Pág.1-Nº129-Ago/10
    

GERALDO FREITAS CALDAS



                                                Geraldo Freitas Caldas                                                                  

    
    Luís Antônio Pimentel escreveu.

       Geraldo Freitas Caldas, bacharel em Direito, professor, poeta, escritor, desportista, filho de Theotonilo Lisboa Caldas e D. Ana Rita Padilha de Freitas Caldas, nasceu em 23 de julho de 1928, no Município de Miracema, Estado do Rio de Janeiro, dia em que sua mãe comemorava aniversário. Considerava-o como um presente de Deus.
     
Sempre encantado  com poesias e oratória, biografia e  histórias, Geraldo  Freitas Caldas fez o Curso Primário no Grupo Escolar Barão de Tefé, com a professora Lolita Pinto, em Santo Antônio de Pádua concluindo-o no Grupo Escolar Dr. Ferreira da Luz, em Miracema de Santo Antônio dos Brotos, cabeça, tronco e membros de sua maravilhosa escritora Maria Alice Barroso, também nosso glorioso berço, ao qual chamamos, mostrando intimidade, de nossa república popular. Fez o Curso Secundário e o Científico no Colégio Miracemense, bacharelou-se em Direito em 1953, pela Faculdade da UFF (Universidade Federal Fluminense). Advogou durante 22 anos. Foi Promotor Público. Atuou nas seguintes Comarcas: Santa Maria Madalena, Casemiro de Abreu, Rio das Flores, Araruama, Paraíba do Sul, Três Rios, Barra Bansa, Nilópolis, Campos, São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro. Foi Conselheiro da Ordem dos Advogados, seção Niterói e fez o Curso de Comunicação Social, no Instituto Duque de Bragança, no Estado da Guanabara; Curso de Criminologia Aplicada na Universidade da Guanabara ministrado por Roberto T. de Lyra; Curso de Educação Moral e Cívica, Curso de Direito Agrário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Instituto Brasileiro de Direito Agrário. Segurança Nacional na Escola Superior de Guerra; Estudo dos Problemas Brasileiros promovido pela ABEDEV para os Professores de Moral e Cívica; Orador da turma de Didática do C.E.R.E.T.E.P.; Curso de Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, condecorado com a Medalha D. João VI; fundador do Instituto Histórico Geográfico Bom Jardim; Membro da Academia Miracemense de Letra; Membro da Academia Fluminense de Letras; Sócio efetivo do Instituto Histórico Geográfico de Niterói. Possui 2 livros prontos para o prelo: Palavras ao Vento e Reminiscências; Gotas Literárias Volumes I, II, III e IV – Academia Miracemense de Letras, e um livro de Haicais.
       
Geraldo Freitas Caldas é casado com D. Regina Coeli de Lima Tostes, matrimônio que lhe deu três filhos e uma filha: José Geraldo, Luiz Eduardo e José Maurício, uma filha Maria Cristina que lhe deram 9 netos: Maitê, Luiz Eduardo, Larissa, Pedro Nilo, Maria Clara, Rayane, Vitor Hugo, Hanna e Marina.   

        FONTES: Sala Fluminense da Biblioteca Estadual de Niterói,Arquivo de A Tribuna de Niterói e arquivo  da Academia Miracemense de Letras e Internet.

                                          Posse de Geraldo Caldas

             Palavras de encerramento da sessão da posse do Acadêmico Geraldo Caldas pela presidente do Cenáculo, professora Márcia Maria de Jesus Pessanha.          

         Senhoras, e senhores, conforme disse no início da sessão, estamos aqui reunidos para a cerimônia de posse do ilustre senhor Geraldo Caldas, advogado e escritor, na cadeira nº. 04, do Cenáculo Fluminense de História e Letras, patronímica de Casimiro de Abreu, anteriormente ocupada pelo saudoso Dr. Jorge Picanço Siqueira.
      
 É consabido que a posse acadêmica é a parte consagradora de todo um processo institucional que oficializa, festivamente, a entrada do novo acadêmico na instituição pretendida. Neste sentido, a posse é um ritual de passagem e, como tal, o empossando é introduzido no salão por um cortejo de dois ou três membros titulares da Academia, simbolizando a acolhida e o apoio que passará a ter daquela entidade cultural, em nosso caso, o Cenáculo Fluminense de História e Letras, fundado em 1º de setembro de 1923.
        
Assim, neste percurso ritualístico, Geraldo Caldas entrou hoje, aqui, no auditório Amaury Pereira Muniz, acompanhado por duas cenaculistas: Liane de Souza Arêas e Elizabeth do Valle.. E coube ao acadêmico José Inaldo Alonso fazer a saudação oficial de boas-vindas ao novo acadêmico, em nome do Cenáculo e, também pelos fortes laços de amizade que unem os dois. Após a assinatura do termo de posse, entrega da medalha e diploma do Cenáculo e do pronunciamento do orador, ora empossado, resta ao residente encerrar a sessão. Entretanto, uma bela cerimônia como a que presenciamos não pode ser finalizada, sem um registro que ilustre nosso reconhecimento a Geraldo Caldas pelo seu perfil acadêmico, pela sua conduta digna, pela sua generosidade e muito mais.
       
Desse modo, o que dizer, então, aos senhores e senhoras aqui presentes, diante da envolvente atmosfera poética e fraterna da posse de Geraldo Caldas e de seu emocionado e empolgante discurso? Enternecida com suas palavras transcrevo a citação de Jean Luc Godard, cineasta francês: “A lembrança é o paraíso do qual nunca seremos expulsos”. E você, Geraldo, descreveu em sua fala o paraíso de sua infância em Miracema, tempo/espaço da felicidade dos quais nunca se sentiu excluído.
       
