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SAINDO DO BANCO DOS RÉUS
De 1999 até hoje o Hospital de Miracema pagou quatro indenizações trabalhistas de quatro ex-funcionários num total de R$ 200.500,00. Terminou o pagamento há dois meses. Saiu do banco dos réus. Foram anos de enormes sacrifícios. A partir do momento em que um profissional apela na justiça contra uma instituição sabidamente pobre que lhe estendeu a mão na hora difícil do início da carreira, que lhe pagou religiosamente seus honorários, às vezes com atraso, mas pagou, que lhe forneceu condições de progredir, de se tornar conhecido(a) e adquirir clientela, perderam-se diálogo e entendimento. O relacionamento entre as partes, baseado na confiança mútua e no acordo de cavalheiros foi transformado em comércio puro e simples porque nem todos são cavalheiros! Foi o avanço em cima do ganho financeiro castigando por extensão pessoas carentes e desvalidas. Foi a bandeira pirata tremulando sobre uma campa de interesses menores devido a uma ganância unilateral torpe e velhaca desfraldada no cume do lucro legal, mas imerecido, porque não correspondeu a serviços prestados. A promessa inicial de colaboração não foi cumprida, foi jogada no lixo! Foi a ação sem ética, penalizando o atendimento à saúde do povo necessitado que luta diariamente pelo seu bem mais precioso: a sua vida! Foi a exploração de uma instituição de cunho eminentemente social que atende SOZINHA toda população de excluídos da cidade. Foi a falência da caridade, da amizade, da convivência e do respeito pelo sofrimento alheio. Nem tudo que se tem direito deve ser requerido. Foram tantos os funcionários que por aqui passaram e nenhum deles apelou dessa maneira. Isto nunca aconteceu na nossa história! Deteriorou-se a solidariedade humana que deveria estar acima das leis dos homens. Comiseração e carinho pelos desvalidos, reconhecimento e agradecimento à instituição pela acolhida fraternal? Não! O importante foi a apropriação oportunista, o lucro, aquele lucro sórdido cheirando a esgoto. Foi a putrefação do amor em adiantado estado de decomposição. Todos os que trabalham no Hospital, médicos e funcionários, têm o compromisso fundamental de lutar pela saúde dos seus semelhantes e não podem nunca dificultar o alívio de suas dores. Estão a serviço da humanidade com um trabalho que transcende à pura técnica e que não deveria ser julgado por ações judiciais, o que lhes confere uma dimensão inigualável. Saímos direto do banco dos réus para a UTI de emergência. Esquecido pelas autoridades federais e estaduais, menosprezado pelo poder público municipal, vai o Hospital de Miracema navegando em mar revolto no turbilhão de marés e ondas tormentosas à procura de um porto favorável que lhe permita paz e compreensão do seu inestimável valor para que continue a cumprir sua nobre missão de confortar e diminuir a dor dos que sofrem. Médicos e funcionários são substituíveis. O Hospital de Miracema é insubstituível e pertence ao povo de Miracema. Para nós isso é questão de honra! | |
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- Não é o que perdeste, é o que ainda possui que conta. (Harold Russel)
- A história é um retrovisor que nos permite ver o que está atrás no momento em que olhamos para frente ( (Sililegel)
- A história não se repetiria com tanta freqüência se os homens aprendessem da primeira vez. ( George Bernard Shaw)
- O historiador é um tagarela que faz mexericos acerca dos mortos (Voltaire)
- Vivemos no presente, sonhamos com o futuro, mas só aprendemos com o passado. (Mme. Chiang Kai Sheh)
- O homem superior é grande sem ser orgulhoso. O homem inferior é orgulhoso sem ser grande. (Provérbio chinês)
- Nada é mais simples que a grandeza. Na realidade ser simples é ser grande. ( R. W. Emerson). | |
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PÔR DO SOL |
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O Pôr-do-sol acontece sempre, mas, muitas vezes não me permito estar presente, apreciando, batendo ponto com ele, por desencontro de horas. Entretanto, tudo que nos dá ideia de adeus, se torna triste, nos conduzindo a nostalgia e é assim que ele se comporta a cada dia. Em fim, todos reconhecem essa beleza infinitamente incrível, porque se envolve na possibilidade de existir o amanhã. Como já foi dito a " Sentir ausência é um estar em si". Se não estou lá com o sol, não é por não saber dele. É questão de oportunidade e desencontro. Nem por isso deixo de imaginá-lo sempre supremo e maravilhoso. Não me alegro, porém, com a ideia de não tê-lo visto no dia em que seu colorido foi mais deslumbrante, no dia em que as nuvens mais abusadas absorveram-no em seus matizes e a noite demorou por levá-lo deixando-o brincar até mais tarde, como uma bela criança. Se o Sol em suas variadas manifestações me fez alegre ou triste, não importa. Ele fez o seu papel. Mas tristeza também alguém já disse: "É um lugar onde um dia houve um encontro!" Os bons jornalistas ou bons escritores são assim como o sol. Eles se põem e se propõem lindamente! Procuram aquecer e iluminar o mundo e alguns deles têm um estilo especial interessante de se mostrar. O sol, não sei, acho que ele não está para se mudar, mas a Terra... Tomara que ela só se transforme (geograficamente) ou desapareça, quando for possível um grande acontecimento! Surgir na mesma rota ou órbita outro planeta ou "Terrinha" onde possa nascer pelo menos um pé de JABORZÃO carregado de JABORZINHOS pensantes. Talvez encontraremos para tudo alguma solução. Porque nessa apesar do esforço do sol, não está acontecendo o que muitos desejam. TADINHA! Há horas, que nem sei o significado de "Pátria". Fulano, beltrano, sicrano, estão indo para onde? Sinto-me as vezes nua na encruzilhada, insisto em viver nessa caça desesperada em achar pessoas que tenham os pés firmes num mundo mais humano. Mesma despida de esperança, indecisa, glorifico-me do direito de me dar ao luxo de saber apreciar um escritor tão criativo de um estilo incomparável como ARNALDO JABOR.
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