Pág.7-Nº140-Jul/11

                  

 

                                

LUCAS DAMASCENO E QUINCA LOURENÇO

 

       

      Lucas Damasceno era dono de uma fábrica de bebidas onde eram vendidas na cidade e em várias cidades da Região. Tinha como empregado o Lula que preparava as bebidas. A entrega era feita por um caminhão Stud-Bak, dirigido pelo motorista Vonedo.
    
Lucas era um pouco surdo, mas vivia sempre sorrindo. Fabricava vários tipos de bebidas quentes como: aniz, vinho jurubeba e canelinha, o famoso xarope de groselha e o guaraná do Lucas . O guaraná era motivo de brincadeira. Quando uma criança não queria ir ao colégio o pai dizia: - Se você não for ao colégio vou te dar um guaraná do Lucas. E a criança: - Não,  então eu vou.

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     Quinca Lourenço morava na Rua Padilha, onde hoje, é a residência da família Botelho. A casa era de esteios de madeira, dando passagem para outra rua. Já o conheci velho, sempre de terno cáqui, tossindo e com um lenço pendurado no bolso traseiro. Metido a rezador e macumbeiro,dava receitas às pessoas que iam procurá-lo.
    
Quinca usava sempre um ardil: sua mulher ia receber o doente, e perguntava o que estava sentindo, dizendo que o Quinca havia saído e a pessoa dizia tudo. Quinca ficava ouvindo atrás do armário Depois dava a volta pelos fundos, chegava pela porta da frente e dizia para o cliente: - Não precisa me dizer nada . Você sente isto e aquilo e as pessoas achavam que era um grande rezador.

 



         
 Campanha “Antibiótico: primeira dose imediata” é apresentada no CNS “Amar é acolher, é compreender, é fazer o outro crescer”.
                                  Zilda Arns

 
      A campanha “Antibiótico: primeira dose imediata” foi apresentada na terça-feira (5 de  julho) em Brasília, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que contou com a presença do Ministro da Saúde Alexandre Padilha. O gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufl eur, também representante titular da CNBB no Conselho, falou sobre os objetivos da campanha e da importância da criança ser medicada na unidade de saúde, logo após a consulta, especialmente nos casos de suspeita de pneumonia.
     
Esta, é uma parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), tendo a Pastoral da Criança lançado no dia anterior, (4 de julho), em Curitiba, o início desta campanha com o Coordenador Nacional Adjunto, Médico Nelson Arns Neumann - filho de Drª Zilda, em uma coletiva de imprensa. O objetivo da campanha é orientar os gestores municipais de saúde, e principalmente a sociedade, sobre a necessidade de ministrar a primeira dose de antibiótico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo após a consulta, em especial nos casos de crianças com suspeita de pneumonia.
     
Trata-se de uma recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde desde 2003, que recomenda que uma criança com suspeita de pneumonia, com a indicação médica de antibiótico, deve receber a primeira dose do remédio na própria unidade de saúde. Esta primeira dose de antibiótico dada logo após a consulta, ainda na unidade de saúde, poderia evitar uma parte significativa das cerca de 4 mil mortes anuais por infecções respiratórias entre crianças menores de 5 anos no Brasil, registradas no Ministério da Saúde. Segundo dados do governo, as infecções respiratórias causadas por bactérias são a segundacausa de morte de crianças no país.
     
A Pastoral da Criança em Miracema encaminhou correspondência ao Conselho Municipal de Saúde solicitando esta recomendação do Ministério da Saúde e da própria pastoral. O apoio do Ministério e do Conasems (Conselho Nacional de Saúde) de uma grande mobilização da sociedade, voluntários e articuladores da Pastoral da Criança, junto às Secretarias Municipais de Saúde de todo o país.marca o início. 
    
Fazendo um coro, foi apresentado oficialmente na ExpoCatólica na quinta-feira, 7 de julho, o tema da Campanha da Fraternidade de 2012: “Fraternidade e Saúde Pública”; e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”.
(Matéria extraída do site da Pastoral da Criança)

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Regina Célia Titonelli Nunes- Comunicador Popular da Pastoral da Criança 



 

                         Rotina Renovada                                            
 
     Diferentemente do querido Manoel de Barros, há mais de três anos remexo com retro escavadeiras minhas memórias. Só não as havia adjetivado com o vocábulo fóssil. Será que elas o são? Preciso parar para pensar! Se me der conta de que venho narrando de forma cronológica tudo o que retive e retenho de vivências, com certeza, os netos concordariam com o adjetivo. Mas como seriam fósseis, se,as que carrego, ainda com muita emoção, que me fez rir, me afligiu, me arrepiou? No tempo, preciso concordar, elas são fósseis, mas são atuais quando as trago para a superfície dos meus 74 anos de vida.

(08/04/10)

• “A esperança que não se faz na ação não é uma esperança esperançosa.”

                                                                Paulo Freire

 

 


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