Pág.2-Nº123-Fev/10


A vida vai passando, mas as marcas formam caminhos de fé por onde todos pueden passar com segurança.
 
Li certa vez: "Quem amizade SEMEIA, colhe felicidade. Quem SEMEIA fé colhe certeza. Quem SEMEIA carinho colhe gratidão. SEMEIA verdade Quem colhe confiança. Quem planta a vida colhe milagres". Esta semeadura Gerações atravessa e deixa poderosos ensinamentos que invadem uma das pessoas vida.
 
Esta é a vida de nosso colaborador que deixa em cada edição do jornal "Liberdade de Expressão", "Os Mais Belos Pensamentos de Todos os Tempos". Ele traz dentro de sua história, que completou 90 anos Existência de feliz, no dia 06de fevereiro, mãos Carregadas de cultura, de amizade, honestidade e um amor que se Tornou um projeto infinito dedicado a Nossa Terra. Quando ele fala sobre Miracema seus olhos brilham, sua voz fica embargada e as lágrimas rolam formando um manancial de felicidade ao dizer: "Sou miracemense, vivo e sou capaz de morrer para que a verdade ea liberdade façam parte integrante de sua história da qual faço parte com muita honra "!
  
Conhecer, conviver, conversar com Joffre Geraldo Salim é penetrar na natureza poética que existe em seus profundos versos editados dentro de suas emoções. Elas transbordam em suas palavras sábias, NaSciDaS de suas experiências pessoais, unidas à simplicidade e ternura.
 
Uma virtude central de sua vida é uma amizade que faz explodir sua importante presença junto às famílias miracemenses. Sua maturidade espiritual leva-o a caminhos verdadeiros sempre direcionados por Deus. Por este motivo vive a alegria confiante nesta sua corajosa caminhada durante os 90 anos de existência sempre voltados para a família sua tradicional, para uma comunidade e os seus inúmeros amigos.
 
O "Liberdade de Expressão" retirou de cada texto editado nele uma pétala para formar a mais expressiva Rosa bue e cultural-la ao senhor Joffre Geraldo Salim, na certeza de que um dia faremos o mesmo pelo seu glorioso centenário. Até lá, Sr Joffre, estaremos sempre juntos, unidos pelo mesmo ideal que é conservar eternamente a amizade de todos os que escrevem em nosso apreciado Jornal.

                                                          EDITORIAL

        

Novamente uma força da presença de Deus, cada pessoa indispensável em, vem confirmar que ela existe para revelar o compromisso que cada um tem de viver - o amor ao nosso próximo. Envolver em Nisto consiste, em reavivar uma riqueza da presença d'Ele escondida dentro de nós. No total, nossa entrega é centralizada em nossas Forças que se multiplicam para todas Ultrapassar as barreiras - Nossos limites infinitos.
  Uma das frases mais bonitas que escutei como mãe, um mês ao seu lado, foi dita pelo meu filho internado dessa vez. Enquanto eu alisava suas costas ele disse: - A Senhora da Mão, mãe, é melhor do que todos os remédios que eu estou tomando. Olhei para minhas mãos calejadas, naquele momento elas se haviam transformado macias esponjas em, roçando suas costas cansadas de ficar sobre um leito do hospital. Olhei novamente para elas sentindo que nas dobras das rugas Exceções pelo tempo, como Forças Estavam escondidas que me mantinham de pé, olhos arregalados, que dormir mesmo sem me transformavam gigante na presença materna. Minhas mãos se tornavam poderosas pela fé, pois ficavam posicionadas em Constantes e fervorosas orações. Minhas mãos, cansadas embora, lá se encontravam para participar de atividades simples que ele estava impedido de fazer como partir o pão, manteiga a passar, arrumar uma xícara de leite bem docinho, arrumar sua toalha, sabonete, sua roupa para um banho refrescante, animador, um momento de renovação total.
  Cada vez sinto mais e insisto que devemos continuar sendo Presenças na vida de todos os que fazem parte de nossas vidas. Deus é vida quando esparramamos a nossa presença.

                               

               Memória é a lembrança que alguém deixa de si, quando ausente ou
               após sua morte. Reminiscência é a imagem lembrada do passado ou
               fragmento que resta de algo extinto "(Houaiss)



INFÂNCIA

Na solidão do campo, as lembranças adormecidas no cotidiano existencial das Metrópoles voltam a lugares Longínquos sem tempo e no espaço, onde reencontramos pessoas que partiram, mas não se afastaram do nosso viver.
Com os olhos fitos nas montanhas emolduradas pelo verde das Plantações, as imagens vão se sucedendo sem pensamento, sem uma sequência lógica como nos trailers exibidos nos cinemas para anunciar que brevemente os filmes em cartaz entrarao.
Permanecer Sem muito tempo por não visual da mente, aparece a imagem da minha Avó na "Marselhesa", a beira do fogão a lenha. Em seguida, surge na varanda da casa da Rua Direita a minha mãe sentada junto à máquina de costura em suas conversa com auxiliares, Nenzinha e Joana D'Arc. Logo, a idéia fugitiva me leva para o Casébre sem Assoalho da D. Leontina, lavadeira e mãe do Luís, o "barrigudo" meu amigo de infância. Sem intervalo, já estou subindo o Morro da Poeira "na tropa do" Bilu "em direção à cabana inexpugnável que construímos nenhum meio da mata, que hoje não existe mais. A cabana "era protegida por armadilhas copiadas dos filmes de Robin Hood e dos seriados que assistíamos nenhum Sete Cinema, cujos ingressos gratuitamente nos eram assegurados pelo" Buru ", na levar em troca da ajuda como Tabuletas pintadas por ele para anunciar os filmes em cartaz.
Finalmente, o pensamento se fixa na Alfaiataria do Cleto, na Rua Matoso Maia, residência da família Nascimento, onde também trabalhava o "Botina". Depois, já adulto, retornava à Miracema e ao passar pela era da Alfaiataria de Pronto recepcionado por D. Suíça com a frase: "Ce'ca Dandao lá, não é aí não po'ca'ia ". Lembrava uma mãe do Cleto e Bilu fazer em uma passagem engraçada que eu eo meu irmão Janjão perseguíamos um leitão que fugira do quintal da nossa casa e corria pela margem do Ribeirão. Estava uma boa Senhora no alto da sua casa, na outra margem do Ribeirão, de onde assistiu a cena e ouviu aquela criança, aquelas que mal sabia pronunciar palavras, gritar desesperadamente para o irmão mais velho, sentindo que o seu alcance porco escapava fazer: "Ce'ca Dandao lá, não é aí não po'ca'ia ".
Uma cena hilariante, comovente Transformada em lembrança da minha meninice, era repetida afetuosamente por D. Suíça, sempre que passava pela alfaiataria do Cleto. A carinhosa saudação não só me enchia de alegria, como traduzia o laço indissolúvel da minha infância com uma saudosa da Família e amável Senhora.

          Jofre, pelo que representa na história de Miracema, você não se pertence e nem à sua família. Você é um patrimônio da nossa cidade um ser permanentemente preservado. Longo e viver saudável.

                                                                                 José Geraldo Antonio


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