 | |  | | | | |   |  |  |
 |
|
Fronteiras Móveis
O homem nasceu para conviver. Nenhuma pessoa saudável mentalmente consegue ficar isolada, sem contato com outro ser humano, isso já foi muitas vezes comprovado em estudos e pesquisas. Compartilhar é uma característica nossa, mas é também comum a muitos outros animais que sobrevivem em seus grupos harmoniosamente obedecendo às leis da natureza, integrando-se a outros grupos ou ainda demarcando seu território, literalmente, com unhas e dentes. Nós agimos tal qual aos animais irracionais, ao mesmo tempo ue necessitamos de ter alguém por perto, também sabemos muito bem limitar as nossas fronteiras, permitindo ou não que o outro ultrapasse esse espaço. Em todas as áreas de nossa vida isso acontece, seja no trabalho, família, relacionamento a dois ou entre amigos. E quando alguém não consegue ou não quer perceber essa linha imaginária e tênue que riscamos ao redor da nossa existência, torna-se uma pessoa indesejável, intrometida. Não é difícil captar esse limite, precisamos é deixar nossa sensibilidade falar mais alto, sermos mais perceptíveis a isso e a tantas coisas do mundo. Existem pessoas que são totalmente abertas a tudo e todos, outras porém, radicalizam seus extremos e mesmo quando estão com problemas, precisando de carinho e apoio, não nos permitem divisar esse ponto e muitas vezes não sabemos como quebrar a barreira para ajudá-las. Talvez a maravilha de nossa existência seja a capacidade de movermos a marcação dessa linha sempre que for necessário. OBS: O título do artigo no mês de outubro é O VALOR DO PROFESSOR e não “Pura Amizade” publicado, repetidamente, por engano.
O Jornal "Liberdade de Expressão" pede desculpas à colunista Guacira pelo erro cometido na edição passada: troca de título. |
|
Merecido Troféu
Depois de tantos anos de trabalho, Dr. José Geraldo Antônio - nosso colunista - recebeu o troféu de sua posentadoria. Sua simplicidade sempre nos deixou maravilhados. Quando ele começou a escrever no “Liberdade de Expressão” foi-lhe perguntado como gostaria que fosse a assinatura de seu texto. Ele não uis que seu nome fosse ligado ao de Desembargador ou de um brilhante Advogado, mas direcionado ao de sua família: José Geraldo Antônio. Dr. José Geraldo, todos nós, seus amigos do “Liberdade de Expressão” desejamos dizer ao senhor : “Continue sendo como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas”. Continue cantando a beleza da vida. Use as asas da imaginação para oferecer aos nossos leitores as maravilhas de suas crônicas. Lembre-se sempre de que a aposentadoria veio coroar os esforços e toda a dedicação à sua profi ssão. Ela é como um símbolo carregando todos os seus gestos de fidelidade, justiça, honradez, coragem, simplicidade e de profunda humildade com que o senhor exerceu o seu dignificante trabalho. A sabedoria antiga diz: ”Somente três coisas são necessárias à felicidade: algo para fazer; alguém para amar; algo para esperar com ansiedade”. Viva a vida! Serão abertos muitos caminhos para que encontre momentos de descanso, de lazer e não deixem espaços vazios, mas mãos cheias semeando presença, amizade e ajuda. Sua esposa e sua família merecem todo o amor acumulado em seu coração. A vida é construída de sonhos e esperanças. Eles continuarão sendo fartos em sua história. Perguntaram a uma criança: - O que você deseja ser quando crescer? E ela respondeu: - Um Desembargador aposentado. Nesta resposta, ela desejou para si toda a paz que vinha de seu pai que era um Desembargador aposentado. E é esta paz, Dr. José Geraldo, que todos nós que fazemos parte do “Liberdade de Expressão” desejamos para o senhor. A saudade é o rosto de tudo o que foi vivido com sabedoria . Ricarda Maria
|
|
| Sentimentos do Dia a Dia - Ricarda Maria |
|
| |
|
Maritacas
Maritacas gritam, gritam no ouvido da gente! Não se sabe se elas xingam, ofendem ou elogiam, mas deduzimos que elas estão sempre contentes. Mostrando suas cores, emitem sons, não silenciam.. Outro dia, estavam lá em cima da verde palmeira, catando gostosos coquinhos num cacho, lá no alto. Crianças ouviam assustadas a algazarra organizada. Elas voaram depressa para atravessar o asfalto. Foram descansar, longe do barulho, lá na estrada. Maritaca lá de casa é uma menina muito faladeira. Canta, alegra a nossa morada, mas sabe quem voa? É o seu pensamento que fi ca inventando peraltices: corre, mexe em tudo, requebra, o barulho sempre soa. Em qualquer lugar, onde esteja faz graças, macaquices. Não sei qual a maritaca mais levada, só sei que as duas querem mesmo gritar para chamar de todos a atenção. Gosto da alegria, da presença das brincadeiras suas. Grito, falo para os ventos: elas moram em meu coração.
|
|
| |
| |  | |  |
|