Pág.3-Nº120-Nov/09
              


 

                                          CARTA A UM AMIGO

   Separados, Amigo, espero que abras esta mensagem e que não a jogues fora antes
de saberes o que ela contém. Trata-se do mal que as drogas poderão te
causar. Se fi cares chocado não tem importância, é para chocar mesmo!
O caminho que começas a trilhar difi cilmente terá retorno. A verdade
dói, mas alguém tem que dizê-la. E eu que me considero teu amigo vou
te dizer.
  Veja o tumulto que virou teu lar! Olha para teus pais! Tens notado
como tua mãe envelheceu? Como teu pai está acabado? Ah, é? Não pediste
para vir ao mundo? Todos dizem isto para justifi car o vício. Eles
também não pediram um fi lho assim! Quando nasceste eras puro, como
toda criança. E agora, o que és? Teus pais em sua infi nita angústia estão
sempre se perguntando: - Onde é que erramos? Eles não sabem a resposta,
mas eu respondo por eles: - Não te deram limites, foram bons demais
contigo, e apesar de tudo ainda és o fi lho adorado deles, a quem eles dedicaram
o maior dos amores, de quem esperavam se orgulhar, para quem
almejavam um futuro brilhante. Esperavam alegrias, netos saudáveis e
proteção na velhice. Coitados!
  No início foi apenas curiosidade. Agora estás viciado! E sabes o que
poderá te acontecer? Pois é, poderás ser um assassino, um suicida, um
tarado, um louco, um promíscuo sexual, um mau fi lho, mau marido, mau
pai. Terás tremores nas mãos, usarás camisas e calças compridas para
ocultar as picadas. Tuas pernas terão atrofi a incurável, andarás com difi
culdade e dependerás inteiramente da caridade pública. Estarás sujeito
à AIDS, câncer, tuberculose, hepatites, tumores, diarréias, paralisias,
distúrbios psiquiátricos. Teus sonhos serão invadidos por seres sobrenaturais
mergulhados em luzes com brilho intenso dentro de teus olhos
como “fl ashs” fotográfi cos. Alucinações visuais: gritos, acusações e lamentações
estridentes irão te levar à loucura. Antes de morreres por uma
overdose ou assassinado por um trafi cante, caminharás pelos caminhos
da escuridão, fi carás só e abandonado com manias de perseguição e tentativas
de suicídio. Terás crises de pânico que te farão viver o inferno na
vida. Desconhecerás as alegrias do verdadeiro amor, inclusive o sexual,
e poderás gerar monstros por alterações irreversíveis no teu código genético.
Não terás prazer no sexo e culparás tua esposa, agredindo-a. Terás
insônia, acordarás à noite banhado em suor malcheiroso pela falta de
higiene, aos gritos, com terríveis pesadelos.
  Venderás tudo o que é teu e de teus pais, farás pequenos furtos, depois
grandes furtos. Poderás inclusive matar por um pouquinho do pó. Ficar
devendo ao trafi cante poderá custar a tua vida. Mancharás indelevelmente
o santuário que Deus te deu: o teu corpo e a tua alma. Abandonarás
cedo os estudos. Se fores casado perderás mulher e fi lhos. Nestas alturas
já deverás ter matado teus pais de desgosto. A rua será teu lar e dormirás
nos bancos dos jardins ou debaixo de marquises. Catarás restos de comida
jogados no lixo, andarás pela cidade com os teus “colegas” como um
bando de zumbis, almas penadas vagando pelo mundo pedindo esmolas.
Trocarás as alegrias da vida pela maconha ou cocaína, por uma bebida,
por um cheirinho, por uma picada. Maconha, cocaína, fumo e álcool
serão teus deuses e teu refúgio antes do triste fi m. Pede, então, ao teu
"amigo” trafi cante uma overdose que acabe com teu sofrimento porque
já serás um morto vivo!
  Se algum dia te faltar esperança entra na primeira igreja que encontrares,
ajoelha e reza contritamente ao Cristo Crucifi cado. Entrega a Ele
a tua saga. Ele vai te ajudar



             

 

- Vive a cada dia como se estivesse escalando uma montanha. Uma olhadela de vez em quando
ao cume manter-te-á o alvo presente na mente; mas deves admirar a cada nova etapa as lindas
paisagens que se estendem lá em baixo. Escala devagar, uniformemente, gozando cada momento
que passa. Então, sua chegada no cume será um clímax adequado para toda a viagem. (Harold V. Melchett).

- A vida é como um sonho e como um sonho passa. (Augusto de Lima).

- Nascer, lutar, sofrer – eis toda vida. (Gonçalves Dias)

- Quem sabe ouvir é popular em toda a parte e acaba aprendendo alguma coisa. (Wilson
Mizner)

- A experiência é coisa que ninguém consegue de graça. (Oscar Wilde)

- Falar é bom e calar é melhor; mas ambos são desagradáveis quando levado ao exagero. (La Fontaine)

- Se a fama só chega depois da morte, não tenho a mínima pressa em conquistá-la. (Marcial) 

               

                                                


                           Por trás das Montanhas
 

  Sem enveredarmos por caminhos tortuosos, muitas vezes intransponíveis, ou escalarmos numa
 técnica radical suas alturas, nunca ficaremos sabendo o que há por trás das montanhas.
  Cabeças bem dotadas colocaram em prática a psicologia, calçando nossos pés com a psiquiatria ou a psicanálise. Cientistas descobrem drogas capazes de reforçar nossas energias e o mundo todo se movimenta a favor.
  Mas, uma sequela enraizada deixa impressão profunda, que bem tratada torna-se quase invisível, porém, nunca extinta totalmente.
  Por quê?
  Porque os “normais” não escalam montanhas, têm medo da droga (remédios), não têm acesso
ao analista, e, não só por isto; caminham sentados, dormem acordados, levantam-se estressados, julgam apressados, rotulam errado, escorregando pela vida sem se livrar de seu fardo. Atropelam-se uns aos outros, por certo nos mesmos caminhos, ou aparentemente felizes distribuindo: Olá! Como vai? Bom dia! Feliz Natal!
  Mas, continuam como eu, sem saber o que existe por trás das montanhas.
  Enquanto isto...

 O tempo não para,
 e isto não é mau.
 
Reparando incertezas,
 
é bom que corramos,
 
é bom que erremos
 
e que também acertemos.
 
Seguindo minutos
 
Completando horas
 
Competindo sempre.
 
Partilhando dias
 
Estarmos alertas,
 
Firmarmos contratos

 Acordarmos ao Sol
 Renovarmos com a chuva
 Dobrarmos esquinas
 
Encolhendo o final.
 
Chegarmos ao não “sei quê”
 
Abrirmos janelas
 
Rasparmos panelas
 
Bradarmos vitórias
 Concretarmos ideias
 
Aprestar-se a esperança
 
Permitindo-se criança.


 
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