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CARTA A UM AMIGO
Separados, Amigo, espero que abras esta mensagem e que não a jogues fora antes de saberes o que ela contém. Trata-se do mal que as drogas poderão te causar. Se fi cares chocado não tem importância, é para chocar mesmo! O caminho que começas a trilhar difi cilmente terá retorno. A verdade dói, mas alguém tem que dizê-la. E eu que me considero teu amigo vou te dizer. Veja o tumulto que virou teu lar! Olha para teus pais! Tens notado como tua mãe envelheceu? Como teu pai está acabado? Ah, é? Não pediste para vir ao mundo? Todos dizem isto para justifi car o vício. Eles também não pediram um fi lho assim! Quando nasceste eras puro, como toda criança. E agora, o que és? Teus pais em sua infi nita angústia estão sempre se perguntando: - Onde é que erramos? Eles não sabem a resposta, mas eu respondo por eles: - Não te deram limites, foram bons demais contigo, e apesar de tudo ainda és o fi lho adorado deles, a quem eles dedicaram o maior dos amores, de quem esperavam se orgulhar, para quem almejavam um futuro brilhante. Esperavam alegrias, netos saudáveis e proteção na velhice. Coitados! No início foi apenas curiosidade. Agora estás viciado! E sabes o que poderá te acontecer? Pois é, poderás ser um assassino, um suicida, um tarado, um louco, um promíscuo sexual, um mau fi lho, mau marido, mau pai. Terás tremores nas mãos, usarás camisas e calças compridas para ocultar as picadas. Tuas pernas terão atrofi a incurável, andarás com difi culdade e dependerás inteiramente da caridade pública. Estarás sujeito à AIDS, câncer, tuberculose, hepatites, tumores, diarréias, paralisias, distúrbios psiquiátricos. Teus sonhos serão invadidos por seres sobrenaturais mergulhados em luzes com brilho intenso dentro de teus olhos como “fl ashs” fotográfi cos. Alucinações visuais: gritos, acusações e lamentações estridentes irão te levar à loucura. Antes de morreres por uma overdose ou assassinado por um trafi cante, caminharás pelos caminhos da escuridão, fi carás só e abandonado com manias de perseguição e tentativas de suicídio. Terás crises de pânico que te farão viver o inferno na vida. Desconhecerás as alegrias do verdadeiro amor, inclusive o sexual, e poderás gerar monstros por alterações irreversíveis no teu código genético. Não terás prazer no sexo e culparás tua esposa, agredindo-a. Terás insônia, acordarás à noite banhado em suor malcheiroso pela falta de higiene, aos gritos, com terríveis pesadelos. Venderás tudo o que é teu e de teus pais, farás pequenos furtos, depois grandes furtos. Poderás inclusive matar por um pouquinho do pó. Ficar devendo ao trafi cante poderá custar a tua vida. Mancharás indelevelmente o santuário que Deus te deu: o teu corpo e a tua alma. Abandonarás cedo os estudos. Se fores casado perderás mulher e fi lhos. Nestas alturas já deverás ter matado teus pais de desgosto. A rua será teu lar e dormirás nos bancos dos jardins ou debaixo de marquises. Catarás restos de comida jogados no lixo, andarás pela cidade com os teus “colegas” como um bando de zumbis, almas penadas vagando pelo mundo pedindo esmolas. Trocarás as alegrias da vida pela maconha ou cocaína, por uma bebida, por um cheirinho, por uma picada. Maconha, cocaína, fumo e álcool serão teus deuses e teu refúgio antes do triste fi m. Pede, então, ao teu "amigo” trafi cante uma overdose que acabe com teu sofrimento porque já serás um morto vivo! Se algum dia te faltar esperança entra na primeira igreja que encontrares, ajoelha e reza contritamente ao Cristo Crucifi cado. Entrega a Ele a tua saga. Ele vai te ajudar | |
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- Vive a cada dia como se estivesse escalando uma montanha. Uma olhadela de vez em quando ao cume manter-te-á o alvo presente na mente; mas deves admirar a cada nova etapa as lindas paisagens que se estendem lá em baixo. Escala devagar, uniformemente, gozando cada momento que passa. Então, sua chegada no cume será um clímax adequado para toda a viagem. (Harold V. Melchett).
- A vida é como um sonho e como um sonho passa. (Augusto de Lima).
- Nascer, lutar, sofrer – eis toda vida. (Gonçalves Dias)
- Quem sabe ouvir é popular em toda a parte e acaba aprendendo alguma coisa. (Wilson Mizner)
- A experiência é coisa que ninguém consegue de graça. (Oscar Wilde)
- Falar é bom e calar é melhor; mas ambos são desagradáveis quando levado ao exagero. (La Fontaine)
- Se a fama só chega depois da morte, não tenho a mínima pressa em conquistá-la. (Marcial) | |
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Por trás das Montanhas
Sem enveredarmos por caminhos tortuosos, muitas vezes intransponíveis, ou escalarmos numa técnica radical suas alturas, nunca ficaremos sabendo o que há por trás das montanhas. Cabeças bem dotadas colocaram em prática a psicologia, calçando nossos pés com a psiquiatria ou a psicanálise. Cientistas descobrem drogas capazes de reforçar nossas energias e o mundo todo se movimenta a favor. Mas, uma sequela enraizada deixa impressão profunda, que bem tratada torna-se quase invisível, porém, nunca extinta totalmente. Por quê? Porque os “normais” não escalam montanhas, têm medo da droga (remédios), não têm acesso ao analista, e, não só por isto; caminham sentados, dormem acordados, levantam-se estressados, julgam apressados, rotulam errado, escorregando pela vida sem se livrar de seu fardo. Atropelam-se uns aos outros, por certo nos mesmos caminhos, ou aparentemente felizes distribuindo: Olá! Como vai? Bom dia! Feliz Natal! Mas, continuam como eu, sem saber o que existe por trás das montanhas. Enquanto isto...
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O tempo não para,
e isto não é mau. Reparando incertezas, é bom que corramos, é bom que erremos e que também acertemos. Seguindo minutos Completando horas Competindo sempre. Partilhando dias Estarmos alertas, Firmarmos contratos |
Acordarmos ao Sol Renovarmos com a chuva
Dobrarmos esquinas Encolhendo o final. Chegarmos ao não “sei quê” Abrirmos janelas Rasparmos panelas Bradarmos vitórias Concretarmos ideias Aprestar-se a esperança Permitindo-se criança. | |
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