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| ÉRAMOS FELIZES |
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Estamos no ano de 2010 e vejo o meu neto Davi de 6 anos com brinquedos movidos à pilha ou bateria. Vendo televisão , usando computador ou internet fi co pensando que no nosso tempo de criança não tínhamos nada disso. Brincá- vamos com carrinhos feitos com roda de rolimã e uma tábua por cima, em- purrados por cabo de vassoura . As bonecas das meninas eram feitas de papelão . Andávamos descalço e na chuva, tomávamos banho no ribeirão e no colégio se éramos repreendidos pela professora , ao chegar em casa, os pais também nos chamavam a atenção . Descíamos ladeiras em cima de folhas de coco ou dentro de um pneu ; o refri- gerante era de groselha ; o remédio era xarope ou óleo de rícino , ou um canecão que fi cava atrás da porta com clister , que colocava as lombrigas para fora, era lombriga pra todo lado. Telefone era movido a manivela , tomávamos o remédio do vidro azul onde tinha um bacalhau nas costas de um homem , chamado emul- são de Scott . Usávamos suspensórios , os médicos vinham em nossas casas , não pagávamos planos de saúde ou consultas adiantado e não havia AIDS . Os cigarros eram Astoria, Bervely , Yolanda , Mistigre , Continental , Florida, Lord Club, e muitos outros. Sopa era a do Farid, picolé e pastel do Vicente , chouriço do Ernani , chupeta do Cabloco , quero mais de dona Conceição , quibe do Abdo , café do Santinho , Quaisquer brinquedos que ganhássemos no Natal nos satisfazia; os pais eram mais respeitados , bebíamos água na torneira , ou na bica da chuva ; não existia celular , computador , internet e, nós mesmos , fazíamos as nossas pipas e outros brinquedos mais. Comíamos de tudo sem preocuparmos com colesterol. Os car- ros tinham menos velocidade , quase não morria gente de desastre e podíamos dormir de janela aberta sem perigo. Tínhamos mais responsabilidades e muitas vezes resolvíamos tudo sozinhos. Apanhávamos frutas na chácara do vizinho que fazia vistas grossa; só usávamos calça curta; a bola de couro era costurada , as de borracha nos fazíamos um bu- raco com ferro quente quando queria furar. Fogão à lenha era feito de barro ou de ferro ; ouvíamos o apito do trem de ferro e a fumaça da chaminé da cerâmica a se espalhar nos ventos. O sino da Matriz sempre a badalar chamando- nos para a missa do galo à meia noite . Éramos felizes e não sabíamos |
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Caro leitor: A matéria registrada na edição de julho está sendo repetida neste mês de agosto devido a sua signifi cativa importância. A colunista solicita aos leitores que releiam com bastante atenção. Essa discussão originou uma proposta de resolução, que em 2006 foi colocada em con- sulta pública (CP nº 71/2006) para manifestação de todos os interessados. O fruto desta consulta foi a aprovação do texto fi nal da futura resolução que ainda não foi publicada.
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CAMPANHA PELA REGULAMENTAÇÃO DA PUBLICIDADE DE ALIMENTOS
“Estejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar ao amor fraterno e às boas obras”. (Hb 10,24) |
Através da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990, os municípios deveriam criar os seus Conselhos Municipais. Fui convidada para participar da formação do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente representando a Paróquia Santo Antônio de Miracema, o que aconteceu em 1992. Posteriormente, em 1996, quando foi criada a Pastoral da Criança em Mi- racema, a representação no CMDCA teve sempre voluntários da Pastoral da Criança ocupando esse espaço público e de direito da sociedade civil como instituição não governamental. A partir daí a Pastoral da Criança se fez presente em outros Con- selhos Municipais: Saúde, Assistência Social, Segurança Alimentar, etc, segundo orientação da Coordenação Nacional para a efetivação do Controle Social. Em 2007, tive a oportunidade de representar o Noroeste, como Conselheira do Conselho de Segurança Alimentar de Miracema (CONSAM), representando a Pastoral da Criança, na Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, no Rio de Janeiro e na III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricio- nal, em Fortaleza, Ceará, de 3 a 6 de julho de 2007. Desde então, recebo, e também odos os que participaram das conferências, informações sobre tudo que diz respeito à segurança alimentar dos municípios e estados brasileiros. Atualmente