Pág.6-Nº106-Set/08
                                                                          
 

                POVO ESPERANÇOSO PEDE

  Das grandes cidades aos pequenos rincões o momento é de esperanças em dias melhores. Todos sentimos a urgência de nossas necessidades desejando que uma atitude mais racional, objetiva e humana de governar inspire nossos administradores. Sabemos da extensão assustadora de nossos problemas, principalmente, nas grandes cidades onde a vida está cada vez mais complicada. Os perigos devagar andam dos grandes para os menores centros ameaçando todo o país, até mesmo o mundo. Pobrezas, violências, insalubridade, despreparo profissional e desemprego, precariedade nos transportes, corrupções e tragédias as mais inusitadas proliferam a nos mostrar, testemunhas e vítimas do caos, as conseqüências de nosso despreparo administrativo sócio-econômico-cultural através dos tempos e suas mudanças.
  Determo-nos em promessas de saneamento básico, estradas, limpeza urbana, merenda escolar, etc, vira  discurso defasado frente a tantas dificuldades e desgraças. Pior é que são necessidades óbvias tantas vezes mal ou não resolvidas. É preciso enriquecer o antigo palavrório que ouvimos em cada pleito. Calcar nossas idéias nas necessidades mais atuais - Humanismo, Desenvolvimento, Segurança, Justiça, Empreendimentos Sociais que visem a educação ideal do povo e o bem comum. Empregos? Sempre mais. Mas não oferecidos irresponsavelmente na emoção dos discursos, porém amparados em sólidas providências de recuperação do menor abandonado e do jovem desajustado que povoam nossas ruas. Podemos perguntar ao jovem arruaceiro- "Você precisa trabalhar, mas o que aprendeu a fazer?" –"Estudei até o segundo grau na escola pública, fiz Formação Geral". –"E que orientações profissionais adquiriu lá para poder trabalhar?" "Ah, não sei. Nada, nada, nada." E poderia completar: " A gente não quer só comida..."
 
É a verdade que conhecemos. Preocupamo-nos com o bê-à-bá "per secula seculorum" e a juventude carente de nossas escolas tem como destino o desemprego, a rua, a malandragem.. Os excluídos vêm nos crimes uma maneira de sobreviver e atrás deles estão os pais miseráveis, doentes e embrutecidos. Carente ou não a verdade é que nossa juventude precisa de atenção. Problema seríssimo para as comunidades e seus governantes. E como resolver isso? Assunto sempre ventilado em reuniões e órgãos afins. Mas que trabalho realmente significativo se faz para que esse e outros males sociais não se alastrem? Que pulso firme será capaz de unir esforços para que Complexos Profissionalizantes Polivalentes- sejam anexados às escolas em todos os municípios quando as verbas lhes são tentadoramente oferecidas? Verbas existem, quase sempre impostas, convenientes, mal usadas, repartidas. Vêm de cima e não se discute nem se contesta, não importando que nosso dinheiro escoe pelo ralo de obras desnecessárias ou tome destinos inadequados. Salvo e reverencio aqui os governantes honestos que conhecemos e que felizmente existem.
  Portanto, governar em cada canto exige um ato inteligente, patriótico e focado nas necessidades locais. Para Bismark "A política não é uma ciência exata como imaginam muitos professores, mas uma arte". A arte que defende valores, projetos necessários ao bem estar urbano e rural, educação atualizada e eficiente para todos, segurança, justiça, preservação no amplo sentido da palavra. Vigiar, cobrar, trabalhar. Ou pagaremos cada vez mais caro pela negligência e ambição nossa e daqueles que distraidamente colocamos no poder. O bem será  sempre reconhecido e a paz de consciência não tem preço. E esperança, minha gente, é a última que morre.

   A Louca Corrida do Tempo

  O tempo passa. Passa por nós. Passamos por ele e não o vimos passar.
  O tempo está passando tão depressa que não temos tempo para fazer nada.
  Tempo que já não volta mais, é um desafio a cada momento de nossa vida.
  Não vejo o tempo passar; ele desliza rapidamente me isolando do mundo.
  Precisamos arrumar tempo para coisas que acontecem em nossas vidas.
  Precisamos ter tempo para organizar nossas idéias, desejos, sonhos.
  Ter tempo para ouvir uma boa música, ler um bom livro é essencial.
  Se não fizermos isso, nossa vida passará e não faremos nada.
  Ele passa tão depressa e não espera por ninguém.
  Não quero e não posso controlar o tempo e nem controlar a vida que 
  passa depressa,
 
  quero apenas vivê-la sem estresse, como uma música suave aos meus ouvidos.
  Nossos sonhos caem por terra por falta de tempo, toma rumos desconhecidos.
  O ano começa e logo, logo, já se passaram meses e nem nos demos conta.
  A semana passa tão depressa que, às vezes nos confundimos com os dias.
  Quando era criança, parecia que tudo demorava a chegar.
  Esperávamos ansiosamente pelo Natal e aniversário, pois eram as únicas datas
  que ganhávamos presentes ( quando ganhava!). Eles custavam para chegar!
  Ficávamos cansados de esperar. Até achávamos que esses dias tinham
  sido banidos do calendário!
  Quando se aproximavam, que alegria! Ficávamos imaginando como o
  Papai Noel viria. A pé? De cavalo? Voando? De charrete?
  Achávamos que, simplesmente, ele aparecia.
  Era todo poderoso e podia fazer isso.
  Quando descobríamos quem era o Papai Noel, ficávamos tristes.
  Sabíamos das condições de vida de nossos pais.
  Eles não tinham dinheiro e lá iam nossas ilusões! Que pena!
  Hoje as crianças são despertadas dessa ilusão, precocemente.
  Milhões de janelas vão se abrir na noite de Natal com sonhos e esperanças.
  Muitos não receberão presentes.
  Olhamos o relógio e nos lembramos de outras noites de Natais passadas,
  de Natais alegres, felizes, tristes ou cheios de preocupações.
  Hoje é só saudades!
  O tempo passa, escorrega por entre nossos dedos a cada segundo
  e cada vez mais ficamos distantes de tudo e de todos.
  O tempo muda tudo de lugar e não permite que as coisas voltem a ser como antes.
  O tempo não nos permite voltar. Que pena!

 
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