Pág.7-Nº142-Set/11

JOÃO CLÁUDIO

João José de Oliveira era o seu nome, mas todos o chamavam de João Cláudio.
Homem simples, pouca cultura, esperto e sagaz.
Sempre bem arrumado, terno de linho e todo perfumado. Negociava carros usados, intermediário de venda de café e arroz, sempre especulando negócios. Possuía uma linha de ônibus até São José de Ubá.
Na época da guerra, foi para o Paraná com a família, sendo sete filhos pequenos e um caminhão Chevrolet 42. Chegando lá, passou a construir casas de madeiras e revendê-las. Após o término da guerra, voltou para Miracema com o dinheiro ganho no bolso da cueca, hospedando no hotel José João. Comprou duas casas assobradadas em frente à Praça Dona Ermelinda.
Aos domingos, reunia a família com os filhos pequenos dentro de uma camionete Ford com o fundo forrado com colchões feitos de capim e os levava para pas-sear ou visitar os parentes. Antes, havia os preparativos: Dona Etelvina preparava a matalotagem para a viagem. Maria e Neuza que eram as mais velhas arrumavam a mala com as roupas. Claudinho com apetrechos de pesca varas e anzóis, enquanto as mais novas Nilcea e Nilce separavam os brinquedos para os menores: Carolina e Fernando. João Cláudio abastecia a camionete, via água e óleo. Na manhã cedinho, todos partiam para a viagem em direção ao tio Paulino que ficava 40 ou 50 quilometro. Estrada de chão. Ao chegar, seu irmão já o esperava e logo abria a porteira. O cachorro malhado latia fazendo festa. Chegavam sentindo o cheiro da mata, do estrume dos animais e o perfume inebriante das flores que não existem nas cidades.
A mesa já estava posta: galinha caipira com quiabo, costelinha de porco, farofa e outras iguarias, regado a vinho e refresco. No dia seguinte, Arquimedes levava os primos ao poço onde pescavam e banhavam nas águas cristalinas. À noite, antes de deitar, acendiam a fogueira onde os empregados tocavam sanfona e viola para alegrar o ambiente. Logo que as crianças dormiam, eram levadas para a cama já arrumada. Assim, é que se deve levar a vida: sair com os filhos, mostrar para eles a beleza da natureza, gostar das coisas simples, deixar que vivam entre as árvores na roça, nos rios, nas montanhas ou mesmo no horto ou jardim de nossa cidade. O impor-tante é a família estar unida e feliz.Você já saiu com seu pai para passear? Está na hora. Pé no caminho.




BEBÊ DORMINHOCO

“Bendito o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”

O bebê deve mamar em horário livre e em regime de livre demanda. Mas alguns recém-nascidos dormem muitas horas, não querendo mamar e vão perdendo peso. No início, a mãe acha que o bebê é “muito calmo”.
O que fazer com o bebê dorminhoco que não ganha peso?
Com a perda de peso o bebê enfraquece e dorme ainda mais. Acorde o bebê a cada 2 horas durante o dia e a cada 3 horas durante a noite.
Como fazer para acordar o bebê?
1. Tire toda a roupa do bebê, deixando-o só de fraldas, se necessário cubra-o com uma manta.
2. Converse e brinque com o bebê. Estimule-o através do toque.
3. Faça-o sentar, com a cabeça e o pescoço bem apoiados.
4. Faça estímulos curtos e suaves (massageie a musculatura das bochechas).
5. Se ainda for necessário, incline o bebê para frente e para trás. Massageie a planta dos pés.
6. Toque os lábios do bebê até que ele abra a boca. Coce a ponta da língua do bebê até que ele a coloque para fora. Coloque o dedo (com a unha para baixo) sobre a língua do bebê e mova até o céu da boca. Assim que ele começar a sugar troque o dedo pela mama.
7. Coloque o mamilo e o máximo da aréola (parte mais escura do peito) na boca do bebê.
Alguns bebês têm mamadas muito curtas, porque adormecem rapidamente enquanto estão mamando (o leite dos primeiros minutos é pobre em gordura).Se isto acontecer:
. Coloque o bebê sentado e reinicie a mamada;
. Movimente a mama dentro da boca do bebê enfiando boa parte da aréola;
. Massageie a região debaixo do queixo para estimular a deglutição;
. Não use chupetas e não dê água ou chá nos intervalos. No início, até que o bebê esteja mais fortinho, complete as mamadas com leite extraído de seu peito oferecendo na colher ou em copinho.

(Jornal da Pastoral da Criança – 08/2011)
Regina Célia Titonelli Nunes Comunicadora Popular da Pastoral da Criança

.



Desconforto
De repente o desconforto. Frio e sono. Tudo se misturava naquela manhã. Era uma quarta-feira. Na véspera saíra para uma degustação de vinhos argentinos. Como sempre tivera companhia de pessoas gentis, da mesma faixa etária, onde a conversa e o comportamento social indicavam serem da mesma classe. Os vinhos, escolhidos pelo palestrante, ajudavam na formação do paladar. Saíra do clube em busca de um táxi e chegara bem em casa. Abriu os olhos em busca de um aconchego. A mão esquerda procurara a manta que ficara dobrada nos pés da cama. Acomodou-se de lado e reconfortada voltou a dormir. Com a uz da manhã se infiltrando pela cortina de palhinha, entendeu o porquê do resgate da colcha. A temperatura caíra na madrugada e sonolenta sentira frio. Agora, era pular da cama, antes do despertador disparar o alarme, correr para a sala a fim
de verifi car que tipo de dia encontraria. Se o céu estivesse limpo ou com poucas nuvens, se não houvesse garoa... Então era o caso de buscar a bermuda, a blusa do patrocínio, engolir uma fruta e sair em busca da praça para sua aula de Tai Chi, já que era quarta-feira.
(08/04/10).


Página 1Página 2Página 3Página 4Página 5Página 6Página 7Página 8Mural de RecadosGaleria de ImagensExpediente