Caro cenaculista, você nos trouxe, em um carrossel de lembranças, imagens de Miracema: da praça, do ipê amarelo... e, com imensa ternura, você reavivou a figura de seus parentes, em especial de sua mãe, de seu pai, dos oito irmãos, todos entrelaçados por um grande sentimento de saudade... “Saudades da infância que os anos não trazem mais”.
       
Por isso, podemos dizer que a Cadeira Patronímica nº. 4  está muito bem ocupada por você, pela empatia com que se envolveu com a obra de Casimiro de Abreu e pelo seu empenho em perpetuar sua memória. E da mesma forma com que o Poeta das Primaveras cantou em sua terra natal, você, Geraldo, trouxe tanta emoção para nós, que todos nós comungamos do seu sentimento de amor ao seu torrão natal. E Miracema surgiu aos nossos olhos revestida de saudades, embora não sejamos miracemenses, o que prova que você é um bom orador, sabe convencer seu público.
      
Você, Geraldo, falou com muita propriedade sobre a vida e a obra de Casimiro de Abreu e ao fazê-lo de uma maneira tão apaixonada, você fez jus ao que José Inaldo Alonso disse em seu discurso a seu respeito: “de que você lê e sente o que lê e eu reafirmo que você transforma em poesia sua própria arte de viver. Isto aproxima você, cada vez mais, do seu Patrono, por todo esse espírito romântico, por toda essa paixão por Regina Coeli, a esposa querida, metaforizando a “moreninha dos madrigais”, cantada nos versos de Casimiro de Abreu.
     
Acredito, assim, que o Cenáculo está de parabéns pelo seu entusiasmo, pela apresentação de seu trabalho de pesquisa sobre Casimiro de Abreu, e também pelo seu antecessor Dr. Jorge Picanço Siqueira, grande memorialista, também enamorado de sua terra natal, Macaé. E ao reacender as memórias de seu antecessor, você também colocou em sintonia as recordações e a saudade da infância e da terra natal de três escritores: Casimiro de Abreu, Jorge Picanço e você. 
   
 Como estamos em um ambiente de gratas lembranças, evocamos também alguns acadêmicos que passaram pelo cenáculo e deixaram as marcas de suas vivências na história da entidade: Nemécio Calazans, ex-presidente, Élio Monnerat Sólon de Pontes, vice-presidente, falecido em 2009 e tantos outros que dignificaram a nossa instituição. Nosso rememorar não deve trazer apenas nostalgia ou saudade, mas um reconhecimento por todos aqueles que nos antecederam e solidificaram o Cenáculo para que hoje estivéssemos aqui, radiantes e com muita honra, recebendo um novo amigo cenaculista.
    
 E a alegria se torna ainda mais contagiante porque vemos aqui os familiares de Geraldo Caldas, esposa, filhos (a), netos e outros parentes, mostrando que quando a família realmente permanece unida nada pode separá-la. Como muito bem disse a escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner  Andersen “Não há nada que possa separar os que estão unidos por uma fé e uma esperança”. E a família do novo acadêmico é um exemplo dessa união. E a presença das crianças, dos netos, traz realmente a recordação  “viva” da infância.
   
 Geraldo Caldas, você é um colecionador de amigos e, por isso, muitos vieram abraçá-lo, inclusive Thomaz Lima, aniversariante do dia, que se esforçou para estar aqui com você, enquanto outros o aguardavam para a comemoração natalícia.
    
Convém ressaltar que o espírito acadêmico requer conhecimento, uma série de saberes, mas não podemos prescindir dos laços de afetividade e acho que esta posse focalizou muito isso.
   
E para encerrar a sessão, prezado cenaculista, Geraldo Caldas, quero dizer-lhe que a saudade que você trouxe junto com a alegria, esta saudade vai ficar gravada na história do Cenáculo Fluminense de História e Letras, com iluminuras de felicidade, e nós nos recordaremos sempre da cerimônia de sua posse com muita saudade, com muita alegria e com fraternal amor.

     Obrigada a todos pela presença!

      Está encerrada a sessão.

 

      Dentro de tantas saudades estão gravados os nomes das professoras de Geraldo Caldas: Odália Aversa, Lenira Bruno de Martino, Rita Laís Monteiro, Clarinda Damasceno, Felisberto Monteiro Ribeiro,  Hermes Simões Ferreira, Sylvio Freire,  Ururahy de Mattos Macedo, Álvaro A. .Fonseca Lontra, Dr. Antônio  A. Siqueira e outros de saudosa memória.

      Os amigos de infância, tempo mágico, estão guardados na memória de Geraldo Caldas e fazem parte constante de suas recordações: Joel Alvim, Dorival Moreira, Arthur Freitas Alves, Hélio Gutterres, Brissac Cardoso, Weuler Cunha Alvim, Chiclair Salim, Hélcio Bastos, Reynaldo Tostes, Zé Coló, Wilson Saad (Issote),Carlos Rubens Alves, Amância Spinoso Lima, Dorinéia Barby Moreira,, Maria Aparecida Caldas, Floriano Caldas, Ney Gutterres, Déa Freitas, Francisco Carneiro, Eduardo Bastos Tostes, Antônio Carlos Pastor Tostes Clério Mendes,José Barroso Tostes, e outros queridos colegas como Willian Passos, José Arthur Moreira, Caruso Samel, etc.

       O tempo de infância deixou como herança, para Geraldo Caldas o infinito respeito e amor a Deus. Aprendeu a falar com Ele através da fé e da oração. Em todos os seus momentos teve como exemplo vivo de fé -  sua saudosa e inesquecível mãe. Fizeram parte do seu tempo de coroinha na Igreja Matriz de Santo Antônio de Miracema:  Joel Alvim,, Wilson Saad (Issote) e Dorival Moreira.

        

 

 
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