Pág.7- Nº127-Jun/10

                  

                                     

                               GRUPO REVIVER

 

  O Grupo reviver é uma Sociedade Civil sem fins lucrativos de acesso ao público, regida por um estatuto e pelas leis em vigor . Tem por finalidade congregar pessoas na faixa etária acima de 40 anos, proporcionando–lhes atividades de turismo, lazer e cultura. Contribuindo, assim, para a melhoria de sua qualidade de vida, assim como o bem psicológico, a realização pessoal e a saúde. Tem seu estatuto registrado em 12 de maio de 1999. Nosso Grupo está fazendo 11 anos de sua fundação. Eu também faço parte dele.
  Não recebemos nenhuma contribuição dos governos constituídos. Sobrevivemos apenas com uma pequena mensalidade dos nossos associados.
  Fomos convidados por um deputado para comparecer a um encontro de clubes no Rio de Janeiro com todas as despesas pagas e lá fomos nós . Zé pé de porco começou a contar uma viagem que havia realizado com um grupo só de senhoras de idade avançada. Disse que alugaram um ônibus. Só que o motorista não sabia o local, mas dona Margarida disse: - Pode deixar por minha conta eu sei onde é. A presidente Zélia pediu os documentos de todos os presentes , mais de 40 pessoas.
  Quando chegaram a Pádua Dona Margarida já estava dormindo. Filomena disse: - Como pode dormir assim? Eu não prego os olhos. Sebastiana pede para abrir a janela. Estava suando... - Fecha a janela, pede Rosária. Eu tenho bronquite. O Babá disse para eu não tomar vento e tomar o xarope. Arlei falou:- Eu não posso comer sal, passo mal da pressão e dos rins. Mas, este remédio é para diabetes, falou o Te. Acho que estou meio surda, comentou Afonsina. Quirino se manifestou:- Não existe meio, você é inteirada.
  Geraldo pede ao motorista para dar uma parada para fazer xixi. Não posso parar aqui na Avenida Brasil , respondeu, segure as pontas.. Olha a barraquinha de Churros outra vez!. A Margarida continua dormindo? Manda o Batista parar de cantar. Ninguém aguenta. Fecha essa marmita! Este cheiro de linguiça me mata. Ainda bem que eu trouxe pão com salame. O Babá me deu um remédio para não gripar. Acorda a Margarida, ainda está dormindo? Acho que ela está é morta. Acorda ela. Não podemos perder este encontro! Olha a carrocinha de Churros outra vez!. Orestina disse que sua vizinha fugiu com o homem do circo. Falando mal dos outros outra vez? Acho que estamos rodando. Olha a carrocinha de churros outra vez! Arlei reclama que não sabe onde deixou o remédio que o Babá lhe receitou. Você sabia que o Dadinho mede pressão? Mas, ele não é garçom? Eu hem!...
  Eu estou achando que estamos perdidos. Já passamos por aquela carrocinha de Churros três vezes. Orestina disse que o seu vizinho largou a mulher e ficou com a empregada. Cale a boca, você só fala em tragédia. Acho que chegamos. Mas, são 3 da madrugada, a festa acabou. Vamos pelo menos jantar. E lá foram. Entraram e comeram uma macarronese. Na volta, o ônibus dava uma parada e descia homens para um lado e mulheres para o outro. Efeito da macorronese.
  Penso que o Zé inventou tudo isso.
  Nós que gostamos de contar historias, é como fazer com que as pessoas façam parte de nós mesmos.



 

Dia Internacional do Brincar

"As praças da cidade se encherão de meninos e meninas que nelas brincarão" Zac 8,5

  Na Pastoral da Criança, o 3º Mandamento para a Paz na Família, ressalta a importância da brincadeira. "Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas". Por que a Pastoral da criança valoriza e incentiva tanto o Projeto Brinquedos e Brincadeiras? Por acreditar que o brincar é uma necessidade para o desenvolvimento da criança, estando inclusive assegurado como um direito no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.
  Dia Internacional do Brincar
  A Pastoral da Criança defende o direito da criança brincar, e o Projeto tem como objetivo aumentar o interesse pelo brincar, e pelas atividades de lazer nas famílias e nas comunidades, apoiando as famílias na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento e educação de suas crianças.
  Brincar? Temos que achar um lugar.
  Com esse espírito, a Pastoral da Criança lançou um desafio no "Dia Internacional do Brincar", dia 28 de maio: resgatar espaços nas comunidades por algumas horas, em determinados dias da semana para as crianças brincarem juntas. Pode ser com o "fechamento" de ruas, pode ser num parque, praça ou num terreno limpo e seguro. Pretendemos estimular nossos brinquedistas e líderes para que, junto com as famílias, organizem isso nas suas comunidades. Pretende-se também envolver outros defensores do brincar infantil e do direito da criança-cidadâ de ocupar o espaço público, para se juntarem nesse momento especial. Quem quer entrar nessa "brincadeira" com a Pastoral da Criança?
 
E falando em brincadeira, nesse mês de junho, as festas juninas são momentos de muita alegria. É típico de cada comunidade celebrar estas festas. Contudo, alguns cuidados são necessários, especialmente com as crianças, para que um dia de festa não se transforme em dor. Líder oriente as famílias que você acompanha para tomar alguns cuidados que podem prevenir acidentes: crianças não devem pegar em fogos de artifício; deixe as crianças longe das fogueiras; não compre e nem deixe as crianças soltarem bombinhas; mantenha álcool, fósforo, isqueiros e qualquer material inflamável longe do alcance das crianças. Muito cuidado com panelas com comidas e líquidos quentes, como o quentão. Outra dica importante: não faça e não soltem balões e deixem as crianças longe de brincadeiras com fogo como as "espadas" de São João. Líder oriente também as famílias para que nas quermesses ou dias de festa, mantenham as crianças sempre sob a supervisão de um adulto. Contudo, se a criança se queimou; queimou a mão, por exemplo, deixe em água corrente até o alivio da dor. Não se deve usar nenhuma pomada ou substância sobre o ferimento. Encaminhe imediatamente a criança para o Posto de Saúde ou Pronto-Socorro mais próximo. (Fonte: Jornal da Pastoral da Criança nº163 – junho 2010)

Regina Célia Titonelli Nunes

Comunicador Popular da Pastoral da Criança 




 

                                    Domingo de Circo

  Recebo o texto de Frei Betto e sou envolvida. Sua prosa poética ressoa em mim. Minha infância também saboreou os domingos de circo. Mas e ele? Por que escolheu o domingo e o circo para falar de seu amor? Ele é Frei. Deve ser casto.
  Eu, vou pensar assim para escrever o que me sugeriu o texto.
  Domingo – para ele o dia do Senhor.
  Domingo – dia de missa.
  Domingo – confirmação da doação do corpo e sangue de Cristo para nós.
  E Frei Betto usa imagens fortes.
  O domingo da prática religiosa chega embandeirado para o menino no seu coração vazio que acolhe as alegrias de não saber o que fazer com esta festa que o Salvador deixou para ele. E todo o seu ser se modifica com o sangue de Cristo e o fogo do consolador. A chegada do rito espetacular da presença de Jesus entre nós determina a sorte do homem Betto. É este domingo que faz o Frei se atirar no amor cego ao filho do homem.
  Será que entendi as entrelinhas? Não importa! Foi o que intui. Pode ser uma outra leitura. É o que acontece quando lemos um texto.

 


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