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Trabalho realizado, Consciência tranquila.
“São Vicente de Paula movido por sua espiritualidade disse: Como ser cristão e ver o seu irmão aflito, sem chorar com ele! É permanecer sem caridade, é ser cristão de pintura, é não possuir nada de humanidade, é ser pior que os animais”. O trabalho dos Vicentinos é realizado em várias partes do mundo e, Miracema está dentro desse contexto, resume-se em saber que a vontade de Deus é que todos ajudem ao próximo, identifi cando Jesus nos pobres, materializando o grande amor de Deus na doação e no amor a eles direcionado. É um trabalho de mãos atadas com a comunidade. De quilinho em quilinho, as cestas básicas vão sendo formadas para saciar a fome dos mais necessitados. Casas são erguidas com a boa vontade de muitos que doam materiais para a construção, assim como, os pedreiros também Vicentinos, oferecem a mão de obra para erguer abrigos àqueles que não têm um teto para morar. Todo o trabalho é realizado de acordo com as visitas feitas às famílias cadastradas. São sempre arrecadados: colchões, roupas, remédios, utensílios domésticos, material de construção e o que for necessário para melhorar a vida dos carentes. É realmente um Grupo que trabalha para atender às necessidades básicas de alguém, aliviando o sofrimento como uma presença real na vida de muitos em nome de Cristo. Enxergamos beleza na humildade decalcada nas mãos dos que doam, para derramar felicidade nos rostos sofridos de tantas pessoas. “As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes”. “A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram, ambas, com a simplicidade das sementes”. Assim é o trabalho dos Vicentinos. Eles começam recolhendo cada unidade de donativo que vai se transformando no ato generoso de partilhar. Ninguém pode imaginar ou alcançar a emoção sentida no momento da entrega do pacote que cabe a cada família. Para os que participam desse incansável Grupo, há um retorno da felicidade vinda de cada rosto que representa o próprio rosto de Cristo. Nesse momento, cada Vicentino sente o trabalho realizado e a consciência tranquila. Dentro de cada pacote surge a “Rosa da Fraternidade” que é oferecida hoje, a todos os que fazem parte desse valoroso grupo para que suas mãos continuem perfumadas pelo amor doado a cada dia ao próximo. Essa “Rosa Fraternidade” poderá ser também sua, basta que você entregue 1 Kg de alimento ou o que quiser doar, na Secretaria da Igreja Matriz de Santo Antônio ou no Ofertório realizado durante a missa celebrada no último domingo de cada mês. |
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O que ficou da Copa?
As vuvuzelas atormentaram os nossos ouvidos. O som estridente parecia um enxame de abelhas ou marimbondos invadindo todo o espaço dos estádios. A voz do comentarista, às vezes, sumia diante de tanto barulho. A bola jabulani deu o que falar. O efeito dos chutes dos craques quase sempre não atingia o alvo desejado e o gol fi cava só na vontade dos torcedores. Cada país torcia pelo seu time, claro. Os torcedores fantasiavam-se com as cores da bandeira da Pátria querida que tornava bonito o abraço que unia raças, religiões, gerações e formavam um grandioso painel exibindo fraternidade, entusiasmo, respeito e alegria. Nos momentos dos jogos o mundo permanecia parado, mas ligado ao que acontecia nos fantásticos estádios. A bola rolava, o povo gritava, torcia na vibrante esperança que aguardava a almejada vitória no término de cada partida. Na etapa fi nal, no momento em que era eliminado um país os sentimentos se misturavam. O vencedor explodia de alegria, conjugando os seus cantos, os seus gestos, os agradecimentos à felicidade que não tinha fronteiras e, em cada ponto do mundo, havia os que vibravam e empunhavam a Bandeira triunfante num ato de patriotismo que os unia. Ao contrário, os perdedores eram aniquilados pela inesperada derrota. A tristeza era fotografada mostrando imagens trituradas pela desolação. Lágrimas com as cores de cada seleção rolavam em todas as faces. Chegou a vez do Brasil. De Norte a Sul a esperança residia em cada torcedor. Veio a derrota. É necessário não jogar pedras, mas transformar em fl ores os momentos de vitórias, de alegrias e festas.. E foram tantas... Lembremos que a esperança é como uma canção que se renova, e ela que já é verde, reservará um espaço para o amarelo e irá morar dentro de cada brasileiro em 2014. |
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Memória é a lembrança que alguém deixa de si, quando ausente ou após sua morte. Reminiscência é a imagem lembrada do passado ou fragmento que resta de algo extinto "(Houaiss)
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A CHUVA
Olho a rua molhada recebendo os últimos pingos da chuva que fazem refletir no calçamento a iluminação noturna. Essa visão me leva a sentir a mesma sensação dos dias chuvosos, quando, jovem, andava pela Rua Direita em Miracema. Aquele brilho dos paralelepípedos iluminados pelas soturnas lâmpadas dos postes e pelos faróis dos carros que passavam, me seduzia e me transformava nos personagens dos filmes que assistia no Cinema Sete. Vivia o mundo de fantasia hollywoudiana. Com o chapéu de feltro e a capa gabardina sentia-me ou o gangster sedutor ou o detetive que o perseguia. Mas, também, me via como o herói romântico a atrair as belas atrizes dos anos cinquenta. Hoje não sinto esses devaneios de adolescente. Porém, posso reviver, na solidão da madrugada molhada, aquelas noites na calçada da Rua Direita, por onde passavam as alunas do Colégio Miracemense e do N. S. das Graças, enquanto nós, pobres jovens sonhadores, ficávamos parados no meio da rua, a com elas trocar furtivos olhares na cumplicidade da libido reprimida. A chuva, apesar de útil e necessária à vida humana, muitas vezes e mais pela incompetência dos governantes, traz consequências trágicas. Mas, fora dos infortúnios e da desgraça das suas pobres vítimas, a chuva também me conduz ao recôndito momento dos bailes no Aero Club escutando a canção de Tito Madi.
“A noite está tão fria Chove lá fora E essa saudade enjoada Não vai embora...”
José Geraldo Antonio |
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