Pág.4-Nº141-Ago/11
 

 
                                       

                            O que realmente importa?

     Que a vida é efêmera, que estamos aqui de passagem já sabíamos há muito tempo e os nossos poetas o Barroco e do Arcadismo não nos permitem duvidar disso, mas por que é que estamos sempre deixando para daqui a pouco, para um outro dia, mês ou ano, as coisas que são tão simples de serem realizadas, palavras, atitudes, gestos que nos fariam tão bem se acontecessem naquele momento, e não depois?  
     Talvez a desculpa para adiarmos muitas delas seja a correria, a falta de tempo, o que é um engodo porque, como diz a sabedoria popular, “o tempo é a gente que faz”. Ou ainda quando dizemos que não temos jeito ou precisamos fazer algo mais urgente. E dessa forma, o que realmente importa pra nós, o que nos deixa felizes todos os dias e momentos, vai ficando pra depois, aquele sorriso, o livro que queremos ler, o bate-papo gostoso, descompromissado ou até filosófico com os amigos, o passeio com a família, o café ou lanche demorado, uma oração, a paradinha para apreciar uma planta ou o céu estrelado, a brincadeira com os filhos mesmo quando já crescidos, o afago no cachorro...
      É uma pena só percebermos a necessidade que temos disso tudo em nossa vida quando começamos a sentir falta, saudade ou as perdemos para sempre. Não nos afastemos do “Carpe Diem”, aproveitemos todos os momentos, o presente, as recordações do passado e as incertezas do futuro.

 
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