.
O coordenador da festa Monteirinho e Lena fizeram com que tudo
corresse a contento. Os proprietários do Mustique deram a maior atenção
aos presente.
Esta é a única festa onde o anfitrião Amaro S. Cordeiro além de promover
a festa, faz com que todos os participantes recebam presentes.

 

 
  O precisoso trabalho da Pastoral da Criança

“Jesus, sabendo da pergunta que eles se faziam, tomou uma criança, colocou-a junto de
si, ele disse: Quem acolhe em meu nome esta criança acolhe a mim mesmo.”
(Lc 9,47-48)

 
  Jesus viveu, incansavelmente, semeando o Reino de Deus. Por onde passava
plantava uma sementinha desse Reino que propunha como sendo salvação para a
humanidade. Porém, indicou, entre outros, um caminho concreto para que se tornasse
real o Reino do Pai. O caminho era, justamente, a acolhida à criança, indefesa pela
sua naturalidade, desprotegida no seu próprio ser.
  É aqui que entra o precioso trabalho da Pastoral da Criança no Brasil e fora dele.
Trabalho que visa o acompanhamento da criança desde o nascimento até os 6 anos
de idade. O labor feito com muita dedicação pelos seus líderes inclui ainda uma
presença salutar nas famílias dessas crianças, sem nenhuma distinção. É o Reino de
Deus tornando-se palpável.
  Neste momento, em Miracema, a Pastoral da Criança está em ritmo de retomada,
com muito entusiasmo por parte de todos os integrantes, estando as duas paróquias
realizando o trabalho em união e parceria, com solidariedade.
  Gostaria de registrar nesta coluna, a nossa solidariedade, agradecimento e orações
para Terezinha, uma pessoa muito sensível e cheia das bênçãos de Deus, que coordenou
por um breve período a Pastoral da Criança da Paróquia Santo Antônio, deixando
saudades, miracemense que voltou para a terra após 24 anos de ausência, mas, devido a
uma fatalidade precisou retornar para estar junto a familiares num momento difícil.
  Felizmente, a Pastoral da Criança, já conta com uma nova coordenadora, que
assumiu com muito amor e alegria mais um desafio em sua vida. Trata-se da professora
Elaine de Fátima dos Santos Silva, encontrando o apoio dos demais integrantes, tendo
em vista a aproximação de um curso para atualização do Guia do Líder no próximo
dia 31/10, que contará também com a presença da nova Coordenadora Diocesana Sra
Heloiza H. Carvalho. Sejam bem-vindas, Elaine e Heloísa!
  Percebemos assim, conforme palavras de Dom Sérgio Krzywy- Bispo de Araçatuba,
o Reino de Deus acontecendo bem perto de nós, através do empenho de nossos líderes,
que incansavelmente colocam-se a serviço daqueles que precisam um pouco mais
de atenção, amor, carinho, acolhida e gosto pela vida, testemunhando com a própria
vida os valores do Evangelho, para que “todas as crianças tenham vida e a tenham
em abundância”.

(Jornal Pastoral da Criança/07/09)
Regina Célia Titonelli Nunes - Rede de Comunicadores da Pastoral da Criança



  

  
Por que fui comentar?

  Ele me buscou em casa, na baratinha Ford 34, e eu, feliz da vida, com os
cabelos ao vento e toda a tralha para uma manhã de praia, segui da Gávea
para o Arpoador.
  Pouco antes de estacionar, conversando despreocupada, comentei que
chegara à minha casa o convite de casamento do primo que voejara pelos
meus pensamentos nos idos dos 15 anos.
  A frase: “o primo que eu quis namorar vai casar.” Assim mesmo, curta,
sem exclamação, um ponto simples e creio mesmo que sem vírgulas, en
passant.
Sorria ainda, quando percebi que ele fechara o sorriso, perdera o olhar
malicioso e seus olhos negros se adensaram. Aturdida, não me dei conta do
que causara tal efeito.
  Quando ele falou, foi para se dizer ofendido com a minha frase.
  Era ciúmes. Mas só descobri isso muitas horas depois, quando o Arpoador
perdeu a graça, o mar não amoleceu o arrufo, o sol não irradiou o meu dia.
Voltamos calados, frustrada eu por não entender que uma simples lembrança
fosse capaz de desconsertá-lo, ofendido, ele, com a minha frase.
  Casamos. Vivemos felizes. Hoje ao saber que “palavras são escorregadias
como sabonete e maleáveis como chicletes que depois de mastigadas grudam
para sempre e se tornam condenações”, relembro o fato e ainda não sei o
que elas formaram a frase que grudou no ciúme dele que me devolveu outras
que até hoje estão grudadas no meu espanto.

 
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