 | |  | | | | |   |  |  |
 |
|
|
Ser Miracemense
Ser Miracemense é ser bairrista, e despertar alegre para a vida ao ver o sol nascer, Cultivar as letras, ser religioso ser bom filho, falar pouco e ouvir muito, ser respeitador, bom , hospitaleiro, é ser poeta, e cortês. Bom vizinho, prestativo, não jogar conversa fora, não dar rasteira nos amigos, Honrar os seus compromissos , ter orgulho de dizer sou Miracemense, Ser miracemense é aquele que tem um ideal e tem medo de perde-lo, que ama o próximo e respeita a sua dor, sabe que viver vale a pena, que a felicidade não depende nem da sorte nem de dinheiro. Quando criança andou de carro de rodas de rolimã, andou na chuva e descalço, jogou bola de meia, rodou pião e tomou banho no ribeirão; Passar por bobo, mas ser inteligente. Gostar de uma política sã e construtiva. É aquele que ouviu o apito do trem na estação, e o da fabrica de tecido; Que viu a chaminé da cerâmica soltar fumaça pelas ventas; O ranger das moendas da usina ao fabricar o açúcar cristal; E o badalar do sino de nossa matriz; FELIZ ANO NOVO! |
|
 |
|
|
"Que morte linda"(Dom Paulo Evaristo Arns)
Assim se referiu o irmão de Drª Zilda à sua morte, ocorrida no Haiti, em 12 de janeiro, quando do terremoto que abalou e destruiu a capital, Porto Príncipe. Foi difícil acreditar nesta realidade, mas Deus em sua excelsa sabedoria mostrou-me aquilo que posteriormente, declarou seu filho Nelson: “Tenho convicção que a mãe morreu no Haiti para chamar a atenção das pessoas para as crianças daquele país”. Sim, Drª Zilda inspirava e expirava somente amor. Amor, que ela ensinou na prática, durante toda a sua vida. De uma maneira muito especial nesse trabalho que ela desenvolvia. Todo o seu semblante brilhava ao falar da Pastoral da Criança, fazendo-nos observar a alegria entusiástica no seu sorriso constante e contagiante, realçado em seus lindos olhos azuis. Tive a felicidade de ouvi-la pessoalmente, por algumas vezes, inclusive em Curitiba, na comemoração dos 20 anos da Pastoral da Criança Nacional. Através da sua fé, mostrou uma força e coragem para enfrentar as adversidades em sua vida pessoal, profissional e na Pastoral da Criança. Antes do ocorrido, atuava como Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, a partir de 2004. Foi indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz, pelo Brasil. Drª Zilda, mãe de cinco filhos, a 12ª de 13 irmãos, três irmãs religiosas e dois sacerdotes franciscanos, morreu pregando “luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nações”. Em 1982, foi inspirada a iniciar seu trabalho quando retornando Dom Paulo de uma reunião em Genebra, um membro da Organização das Nações Unidas incumbiu seu irmão de promover a redução da mortalidade infantil no país por meio da Igreja Católica. Ao receber o desafio de seu irmão, naquela noite Drª Zilda orou e traçou toda a metodologia da Pastoral da Criança. Ela se inspirou no Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes, quando Jesus saciou a fome de 5 mil homens sem contar mulheres e crianças. E Jesus mandou que se sentassem em grupos de cinqüenta a cem pessoas (em pequenas comunidades). Assim é desenvolvido o trabalho da Pastoral da Criança. A missão do “Bom Pastor” atento a todas as ovelhas, dando prioridade àquelas que mais necessitam, os pobres e os excluídos. A Pastoral da Criança mobiliza 260 mil voluntários em 80% dos municípios brasileiros para atender 95 mil gestantes e 1,8 milhão de crianças que sobrevivem abaixo da linha da pobreza. Já está presente em mais 19 países. E, em seu último discurso, no Haiti, ao iniciar, ela disse: “As crianças, quando bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Que o seu desenvolvimento começa quando ela se encontra ainda no ventre sagrado da mãe. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças”. Ela encerrou, falando sobre a importância da sociedade organizada como “protagonista de sua própria transformação”, e que “a solidariedade e a fraternidade é o que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz”. E ainda: “Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los”.
Regina Célia Titonelli Nunes - Rede de Comunicadores da Pastoral da Criança
|
|
 |
|
|
Fora de casa No período letivo frequentei o colégio e às quintas-feiras ia à Copacabana com minha amiga Lia para sessão das 16:00 no Metro. Havia também curso da Aliança Francesa, aulas particulares de inglês com dona Elza. Frequentava a praia do Arpoador depois das provas no final de ano e aos domingos durante o ano. Às vezes, ia ao teatro com Mamãe, ao cinema à noite com meus pais, era convidada para festas de aniversário de colegas onde sempre havia um momento para se dançar ao som dos discos de 78 RPM. A partir dos quatorze anos comecei a ir a alguns bailes de formatura. Vez por outra era convidada para assistir a competições equestres na Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa. O fato marcante, desta época, aconteceu num campeonato de salto em que estive presente na companhia dos pais de Gilda Marise. No dia, o frisson na varanda da Hípica era a presença de sua alteza real, o príncipe Ali Kan, que estava ou fora casado com a atriz de Hollywood, Rita Rayworth. Durante o circuito dos saltos efetuado pela amazona Sra. Nair, se não me engano, de sobrenome Tefé, a montaria dela não executou corretamente o salto e, dona Nair, voou por cima da cabeça do cavalo indo ao chão. Diante de uma platéia em suspense, o cavalo passou por cima de dona Nair sem tocá-la. Ela se levantou e veio em direção a varanda onde foi recebida por Ali Kan que beijou-lhe a mão. Faz tanto tempo, nem sei em que ano foi, eu era ainda estudante do ginásio, portanto entre os anos 50 e 52 do século XX. | |
|
| |
| |  | |  |
|