Pág.8-Nº119-Out/09


  Tema: Ipê

  Todos lembram desse fato:
  Gente má o IPÊ cortou.
  Hoje muito feliz dato:
  O amor o ressuscitou.

  Tema
: Luar

  Vaidoso, o Sol não esconde:
  Eu faço a lua brilhar.
  Com humildade ela responde:
  Com a sua luz eu sou luar.
 
  Tema
: Primavera
 
  A Primavera chegou,
  O mundo se fez jardim.
  Mas, no meu ela secou,
  As fl ores que eram pra mim.

  Tema
: Crianças.
 
  Quantas crianças sofridas!
  Marcas da falta de amor.
  Enquanto tantas queridas,
  Outras se abrigam na dor.

  Numa tarde de domingo passou por mim uma aragem
que sussurrou ao meu ouvido: - “Sou a Deusa Minerva
ou Atenas da Sabedoria, venha fazer parte do encontro da
História da Grécia com a Mitologia”. Fiquei balançada, e de
repente, me vi arrumando as malas e viajando em seguida
na quarta-feira para o famoso encontro.
  No outro dia, pela tarde, já estava instalada com os
outros “convidados do grupo” no Hotel Athenas Plaza, na
Praça Syntagma onde está o Parlamento e mais tarde fomos
assistir à troca da Guarda. São soldados esguios, de dois
metros de altura, traje característico, guardando o próprio
Parlamento e o túmulo do soldado desconhecido.
  Daí então, meus olhos começaram a me conduzir para
um mundo que conhecia através da História Universal
administrada no Colégio Miracemense e de ler sobre
Mitologia. Dizia para mim mesma: - você está na terra dos
Deuses. Tão empolgada fi quei que olhava para todos os
cantos procurando ver um deles (sonhos).
  Andamos pelo metrô, um misto de obras, do lado direito
as paredes do ano II após Cristo, causando um choque
cultural com a modernidade das construções do século XXI
que foram feitas para as Olimpíadas que no país acontecera
no ano de 2004.
  Anoiteceu, e quando regressamos ao Hotel, fui abrir a
varanda do apartamento e ao olhar a esquerda, lá estava ele,
o Parthenon (450 aC), todo iluminado, com suas colunas
encabeçadas por folhas de acanto (folhas que serviram de
modelo para ornatos arquitetônicos). Auxiliadora Tostes,
minha companheira de viagem (obrigada pela agradável
companhia) e eu fi camos arrepiadas de emoção ao ver o
Parthenon sobre a Acrópole. Ali por um espaço de tempo
nos perdemos no encantamento em vê-lo. Mais tarde,
enquanto Auxiliadora dormia, abri a cortina da varanda
e a da minha cama fi que a “namorar” aquela arquitetura
considerada a maior ornamentação de toda a Europa,
segundo nossa guia Zoe.
  Na manhã seguinte depois de um Kalimera (bom dia),
fomos ver de perto a Acrópole de Atenas e a grandiosidade
do Parthenon. Custava-me crer no que via naquele sítio
arqueológico magnífico, conservado pedra por pedra,
história e mitologia fascinantes. Dali onde estávamos
sentíamos toda a capacidade que Deus dá ao homem.
PÉRIKLES idealizou-o e o escultor PHEIDIAS o construiu.
Do alto da Acrópole visualizava a grande rocha de Aropago
onde se faziam os tribunais e São Paulo (grego de Korinto)
pregou sobre Deus para os gregos, embora eles acreditassem
apenas nos DEUSES.
  Após duas horas apreciando as esculturas magnífi cas
e até inacreditáveis daquela época, descemos e entramos
pela Porta de Adriano que dá acesso ao Templo de Zeus
que possuía 104 colunas, mas atualmente tem somente 15
e uma tombada por um raio no ano 1281.
  A Grécia, um País rico em sítios arqueológicos
conservados, como o cabo SOUNION, datados do ano
480, por arquiteto desconhecido. Esse, conta as lendas de
Poseidon e da deusa Minerva é um conjunto de colunas,
um deslumbramento de construção, tendo lá embaixo o
mar Egeu, conhecido por todos nós da época de estudantes.
Vendo tudo aquilo fi quei a imaginar como um povo continua
mantendo suas histórias, então fi quei triste, pois longe,
na minha querida Miracema, acontece um movimento
por algumas pessoas para descaracterizar nossas ruas de
paralelepípedos, trocando-os por asfalto e assim, perder o
aspecto de cidade do interior e tradicional. Que dó! Não é
mesmo, deusa Minerva?
