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Numa tarde de domingo passou por mim uma aragem que sussurrou ao meu ouvido: - “Sou a Deusa Minerva ou Atenas da Sabedoria, venha fazer parte do encontro da História da Grécia com a Mitologia”. Fiquei balançada, e de repente, me vi arrumando as malas e viajando em seguida na quarta-feira para o famoso encontro. No outro dia, pela tarde, já estava instalada com os outros “convidados do grupo” no Hotel Athenas Plaza, na Praça Syntagma onde está o Parlamento e mais tarde fomos assistir à troca da Guarda. São soldados esguios, de dois metros de altura, traje característico, guardando o próprio Parlamento e o túmulo do soldado desconhecido. Daí então, meus olhos começaram a me conduzir para um mundo que conhecia através da História Universal administrada no Colégio Miracemense e de ler sobre Mitologia. Dizia para mim mesma: - você está na terra dos Deuses. Tão empolgada fi quei que olhava para todos os cantos procurando ver um deles (sonhos). Andamos pelo metrô, um misto de obras, do lado direito as paredes do ano II após Cristo, causando um choque cultural com a modernidade das construções do século XXI que foram feitas para as Olimpíadas que no país acontecera no ano de 2004. Anoiteceu, e quando regressamos ao Hotel, fui abrir a varanda do apartamento e ao olhar a esquerda, lá estava ele, o Parthenon (450 aC), todo iluminado, com suas colunas encabeçadas por folhas de acanto (folhas que serviram de modelo para ornatos arquitetônicos). Auxiliadora Tostes, minha companheira de viagem (obrigada pela agradável companhia) e eu fi camos arrepiadas de emoção ao ver o Parthenon sobre a Acrópole. Ali por um espaço de tempo nos perdemos no encantamento em vê-lo. Mais tarde, enquanto Auxiliadora dormia, abri a cortina da varanda e a da minha cama fi que a “namorar” aquela arquitetura considerada a maior ornamentação de toda a Europa, segundo nossa guia Zoe. Na manhã seguinte depois de um Kalimera (bom dia), fomos ver de perto a Acrópole de Atenas e a grandiosidade do Parthenon. Custava-me crer no que via naquele sítio arqueológico magnífico, conservado pedra por pedra, história e mitologia fascinantes. Dali onde estávamos sentíamos toda a capacidade que Deus dá ao homem. PÉRIKLES idealizou-o e o escultor PHEIDIAS o construiu. Do alto da Acrópole visualizava a grande rocha de Aropago onde se faziam os tribunais e São Paulo (grego de Korinto) pregou sobre Deus para os gregos, embora eles acreditassem apenas nos DEUSES. Após duas horas apreciando as esculturas magnífi cas e até inacreditáveis daquela época, descemos e entramos pela Porta de Adriano que dá acesso ao Templo de Zeus que possuía 104 colunas, mas atualmente tem somente 15 e uma tombada por um raio no ano 1281. A Grécia, um País rico em sítios arqueológicos conservados, como o cabo SOUNION, datados do ano 480, por arquiteto desconhecido. Esse, conta as lendas de Poseidon e da deusa Minerva é um conjunto de colunas, um deslumbramento de construção, tendo lá embaixo o mar Egeu, conhecido por todos nós da época de estudantes. Vendo tudo aquilo fi quei a imaginar como um povo continua mantendo suas histórias, então fi quei triste, pois longe, na minha querida Miracema, acontece um movimento por algumas pessoas para descaracterizar nossas ruas de paralelepípedos, trocando-os por asfalto e assim, perder o aspecto de cidade do interior e tradicional. Que dó! Não é mesmo, deusa Minerva? Continuamos a nos aprofundar na história da Grécia, onde um fi lho da Bavária com apenas 17 anos, OTO, deu esse nome a ela pelas suas histórias, pelos seus Deuses, pelas raízes de conhecimento e sabedoria. Após ver as tradições e