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A paciência carrega as respostas que nos levam a continuar nossas buscas para a sonhada felicidade. De repente, sentimos que as soluções não estão longe, mas bem dentro de nós. A paciência é a arte de esperar e oferecer o perdão. Enquanto não somos perdoados ou perdoamos, nosso coração continua apertado e temos a nítida impressão de que morreremos para o mundo que nos cerca. Esse sentimento sempre nos devolve a esperança de que o momento mágico do perdão chegará e passaremos a ser como o personagem da parábola – o filho pródigo - que recebeu o abraço do pai recheado de sinceridade. Mergulharemos, então, na beleza do ato do perdão, manifestação amorosa que nos devolverá o alívio que esperávamos sentir. É a certeza de que os corações se abrirão para que o amor invada novamente o tempo perdido. A paciência é a arte de suportar os sofrimentos e nos levam a crer: amanhã será outro dia, tudo irá melhorar, porque Deus é fiel. Com paciência, perceberemos que das janelas do céu surgirá a claridade anunciando nossa alforria interior. Estaremos livres das amarras que nos impediam de tomar as iniciativas que estavam guardadas no silêncio da alma. Nós poderemos viver sem disfarces, uma visão amorosa do mundo que nos cerca. A paciência é a arte de dialogar. É preciso sentar um de frente para o outro, deixando que a humildade tome conta de cada um. As palavras brotarão com a intenção única de revelar, transformar os acontecimentos, antes nervosos, em brisa que acalenta e devolve o caminhar feliz de cada história. Nesse momento, o perdão libertará o sofrimento e tudo poderá mudar num piscar de olhos. Surgirá, então, um real agradecimento à paciência. Foi ela quem teve o poder de transformar o diálogo em hospedeiro da ternura que todos desejam. Será o momento de viver intensamente o amor, antes estremecido. Ele merece renascer. Na roseira, as pétalas de um botão vão pacientemente se abrindo, uma após outra para encantar, perfumar e oferecer beleza ao nosso olhar. É preciso esperar, com calma, o delicado desabrochar de uma rosa. Esse milagre que acontece nos jardins, é oferecido a vocês que vivem em todos os seus momentos a paciência. Ela irá devolver o que realmente esperam e merecem. Com louvor, oferecemos a nossa rosa de hoje. |
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EDITORIAL
Precioso Tempo
O que mais ouvimos é a expressão: "Não tenho tempo!" Hoje em dia, as pessoas não têm mais tempo de visitar um amigo ou parente. Essa tarefa, antes, era muito agradável e necessária. Uma visita sempre significou: atenção, companheirismo, dedicação, amizade, preocupação e carinho. O tempo de todos se tornou curto e o relógio insiste em deixar que os seus ponteiros corram, avancem, acelerem mais do que as horas que fazem parte integrante do dia a dia. Assim, cada um, continua preso em suas inúmeras obrigações e deixam para trás a arte de conviver. O isolamento continua e essa rotina torna-se prisioneira do tempo. É uma realidade de todos. O lamento persiste: "Não tenho tempo!" Ninguém passeia descontraído pela nossa cidade. Ela tem coisas simples para nos oferecer como as vitrines das boutiques, mostrando as novidades, as tendências da moda. Nossos olhos se deliciarão com os mais interessantes artigos e variedades de espécies em cada loja visitada. Mesmo que não haja compras, sentiremos o prazer de namorar os artigos em exposições e, quem sabe, voltaremos para adquirir o que mais nos interessou. O encontro com as pessoas conhecidas ou amigas que é marcado por um sorriso ou uma paradinha para colocar os assuntos em dia. Os prédios antigos registrando as datas em que foram construídos. Marcas que guardam a beleza do estilo e a história de uma época. Olhar outras edificações para comparar os estilos contemporâneos com os antigos. Um passeio pelas Praças e Bairros para sentir o crescimento de nossa Cidade. Nesse passeio perceberemos o belo existente na natureza como um presente constante de Deus. É uma pena perder tanto tempo! Não sabemos o espaço de nossa permanência aqui na terra. Aproveitemos o máximo! Toquemos os corações das pessoas para que a vida tenha sentido. "Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver para sempre". Aproveitar o tempo a nós destinado é reconhecer que não podemos jamais voltar atrás, mas podemos valorizar o nosso agora, enquanto há tempo. Se é que permitimos que ele exista.
