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ARAPONGA- A CASA ONDE ELE MORAVA |
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Na Fazenda Araponga a casa onde ele morava era toda caiada de branco. As janelas eram pintadas de um azul colonial, onde um gato pachorrento sempre dormia em uma delas. Morava com seus pais, sua avó e a tia que sempre queixava da vida resmungando por tudo o que fazia, enquanto sua avó era tranquila e gostava de acariciar a sua cabeça. Os cavalos comiam preguiçosamente as gramas em volta da casa, enquanto o cachorro chamado Chilon espojava na terra vermelha. As galinhas sempre bicavam o chão, e as samambaias penduradas na varanda balançavam ao sabor do vento. No pomar colhiam frutas como: cajá manga, mamão, laranja, manga e goiaba. O ribeirão com suas águas mansas corriam suaves sobre as pedras. A bica de bambu levava a água que caía dentro de uma tina. O fogão à lenha feito de barro com fogo sempre crepitando deixava que a fumaça secasse a linguiça e o toucinho pendurados. Sua mãe, cantando uma velha canção, cozinhava com aquela gordura de porco que nos abria o apetite. Na sala espaçosa, uma mesa coberta com uma toalha branca de renda e um guarda louça com cristais bem antigos. Um primo muito preguiçoso ficava sempre deitado. Quando o seu pai dizia:- Veja se está chovendo? Ele chamava o cachorro que estava do lado de fora e passava a mão em seu pelo. Se estivesse seco, respondia: - Não está chovendo não, meu tio. Com o passar dos anos, tudo mudou. O ribeirão Araponga corria somente um fio de água. As cantigas de sua mãe não mais se ouviam. No fogão de barro somente as cinzas teimavam em ficar. No pomar, as frutas maduras caídas no chão mostravam que a casa estava deserta. As janelas fechadas com a pintura a descolorir. O capim crescia em volta da casa e não mais se ouvia o cacarejar das galinhas nem o latido do cachorro Chilon. Foi ali que o menino passou a maior parte de sua vida. Hoje mora na cidade grande onde tudo é diferente. Seus pais e irmãos já falecidos. Constituiu família, onde os filhos e netos levarão o seu nome para perpetuar a família.
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CAMPANHA PELA REGULAMENTAÇÃO DA PUBLICIDADE DE ALIMENTOS
“Estejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar ao amor fraterno e às boas obras”. (Hb 10,24) |
Através da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990, os municípios deveriam criar os seus Conselhos Municipais. Fui convidada para participar da formação do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente representando a Paróquia Santo Antônio de Miracema, o que aconteceu em 1992. Posteriormente, em 1996, quando foi criada a Pastoral da Criança em Miracema, a representação no CMDCA teve sempre voluntários da Pastoral da Criança ocupando esse espaço público e de direito da sociedade civil como instituição não governamental. A partir daí a Pastoral da Criança se fez presente em outros Conselhos Municipais: Saúde, Assistência Social, Segurança Alimentar, etc, segundo orientação da Coordenação Nacional para a efetivação do Controle Social. Em 2007, tive a oportunidade de representar o Noroeste, como Conselheira de Direitos, representando a Pastoral da Criança, na Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, no Rio de Janeiro e na III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Fortaleza, Ceará, de 3 a 6 de julho. Desde então, recebemos, todos os que participaram das conferências, informações sobre tudo que diz respeito à segurança alimentar dos municípios e estados brasileiros. "Atualmente a obesidade é um grande problema em nosso país, que atinge todas as classes sociais. Um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de obesos é a alimentação. A população brasileira consome muitos alimentos industrializados, ricos em gorduras e açúcares, e poucos alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes. Assim como a desnutrição, a obesidade precisa ser combatida para diminuir o aparecimento de tantas doenças decorrentes do excesso de peso. Doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta, são algumas das doenças que a obesidade pode provocar." A Pastoral da Criança solicita que você entre também nesta Campanha enviando a carta de apoio no final do texto aos endereços relacionados.