  Continuamos a nos aprofundar na história da Grécia,
onde um fi lho da Bavária com apenas 17 anos, OTO, deu
esse nome a ela pelas suas histórias, pelos seus Deuses,
pelas raízes de conhecimento e sabedoria.
Após ver as tradições e cultura, saímos de Atenas para
a região Poliponeso, onde São Paulo passou grande parte
de sua vida, trabalhou em lojas, viveu por anos em Korinto,
onde começou suas pregações.
  Como na Grécia, a cultura é rica de antes de Cristo,
fomos ao Teatro Epidauro em semicírculo onde encontramos
um teatro ao ar livre com a acústica mais perfeita do mundo.
Dá para receber 12.600 pessoas e pode-se ouvir o som de
uma moeda caindo no palco. Imaginem em pleno ar livre,
tendo ao fundo pinheiros, árvores típicas da Grécia. Não
é de encantar?
  Cada passo dado caminhávamos em direção de mais
cultura e informação. Do túmulo de Agamenon seguimos
para as Acrópole de Micenas. É o sítio arqueológico mais
antigo que o Parthenon.
Num domingo pela manhã chegamos ao Mosteiro de
São Lucas onde ele morreu e está seu túmulo.
  A Grécia de um lado tem o mar Egeu, seguido do mar
Jônico. Conta a Mitologia que o nome Jônico é devido a Jô
que se engravidou do deus Zeus e sua mulher Juno ameaçou
mata-la, então ela atravessou da Grécia para a Itália, nadando
para salvar seu fi lho. Não é fascinante toda essa mistura de
realidade com mitos?
  Fomos para DELPHI, onde o Museu e o sítio
arqueológico deu para parar e pensar como as pessoas
viveram naquele lugar, desde os mais humildes até os
soberanos. Templos conservados, anfiteatro perfeito
e colunas intactas. Seguindo em frente paramos em
Kalampaka a fi m de conhecer METEORA que signifi ca
grupo de rochas onde se localizam os mosteiros. São
seis, mas somente quatro estão abertos à visitação. São
verdadeiras obras de arte, localizadas nos píncaros das
rochas. É difícil de acreditar que lá vivem freiras, frades
vivem em completo isolamento e de acesso inacreditável.
Belíssimos. Pinturas bizantinas trabalhadas com folhas de
ouro nas capelas, mais um rico tesouro da Grécia. Lá eles
veneram Jesus e sua mãe Maria. A religião na Grécia é
Católica Ortodoxa.
  Tudo o que vimos e ouvimos foi fi cando para trás em
Atenas. Pegamos o voo para a ilha de Creta. Lá chegando
começamos o tour até o porto. Parecia ver Napoleão
desembarcando. Mais tarde visitamos o palácio de Knossos,
num lugar chamado Labirinto, tínhamos a impressão de a
qualquer momento ver o Minotauro. Foi fantástico saber
que ali habitaram naquela época 2000 pessoas e que foi
edifi cado antes de Cristo. Muitas pinturas conservadas,
pedaços de templos com colunas inclusive o templo onde
fi cava o Minotauro. Segundo a Mitologia. Muita informação
e muita beleza.
  Relembrando tudo isso, agradeço a Deus pelo sussurro
da deusa Minerva aos meus ouvidos, fazendo eu estar
naquele lugar. E para completar a beleza da ilha de Creta,
uma noite fomos jantar na Praça dos Leões. E pra maior
surpresa, havia uma banda de música na entrada de Igreja
de São Marcos só de jovens. De repente, tocaram “O cisne
branco”. Uma festa musical. Foi completa a nossa despedida
da encantadora ilha.
  No dia seguinte, seguimos de ferry-bout para Myconos..
Ilha de paisagem característica, verão seco, muito vento e
o céu com o mar se confundindo num azul profundo, de
extasiar. No alto e nas ruas estreitas, casario típico, branco
com janelas e portas azuis. Um lugar diferente e encantador,
com os moinhos e suas pás lembrando asas de libélulas.
Misturado a tudo, encontramos uma igreja com N.S. de
Fátima, a única igreja Católica Apostólica. Foi emocionante
ajoelhar aos pés da Santa e agradecer por todos os dias
vividos, por adquirir mais cultura e por aprender cada vez
mais a valorizar e conservar o pouco Patrimônio que tem
na minha amada cidade.
  Deusa Minerva PARAKALON (por favor), bafeje sua
sabedoria e dê KALI TIHI (boa sorte) a nossa Miracema.

 
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