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                                                   VIVA O REI!

 

   

   "Certa vez ouvi uma história de uma escola que se localizava em uma Vila, de uma grande cidade. No alto da escola ficava um sino que tocava todas as manhãs chamando as crianças para a aula. Os meninos e as meninas chegavam ,relutantes, precisamente na hora. Nunca um minuto antes. O sino tocava outra vez à tarde, para liberar as crianças para o recreio. Assim que começava a tocar , as crianças corriam para a porta. Nunca um minuto depois. E isto acontecia com todas as crianças.
   Exceto com um menino. Ele chegava cedo e ajudava a professora a preparar a sala de aula. Também ficava até mais tarde limpando o quadro negro e tirando o pó dos apagadores. Durante todas as aulas permanecia muito atento. Sentava-se perto da professora e absorvia as lições.
   Um dia , quando as outras crianças estavam muito desatentas e indisciplinadas, a professora usou este menino como exemplo. _ Por que vocês não podem ser como ele? Ele presta atenção; trabalha. Chega cedo e sai tarde.
   - Não é justo pedir que sejamos como ele – exclamou uma menina no fundo da sala. – Por quê? - Perguntou a professora. A menina ficou sem jeito, achando que não deveria falar. _ Ele tem uma vantagem – respondeu , dando de ombros. – E qual é? – Ele é órfão – falou baixinho ao sentar-se.
   A menina tinha razão. O menino tinha uma vantagem sobre eles: a de saber que a escola, tediosa como fosse, era melhor do que o orfanato. Por isso ele apreciava muito algo que os outros não valorizavam.
   Nós também éramos órfãos. Estávamos sozinhos. Sem nome , sem futuro, sem esperança. A carta do apóstolo Paulo aos Gálatas nos diz assim: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos." (Galatas 4:4,5).
   Paulo, ainda, nos dá um lembrete da parte de Deus em II Coríntios 5.17: "Assim que se alguém está em cristo, nova criatura é: as coisas velhas Já passaram ; eis que tudo se fez novo."
   Ano novo. Época em que todos planejam coisas novas e têm novos objetivos na expectativa de alcançar um ano melhor. Época em que todos prometem a si mesmos dedicar-se mais ao trabalho, passar mais tempo com Deus, com a família, aumentar o horário de estudo, trocar de carro, começar uma dieta, entre outros. Entretanto, o homem precisa muito mais do que cumprir tais metas para que obtenha um ano melhor do que o que se passou.
   Há mudanças que devem ser feitas que vão além do palpável como superar uma perda, perdoar uma ofensa ou esquecer as decepções. Esses, sim, são responsáveis por mais que um ano melhor, mas por uma vida melhor. Ao tratar-se de problema da alma e do coração, Jesus é o antídoto. Ele é nosso irmão. Ele vai além do que está limitado aos olhos humanos, pois Deus não vê como o homem, Ele atenta-se ao coração. E, por isso, ao permitir que Jesus o ajude, Ele , então, irá fazer tudo aquilo que é necessário para que o ano de 2012 seja completo em todas as áreas.
   Se esquecermos a quem pertencemos, também seremos como os alunos que faziam apenas o necessário para passar de ano e nunca se mostravam agradecidos. Assim sendo, Cristo convida-nos a ser uma nova criatura, deixando o ano que se passou com as decepções que nele se passaram e ,então, conquistar um ano novo abençoado e com o coração repleto de paz e felicidade real.

  


                                         Sobradinho

   

    Nestas férias recebi a visita de um ET, isso mesmo um extraterrestre.
    Devidamente disfarçado de ser humano ele queria conhecer uma cidade do interior, onde ouviu falar que a vida era mais tranquila. Claro que me prontifiquei a mostrar toda cidade ara ele.
    Ao passarmos pelas ruas, ele observou a maioria das casas cercadas de grades e muros altos e perguntou para que tantas prisões. Eu tentei explicar que eram casas comuns, mas ele não entendeu como os humanos aceitavam viver aprisionados em sua própria moradia. Ele quis entender por que as pessoas jogavam papéis de bala, picolé, sacolas, etc. nas calçadas e ruas. Novamente tentei explicar que era uma questão de falta de educação, mas ele não conseguiu aceitar a ideia de conviver com tanta sujeira sem se incomodar. Levei-o há uma festa de casamento, no início ele achou tudo muito bonito, enfeitado e descontraído, mas no final não entendeu o porquê de um som tão alto impedindo o diálogo entre as pessoas e no final da festa o lugar antes arrumado ficara irreconhecível, com copos plásticos e papéis de guardanapos espalhados pelo chão do recinto, o banheiro então, que antes tinha um cheirinho de eucalipto, cheirava mal e transbordava numa espécie de lama espalhada pelo chão. Eu já nem tentei mais explicar e só disse para ele que com a globalização nem mesmo as cidades do interior escaparam do processo de "desaculturamento" implantado pela grande mídia.
   Pra não deixar meu novo amigo totalmente decepcionado, convidei-o pra participar de um Pedal Livre pela região, ele viu as matas, pássaros, micos, montanhas, cachoeiras, enfim tudo que a natureza ainda conservada pode demonstrar de beleza. Ele ficou admirado e ao mesmo tempo não compreendeu como nós, humanos, podemos destruir um planeta tão cheio de vida.
   Antes de partir ele prometeu que me levaria ao seu planeta para retribuir a hospitalidade e mostrar como ainda é possível reverter a nossa quase total autodestruição.
    Estou aguardando e esperando que me leve a tempo de descobrir o antídoto para salvar nosso planeta, se descobrir eu volto para trazer a boa nova e tentar salvar nossa terrinha, isso ninguém pode negar...

 

 

                                                                      

 


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