A seguir, o documento que recebi para ser divulgado.
Desde 2005, a ANVISA vem debatendo uma proposta de regulação da publicidade
de alimentos com altos teores de açúcares, gorduras saturadas, gorduras trans, de sódio e de bebidas de baixo valor nutricional, especialmente aquela direcionada ao público infantil. Essa discussão originou uma proposta de resolução, que em 2006 foi colocada em consulta pública (CP nº 71/2006) para manifestação de todos os interessados. O fruto desta consulta foi a aprovação do texto fi nal da futura resolução que ainda não foi publicada. É imprescindível e urgente que a sociedade exija que o amplo processo democrático de discussão do teor da resolução seja respeitado, garantindo-se que o texto fi nal publicado seja aquele resultante do processo de consulta pública - aprovado em audiência pública, ocorrida em 20 de agosto de 2009. É inadmissível que se suprima trechos, em especial aqueles que protegem a criança, principal vítima da publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis. A publicidade desse grupo de alimentos contribui para a atual epidemia de sobrepeso e obesidade em crianças, que vem ocorrendo no Brasil e no mundo, o que fez com que a Organização Mundial de Saúde aprovasse, em abril deste ano, uma recomendação orientando os países membros das Nações Unidas, a restringir a publicidade de alimentos direcionada à crianças. Além do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), também participam dessa campanha as seguintes organizações: IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor); Instituto Alana; ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição); CFN (Conselho Federal de Nutricionistas). Posicione-se! Envie a mensagem abaixo em apoio à regulamentação da publicidade de alimentos. Carta de apoio a regulamentação que proíba publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis direcionada a crianças Apoio a iniciativa da ANVISA na publicação da regulamentação da publicidade de alimentos, conforme texto discutido com a sociedade em consulta pública e aprovado na audiência pública em 20 de agosto de 2009, que definiu requisitos para propaganda, publicidade e promoção de alimentos destinados às crianças. Atenciosamente, Nome e Estado E-mail recebido em 29/06/2010 de "Rozi Billo" <rozi@ibase.br> Obs: “Atualmente a obesidade é um grande problema em nosso país, que atinge todas as classes sociais. Um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de obesos é a alimentação. A população brasileira consome muitos alimentos industrializados, ricos em gorduras e açúcares, e poucos alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes. Assim como a desnutrição, a obesidade precisa ser combatida para diminuir o aparecimento de tantas doenças decorrentes do excesso de peso. Doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta, são algumas das doenças que a obesidade pode provocar.” A Pastoral da Criança solicita que você entre também nesta Campanha enviando a carta acima para os endereços abaixo: Enviar esta carta para os seguintes endereços: Ministro da Saúde José Gomes Temporão - gabmin@saude.gov.br Diretores da ANVISA Dirceu Raposo de Mello - presidencia@anvisa.gov.br Maria Cecília Brito - dimcb@anvisa.gov.br José Agenor Álvares da Silva - diage@anvisa.gov.br Dirceu Brás Aparecido Barbano - didbb@anvisa.gov.br Agnelo Santos Queiroz Filho - diasq@anvisa.gov.br Ministra da Casa Civil Erenice Alves Guerra – casacivil@planalto.gov.br Conselho Nacional de Saúde Francisco Batista Junior - presidencia.cns@saude.gov.br Não se esqueçam de colocar a carta com cópia para Vanessa@fase.org.br
Regina Célia Titonelli Nunes Comunicador Popular da Pastoral da Criança
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A Paisagem
Quando a chuva deu uma trégua, um doce perfume subiu do chão molhado que se preparava para se secar ao sol do meio-dia. Nesse momento teci retratos dessa natureza da minha infância. Verão, chuvas torrenciais. Cheiro de terra molhada. Sol que volta e ocupa seu lugar de rei. Sempre gostei desses momentos em que sabemos que terminou um fragor e começará o alívio e os sussurros dos ventos, confi rmação que o bom tempo chegou. |
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