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UM ANIMAL EVOLUÍDO E GREGÁRIO
Li, mas não me lembro onde, que somos um animal evoluído e gregário. Não dá para esquecer, porque as provas são muitas e até penso que esta é uma das marcas dos animais e não somente do animal homem. Nós construímos lado a lado, formamos grupos pequenos ou grandes. Convidamos, recebemos convites, seja para aniversários ou casamentos ou para a missa, para o futebol, para as praças, para os campos, seja para onde for. Sozinhos, nós não ficamos. Os outros animais também procedem assim. Os pardais, como exemplo, se reúnem à tarde, cantam alegremente, brigam, defendendo suas pardocas, porém sempre juntos. Deixam transparecer também sua natureza gregária. Sendo gregários, os animais se socorrem, deixando transparecer a espetacular virtude da solidariedade, mas pena que ao lado desta surgem nossos defeitos, e, às vezes, com muita força. Um ditador na África no início dos anos de 1960, combatendo a fúria dos colonizadores, pôs em evidência sua fúria de mandante, e, entre outras atitudes violentas, quis que as empregadas domésticas colaborassem no combate. Estabeleceu que cada doméstica eliminasse sua patroa. Veja bem o perigo. Sabendo do fato, uma patroa que gozava da amizade de sua empregada, perguntou-lhe se ela a mataria. A empregada, serenamente, respondeu: “Não. porque gosto muito da Senhora. Já combinei com a empregada de Dona Fulana. Eu mato a patroa dela e ela mata a Senhora”. No outro dia, a patroa amanheceu em Niterói. Será que vale a pena ser evoluído e gregário? |
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