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Tema: Sorriso
Não há mesmo alegria, no que mostro num sorriso. Por dentro há muito sentia, as dores que hoje eternizo.
Tema: Livro
Muita luz no meu semblante: meu livro correu ligeiro. Já faz parte da estante, do amigo verdadeiro.
Tema: Lua
Teu luar é enganador. Não me sigas sempre assim. Não é teu, lua, o meu amor. Porque olhas para mim?
Tema: Música
Se sua ausência me entristece, Sua música me invade. Transforma minha fé em prece, Pra buscar no céu saudade.
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Em criança, quando ia a Igreja, curiosa, perguntava a minha avó sobre a tela em que Pilatos está lavando as mãos por conta do julgamento de Jesus. Vinha sempre a resposta: “quando você crescer, explico o porquê” assim, dizia ela. Até hoje, procuro me sentar nos mesmos lugares de tempos atrás, e, sempre me pego olhando para a pintura que representa a Via Crucis do filho de Deus para o Calvário. Com o passar do tempo, da vida, entendi e entendo que infelizmente vemos tanta gente lavando também as mãos como Pilatos e deixando que muitos conceitos acabem sem serem tomadas providências. Será egoísmo ou abandono das pessoas? Será medo ou covardia? Com isso, os valores vão se invertendo e começam a perder a referência. Assim, o desequilíbrio cultural e social, contribui para que a tristeza tome conta do nosso eu, ao ver muitas coisas se perdendo, sendo deixadas de lado por desconhecimento do que é belo, tradicional, do respeito e da educação. Muitas das vezes, fico com receio de tecer certos comentários porque percebo que não aceitam porque não querem enxergar ou ouvir a verdade do jeito que ela é. Passam a criticar, pois não conseguem alcançar o que leram ou viram. Sinto que também estou prestes a lavar as mãos a tudo que se refere aos procedimentos e respeito e vejo tudo rolando chão a fora, caindo no vazio. Quando vejo a inveja campear querendo destruir aqueles que sonham e lutam por um ideal ou mesmo procuram cumprir o que lhes foi destinado a fazer, lembro-me do meu pai (das antigas, como dirão), sempre alertando-me sobre “ela” e dizia: “filha, ore para afastá-la, pois é destruidora”. Com isso, aprendi passar por cima das coisas maléficas, defendendo também meus familiares. Outro dia, o ator Milton Gonçalves disse num programa de TV: “Quem tem fé, voa”. Sendo assim, o melhor a fazer é alçar vôo bem alto e nos colocar nas mãos de Deus. Por isso, baseado em Seus ensinamentos procuro fazer o que posso e passar para minha família o modo de viver. Assim, crio alma nova e renovo a esperança. O mês de setembro para mim é especial. Muitas vezes, fui à casa de Solange Moreira, hoje residência de seu sobrinho Carlos Moreira para apreciar a beleza do Ipê amarelo que havia no quintal. O Ribeirão Santo Antonio parecia transbordar de alegria ao carregar as flores que dele caiam, por água abaixo. Isso foi há muito e muito tempo. Que dó! Dia desses, no mês da primavera, passei pela ponte junto ao Aero Clube e debrucei-me sobre ela e vi com pesar que às águas do Ribeirão não mais cantavam, pareciam gaguejar uma canção porque seus encachoeirados estavam sendo atropelados por uma enorme quantidade de dejetos. O capim em suas margens tentava sufocá-lo, pois apertava seu fluxo, fazendo-o mais estreito. Seu leito estava coberto por uma fina camada d’água e essa cobria uma cabeleira de lodo que pouco se mexia. Permaneci ali por mais alguns instantes a observá-lo e cantei com ele a tristeza e o abandono que se encontra. Embora, tenha até agora me referido a tantos descasos e falta de sensibilidade, de repente, voltou à minha cabeça a frase: “Quem tem fé, voa”. Acrescento: quem tem esperança, anda. Foi voando alto, que o XXIII Recital do Professor Carlos Moreira embriagou a platéia com suas suaves composições, juntamente com a juventude do quarteto do SEC, o cantar de Lucas Alvim, o som dos violões do sexteto da UFERJ e finalmente, a alegria da Academia de Choro apresentando Ricardo com a exposição de suas máscaras e os repentes de seus versos. Parabéns! A música sempre faz bem a alma. Outro dia, a professora Valdeia Franco da Rocha da Escola Municipal João Bueno honrou-me com o convite para falar de poesias para a sua turma do Curso SESI, só para adultos. No meio desse turbilhão que eu referi, brotando da falta de sentimentos que aflora toda hora, Deus me mostrou que realmente onde Ele está não se pode perder a esperança. Você pode imaginar o que é falar poemas para simplicidade das almas daqueles que ali ouviam? De olhares fixos, sorrisos nos lábios e a atenção daquelas cabeças grisalhas me fizeram “voar alto”. Com que ansiedade eles se alimentavam das poesias que eu lhes dizia. Foram quarenta minutos de extrema felicidade em poder sentir o que ia dentro de seus íntimos. Obrigada, Valdeia, minha ex-aluna, pela alegria que me proporcionou e por mostrar que ainda há esperança morando no coração daqueles que me ouviram. Você, com esse projeto, está despertando a alma dessas pessoas fazendo com que elas sonhem. Na noite de vinte e quatro de setembro, senti novamente a sensibilidade, a humildade da mulher forte que está deixando para Miracema à mostra de sua cultura. Foi no perfume do ar trazido pelas flores que coloriam o ambiente, mostrando a Primavera que chegara e também a alma poética de Ricarda que num repente, desejei-lhe Tali Tixi (em grego) = Boa sorte. Parece que Zeus Deus do Olimpo me ouviu e também quis homenageá-la, pensou em dar uma festa e proclamou-a aos quatro cantos de Miracema.
Festa dos Deuses
Zeus, Deus do Olimpo, desceu à terra, convocou outros Deuses pra uma festa em Miracema. Pediu a Apolo, o Deus da harmonia que essa fosse feita com muita paz. A Afrodite, Deusa do amor ordenou que ela o fizesse reinar entre todos. Chamou Minerva, Deusa da sabedoria e essa como tal, percebeu que o Olimpo não estava completo. Faltava uma Deusa. Convocou Mercúrio, o mensageiro, pediu-lhe para encontrá-la. Mercúrio com asas nos pés voou muito distante. Percorreu ruas da cidade e cansado foi repousar Dali avistou uma mulher com a semelhança deles: Deuses. Aproximo-se dela e cochichou ao seu ouvido: “venha pra nossa festa e convide amigos”. A mulher em sua simplicidade aceitou e reuniu um grupo deles. No Olimpo chegando, veio a surpresa: Minerva, deusa da Sabedoria se encantou com a vida, o conhecimento e a sensibilidade da mulher e lhe deu um nome: RICARDA - Deusa da Trova E assim Zeus completou seu séquito. Ganhou mais uma Deusa para fazer companhia a Erato - deus da Poesia. perto de um tranquilo jardim, embaixo das acácias.
Obrigada meu D eus, por não permitir que eu lave as mãos, por poder voar alto e não perder a Esperança.
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