a obesidade é um grande problema em nosso país, que atinge todas as classes sociais. Um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de obesos é a alimentação. A população brasileira consome muitos alimentos industrializados, ricos em gorduras e açúcares, e poucos alimentos saudáveis, como frutas, verdu- ras e legumes. Assim como a desnutrição, a obesidade precisa ser combatida para diminuir o aparecimento de tantas doenças decorrentes do excesso de peso. Doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta, são algumas das doenças que a obesidade pode provocar.” A Pastoral da Criança solicita que você entre também nesta Campa- nha enviando a carta de apoio no fi nal do texto aos endereços relacionados. A seguir, o documento que recebi para ser divulgado. Desde 2005, a ANVISA vem debatendo uma proposta de regulação da publicida- de de alimentos com altos teores de açúcares, gorduras saturadas, gorduras trans, de sódio e de bebidas de baixo valor nutricional, especialmente aquela direcionada ao público infantil. É imprescindível e urgente que a sociedade exija que o amplo processo democrático de discussão do teor da resolução seja respeitado, garantindo-se que o texto fi nal publicado seja aquele resultante do processo de consulta pública - aprovado em audiência pública, ocorrida em 20 de agosto de 2009. É inadmissível que se suprima trechos, em especial aqueles que protegem a criança, principal vítima da publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis. A publicidade desse grupo de alimentos contribui para a atual epidemia de sobrepeso e obesidade em crianças, que vem ocorrendo no Brasil e no mundo, o que fez com que a Organização Mundial de Saúde aprovasse, em abril deste ano, uma recomen- dação orientando os países membros das Nações Unidas, a restringir a publicidade de alimentos direcionada a crianças. Além do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBS- SAN), também participam dessa campanha as seguintes organizações: IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor); Instituto Alana; ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição); CFN (Conselho Federal de Nutricionistas). Posicione-se! Envie a mensagem abaixo em apoio à regulamentação da publicidade de alimentos. CARTA DE APOIO À REGULAMENTAÇÃO QUE PROÍBA PUBLICIDADE DE ALIMENTOS E BEBIDAS NÃO SAUDÁVEIS DIRECIONADAS A CRIANÇAS Apoio a iniciativa da ANVISA na publicação da regulamentação da publicidade de alimentos, conforme texto discutido com a sociedade em consulta pública e aprovado na audiência pública em 20 de agosto de 2009, que defi niu requisitos para propaganda, publi- cidade e promoção de alimentos destinados às crianças. Atenciosamente, Nome e Estado ( da pessoa que aderir à campanha) Enviar esta carta para os seguintes endereços: Ministro da Saúde José Gomes Temporão - gabmin@saude.gov.br Diretores da ANVISA Dirceu Raposo de Mello - presidencia@anvisa.gov.br Maria Cecília Brito - dimcb@anvisa.gov.br José Agenor Álvares da Silva - diage@anvisa.gov.br Dirceu Brás Aparecido Barbano - didbb@anvisa.gov.br Agnelo Santos Queiroz Filho - diasq@anvisa.gov.br Ministra da Casa Civil Erenice Alves Guerra – casacivil@planalto.gov.br Conselho Nacional de Saúde Francisco Batista Junior - presidencia.cns@saude.gov.br Não se esqueçam de colocar a carta com cópia para Vanessa@fase.org.br Regina Célia Titonelli Nunes -Comunicador Popular da Pastoral da Criança |
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A Companhia
Tímida, insegura, medrosa, me refugiei no silêncio sempre que estava em grupo. Não gosto de ser a atenção do ambiente. Tenho medo da reação às minhas interferências em público. Prefi ro ouvir. Foi assim no colégio. Foi assim na turma da Gávea. Foi assim em lugares onde não tinha certeza de ser acolhida. Até hoje, sinto esse medo de me expor. Às vezes recebo e-mails que me parecem desejarem a minha opinião e reluto em dá-la. Prefi ro o silêncio. Em maio de 2009, recebi de um amigo um questionamento. Deixei o tempo passar, mas me sentia em falta com ele. 2010 chegou, a caixa de entrada estava cheia de e-mails aguardando um gesto meu. Reler, responder, ou insegura, mas com o dedo fi rme, tocar a tecla DELETE? Para surpresa minha, jorrei minhas considerações. E, dessa vez, não tive pejo da exposição. Também com mais de sete décadas de vida já é possível espantar o silêncio medroso que, por tanto tempo, deixei que me envolvesse. |
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