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                           Educação que Ensina Censura
 

Quando se fala em censura pensamos sempre na censura comprometida e mal ajambrada de nossos meios de comunicação e outros setores mais. Quero dizer é da censura que cabemos possuir em nossas mentes – a voz maior que nos adverte dos perigos dos erros do mau comportamento. Como será isso? Possuirmos uma censura para guiar nossas vidas? Será a nossa consciência a guiar nossos passos em nosso caminhar pela existência. Será o bom resultado de sermos educados dentro dos padrões morais necessários e aplicá-los sempre em prol do bem comum. Os bons atos redundam em bons exemplos que constituirão em tradição transmitida às novas gerações. Temos achado que o mundo vive um caos de dificuldades e problemas, numa inversão de valores sem fim, dificultando-nos distinguir o certo do errado, o que é moral da imoralidade, os bons costumes dos maus - privilégio das consciências bem formadas, amantes das virtudes e do bem viver. Mas, tal tem sido hoje o assédio dos maus costumes que pais e escolas sucumbem às banalidades e dificuldades crescentes, acomodam-se e fazem vista grossa às aberrações que surgem em nossos dias.
O que podemos fazer? Novo ano escolar. Volta às aulas. Precisamos tentar, mais e mais, dificuldades da vida e do magistério à parte, uma educação voltada à formação da boa consciência em prol do futuro cidadão. Cuidava-se mais disso em outros tempos, e agora, pensa-se muito mais em preparar alunos para o vestibular. Escolas e lares perdem-se no cumprimento das responsabilidades da boa educação. E nossas crianças e jovens, quantos deles, também, se perdem entregues a si mesmos em suas próprias decisões. Ninguém nasce sabendo e as mentes necessitam da formação sã e livre dos falsos modismos que se alastram em todos os setores. Estamos mergulhados em poluição ambiental, social, auditiva e visual,etc. que pelo desleixo da mídia só fazem piorar as coisas. É ridículo dizer, mas além da juventude liberada, muitos adultos e velhos, homens e mulheres, se encantam e se deixam levar pelas sujeiras circulantes. Aliando, certamente, suas fraquezas à má formação de consciência, mostram-se incapazes de superar o tranco dos assédios e das facilidades, e sucumbem ao desleixo, como que enrustidos estiveram sempre nas coisas e males do caráter, do machismo e da sensualidade.
Só uma educação engajada em bons propósitos pode exercitar e cobrar em todos os setores a prática das virtudes. Mas que seja um propósito de todos, um programa social pelo bem comum. Valorizar o bem , amparando a nova geração com uma aprendizagem projetada e orquestrada na prática e na cobrança de bons hábitos. Conheceremos a existência da lama, mas sabendo salvar nossos pés e nossos sapatos. Então? Conseguiremos engajar nossos jovens num trabalho para um mundo cada vez melhor? Munidos de ideal e disposição, poderemos sim, mesmo na maré difícil dos tempos de hoje. Ao entender o mundo à nossa volta, é normal que se desenvolva em nossa mente através da educação a consciência da censura – faculdade que nos permite frear os maus instintos e distinguir o que é certo do que é errado. A partir daí é que chegaremos de crianças educadas, a jovens honestos e cidadãos responsáveis e dignos. Da má formação nossa e de nossos filhos o que pode resultar é o contrário da censura, ou seja, o desenvolvimento do que sempre se chamou de consciência laxa ou mal formada. Essa expressão, quase em desuso, muito pouco lembrada hoje se encontra. E condená-la pode nos custar danos de discriminação. Mas sejamos firmes e sinceros.
Enfim!... Pior é que a vida tem nos mostrado resultados danosos pela falta da boa formação, da honestidade e do respeito ... mas, parece que estamos mocos ou , estaremos estupidamente, alienados da verdade!?

Ao amigo Sr. Joffre Geraldo Salim deixo aqui todo o meu respeito e minha admiração. Carinhosamente se reconhece que o tempo para ele só fez aprimorar-lhe o respeito e a dignidade. Parabéns!





Mosaicos da vida

                                                            

 
Nossa vida conta uma história
de um dia que ainda não terminou.
De muitos dias que ainda virão.
Histórias cujos caminhos buscam
significados, buscam norteamentos
para conduzirmos nossa vida.
Muitas vidas nascem da inveja. São vidas
vazias, sem sentido, com abraços falsos,
olhares que se perdem no vazio do tempo.
Nossa vida é uma só. Não existem muitas
possibilidades de fazermos as coisas
que nós queremos fazer. Não
temos tempo de passar nossa vida a limpo.
Temos que compartilhar momentos
com família, amigos... Não podemos nos isolar.
O instante é uma fração de tempo. Esse tempo
pode marcar para sempre a nossa vida.
Permitamos que a luz nos conduza em nossa
caminhada. Ela muitas vezes incomoda aquele
que não está acostumado com a força reveladora.
A luz mostra aquilo que se esconde: a nudez de
nossos pensamentos, das nossas ações.
Ninguém resiste ao disfarce por
muito tempo. É preciso retirar a máscara.
Nós não somos nada. Somos apenas um
instrumento nas mãos de Deus e,
por mais imperfeitos
que sejamos, somos responsáveis
pelos nossos erros e acertos.

Parabéns, sr Jofre, pelos 90 anos bem vividos que só edificaram.


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