cultura, saímos de Atenas para a região Poliponeso, onde São Paulo passou grande parte de sua vida, trabalhou em lojas, viveu por anos em Korinto, onde começou suas pregações. Como na Grécia, a cultura é rica de antes de Cristo, fomos ao Teatro Epidauro em semicírculo onde encontramos um teatro ao ar livre com a acústica mais perfeita do mundo. Dá para receber 12.600 pessoas e pode-se ouvir o som de uma moeda caindo no palco. Imaginem em pleno ar livre, tendo ao fundo pinheiros, árvores típicas da Grécia. Não é de encantar? Cada passo dado caminhávamos em direção de mais cultura e informação. Do túmulo de Agamenon seguimos para as Acrópole de Micenas. É o sítio arqueológico mais antigo que o Parthenon. Num domingo pela manhã chegamos ao Mosteiro de São Lucas onde ele morreu e está seu túmulo. A Grécia de um lado tem o mar Egeu, seguido do mar Jônico. Conta a Mitologia que o nome Jônico é devido a Jô que se engravidou do deus Zeus e sua mulher Juno ameaçou mata-la, então ela atravessou da Grécia para a Itália, nadando para salvar seu fi lho. Não é fascinante toda essa mistura de realidade com mitos? Fomos para DELPHI, onde o Museu e o sítio arqueológico deu para parar e pensar como as pessoas viveram naquele lugar, desde os mais humildes até os soberanos. Templos conservados, anfiteatro perfeito e colunas intactas. Seguindo em frente paramos em Kalampaka a fi m de conhecer METEORA que signifi ca grupo de rochas onde se localizam os mosteiros. São seis, mas somente quatro estão abertos à visitação. São verdadeiras obras de arte, localizadas nos píncaros das rochas. É difícil de acreditar que lá vivem freiras, frades vivem em completo isolamento e de acesso inacreditável. Belíssimos. Pinturas bizantinas trabalhadas com folhas de ouro nas capelas, mais um rico tesouro da Grécia. Lá eles veneram Jesus e sua mãe Maria. A religião na Grécia é Católica Ortodoxa. Tudo o que vimos e ouvimos foi fi cando para trás em Atenas. Pegamos o voo para a ilha de Creta. Lá chegando começamos o tour até o porto. Parecia ver Napoleão desembarcando. Mais tarde visitamos o palácio de Knossos, num lugar chamado Labirinto, tínhamos a impressão de a qualquer momento ver o Minotauro. Foi fantástico saber que ali habitaram naquela época 2000 pessoas e que foi edifi cado antes de Cristo. Muitas pinturas conservadas, pedaços de templos com colunas inclusive o templo onde fi cava o Minotauro. Segundo a Mitologia. Muita informação e muita beleza. Relembrando tudo isso, agradeço a Deus pelo sussurro da deusa Minerva aos meus ouvidos, fazendo eu estar naquele lugar. E para completar a beleza da ilha de Creta, uma noite fomos jantar na Praça dos Leões. E pra maior surpresa, havia uma banda de música na entrada de Igreja de São Marcos só de jovens. De repente, tocaram “O cisne branco”. Uma festa musical. Foi completa a nossa despedida da encantadora ilha. No dia seguinte, seguimos de ferry-bout para Myconos.. Ilha de paisagem característica, verão seco, muito vento e o céu com o mar se confundindo num azul profundo, de extasiar. No alto e nas ruas estreitas, casario típico, branco com janelas e portas azuis. Um lugar diferente e encantador, com os moinhos e suas pás lembrando asas de libélulas. Misturado a tudo, encontramos uma igreja com N.S. de Fátima, a única igreja Católica Apostólica. Foi emocionante ajoelhar aos pés da Santa e agradecer por todos os dias vividos, por adquirir mais cultura e por aprender cada vez mais a valorizar e conservar o pouco Patrimônio que tem na minha amada cidade. Deusa Minerva PARAKALON (por favor), bafeje sua sabedoria e dê KALI TIHI (boa sorte) a nossa Miracema.
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