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Tema: Primavera
Minha vida dilacera... Não vejo o sol e nem flores. Não existe mais primavera, Pois, morreu com minhas dores.
Tema: Árvores
Hoje, a humanidade avista, Árvores em extinção. Em sua atitude egoísta, Está a própria destruição.
Tema: Eternidade
Jamais haverá distância, Onde reside a amizade. Se ela começa na infância, Atravessa a eternidade.
Tema: Carlinhos e Convidados.
Aplausos para os talentos: Carlinhos e Convidados. Ficaram em nossos momentos, Sons celestes musicados. |
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Certa vez, uma pessoa me disse que para ela, viajar era como se estivesse folheando uma revista. Achei muito estranho ouvir aquilo. Que não goste é opção de cada um, mas, jamais fazer essa comparação. Existe uma diferença enorme: você ver uma foto de uma pintura e vê-la ao vivo. A beleza é poder apreciá-la de perto como também poder senti-la. Assim foi quando entrei na Capela Sistina no Vaticano (Roma). Ela tem esse nome em homenagem ao Papa Sisto IV. É nela que realiza o Conclave, que é o processo para a escolha do novo Papa. Minha alma entrou em turbilhão ao ver que estava diante de magníficas obras de vários artistas famosos como o pintor Rafael, datada do ano de 1475. Quando se iniciou a construção da Capela, apenas as paredes eram pintadas, ficando o teto em branco por ser muito alto e eles tinham que completar a pintura deitados. Bem mais tarde foi chamado Michelangelo, que por imposição do Papa Julio II, concluiu a obra entre os anos de 1508 a 1512. O artista era polêmico e se dizia ser apenas escultor e desenhista, porém, por ser temente a Deus, obedeceu. Os afrescos do teto, inspirados em cenas do Velho e Novo Testamento, mostravam ao centro a Criação de Adão, onde Deus apontava seu dedo para o homem dando-lhe vida. Michelangelo dizia não estar inspirado e se rebelou com a exigência do Papa Julio II abandonando a obra da última vez, voltando para Florença a fim de tirar mármore e fazer suas esculturas. Um dia deitou-se sobre uma pedra para descansar, e ao olhar para o céu, viu duas nuvens como se apontasse uma para outra. Nelas ele encontrou o sinal de Deus, e, embora se dizendo ser apenas escultor, voltou para Roma a fim de terminar o teto da Capela. Minha imaginação foi além de onde eu estava quando mais à esquerda vi a pintura “Deus criando o sol e a lua”. Michelangelo foi radiante em sua inspiração mostrando a luz do sol aquecendo a terra. Em cada afresco, em cada detalhe, minha alma agradecia a Deus por estar vendo e sentindo a beleza de toda aquela arte. Tudo aquilo era maravilhoso, completamente diferente do que já havia visto na Bíblia ou em revistas. Em julho passado, a colunista convidada da revista O Globo: Zazá PIEREK baseou sua crônica em viagens. Até parece que havíamos conversado sobre o assunto. Já tive oportunidade de escrever e dizer várias vezes, que há pessoas que veem as árvores, mas não enxergam suas flores e frutos. Isso é ver e não apreciar. Completo com isso o que disse Zazá, a cronista: “não basta o lugar ser lindo, tem que ter história, ser capaz de emocionar e de ampliar nem que seja um pouquinho a visão que se tem do mundo.” Muitas vezes, quando jovem, viajei em pensamentos para os lugares mais diferentes, porém, via que era um sonho tudo aquilo e ao despertar caia na realidade. Mesmo assim não desanimava. Então, fazia uma promessa para mim mesma: - Um dia tudo se tornará verdade. Com a força do pensamento voltado para essa finalidade, vi um dia que o sonho começou a se concretizar. No verão é muito comum as pessoas irem veranear, sempre dispostas a se estenderem na areia para bronzear. A maioria delas só vê como limite: o banho de mar e um chopinho à beira da praia. Para mim, sempre houve mais significados. Gosto de olhar o mar, o vai e vem das ondas e o que elas vêm contando no seu marulhar; suas formações, a beleza das profundezas e todo o mistério da natureza. Isso sim, me fascina. Assim eu viajo, observando por onde passo, como os pequenos e os grandes detalhes são importantes, guardando as histórias que ficam retidas na minha mente. Dia desses, indo para o Rio, começando subir a serra de Teresópolis ao amanhecer, mais ou menos uma seis horas, vi com encantamento um magnífico arco-íris. Posso afirmar que foi o mais lindo que presenciei em toda a minha vida. Estava nítido. Suas cores bem distintas brilhavam tocadas pelo sol que ainda acordava, parecendo nos acompanhar naquela subida. Houve momentos que dava a impressão de passarmos sob ele. Era grande, parecendo unir uma ponta de serra a outra. Deslumbrante. Meu pensamento falava alto e eu lhe pedia para permanecer ali por mais tempo. Queria olhá-lo mais e mais, e então senti que o tinha fotografado na memória e guardado suas cores em meus olhos para quando estivesse triste visse seu colorido. Assim minha alma poderia refazer-se com suas tonalidades banhadas pelo sol e a alegria ia poder sobressair como suas cores entre as brancas nuvens do amanhecer. E assim continuo a viajar, aproveitando as belezas que me são oferecidas por Deus, pela natureza e pelas mãos dos homens. Fico muitas vezes feliz quando as pessoas vêm falar comigo: - “Viajei com você”. Isso quando escrevo sobre as minhas excursões.. Acredito que me torno convincente ao relatar o que vi e por onde andei. Vejo o sorriso dessas pessoas, como sonharam e como embarcaram comigo para diferentes lugares. Vejo também que enxergaram às belezas, a cultura, as cores e por instantes ficaram felizes como eu sempre fico. Obrigada por me acompanharem nesses meus sonhos realizados, pois em cada canto que vou sempre associo às coisas da minha cidade a tudo que vejo. Vocês leitores, companheiros de viagem, me fazem lembrar o escritor MARK TWAIN que dizia: “não se pode ter uma visão ampla, abrangente e generosa dos homens e das coisas habilitando num cantinho do mundo a vida inteira”. Mesmo em pensamento, façam viagens.
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