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Memória é a lembrança que alguém deixa de si, quando ausente ou após sua morte. Reminiscência é a imagem lembrada do passado ou fragmento que resta de algo extinto "(Houaiss)
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FELICIDADE Indo pela estrada deserta, o Viajante deparou-se, em sentido contrário, com um Ancião num caminhar cansado. Ao mesmo tempo que o cumprimentou, perguntou-lhe de onde vinha, querendo certificar-se do caminho que o conduziria ao seu destino, conhecido como Felicidade. O Ancião respondeu: - Estou retornando do lugar aonde queres chegar. O Viajante, sem bem compreender, voltou a indagar: - Mas, por que retorna, se lá é o destino que todos perseguem? O Ancião novamente respondeu: - Também, assim acreditava. Por isso caminhei muitos anos, até que, já cansado, ouvi a voz do vento me dizer: "Volta, porque não encontrareis o que procuras fora de ti mesmo". O Ancião retomou o seu caminho, enquanto o Viajante, hesitante, ficou parado no meio da estrada a refletir sobre o que acabara de ouvir e se questionou: - Se aquela estrada não o conduziria à Felicidade que procurava, inútil continuar a viagem. Mas, como iria alcançar a Felicidade? Diante do desafiante questionamento, o Viajante, com o suor escorrendo pelo rosto, sentou-se à sombra de uma frondosa árvore, que deixava à mostra suas sólidas raízes e, intuitivamente, passou a comparar sua vida à daquela árvore e percebeu que suas raízes também eram sólidas, porque construídas com o exemplo e os ensinamentos dos seus pais. Sempre viveu com dignidade e honradez, refletiu. Estudou, trabalhou, formou família e suas amizades sempre foram conquistadas com honestidade e admiração. Chegara ao topo da sua vida, com uma trajetória vitoriosa nas esferas profissional, familiar e social. Portanto, nada lhe faltava. Por que, então, sentia a necessidade de procurar a felicidade? Não já a conquistara?! Fixou o olhar na árvore e indagou: - Seria a árvore feliz? Certamente, admitiu, pois, assim como ele, nasceu ela de uma boa semente e pôde crescer esbelta, sustentada pelas suas firmes raízes e, agora, na plenitude da sua vida, ainda oferece aos viajantes cansados e suados, que por ela passam, o abrigo acolhedor da sua sombra. Nesse mergulho reflexivo, sentiu um vazio em sua alma, sinalizando uma significativa diferença entre a sua vida e a da árvore que lhe abrigava. Embora nascessem e crescessem com dignidade, a sua vida se esgotava no sucesso pessoal e na individualidade das suas satisfações, enquanto a árvore, não se contentando com o frondoso tronco, saiu do seu enclausuramento e se expandiu nos galhos e nas folhas para se doar aos que viessem dela necessitar. O Viajante compreendeu, então, a palavra do vento repetida na voz do Ancião e retomou o caminho de volta à sua casa. Sabia, agora, que a felicidade não estava ao seu exterior, como se fosse algo ou um lugar que existisse por si mesmo. Efetivamente, só pode ser encontrada dentro de cada um e nem se constituía em um sentimento permanente. Também compreendeu que para senti-la, a pessoa precisa libertar-se do egoísmo e procurar fazer o bem; cultivar o amor para ser útil aos que, cansados, necessitam de uma sombra para se abrigar. E concluiu: Sem afastar a soberba e sem extinguir o preconceito, não se encontra a Felicidade que está sempre de braços abertos para te acolher. |
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José Geraldo Antonio |
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