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FALANDO COM COM O CORAÇÃO
 
                                Eunice Garcia do Carmo
     
                                                                                                                                                                                                              

                                                                                                                                                                                                               
                                                                                                                                                                                                                                        

 

                         

 

De repente

 

                                

 

De repente o ano passou pela minha vida
voando e não consegui acompanhá-lo.
Passou como se cada etapa fosse uma
partida de futebol, como se tudo dependesse
do grito, da força, da garra e vontade de vencer.
O mundo está passando por mudanças delicadas.
Um ano que começa é sempre cheio de
promessas e renovações e é nessa
folha em branco que vamos
escrever mais um pouco da nossa
história, das nossas promessas e desejos que
a falta de tempo não nos tem permitido.
Muitas vezes podemos contar com os amigos
para compartilhar nossas idéias, sentimentos...
E a gente conta tudo! Desabafa!
Pensa junto!  Discute com eles!
Se liga no mundo e não encontra  respostas
para essa louca corrida do tempo!
Tem hora que a gente não consegue
segurar a tristeza de não ter mais tempo
para a família, amigos, lazer, passeios
de bicicleta ou levar as crianças no
parque,  tomar um sorvete e reclama
aflita dessa falta de tempo.
E assim, nessa louca corrida, enxergamos
a vida dentro de um espaço de
tempo que passa voando, através de uma
história, de um poema, do choro e  
lágrimas sentidas pela perda de alguém.
Sentimos alegria por sonhos realizados, pelos
filhos encaminhados na vida.
Pelo riso alegre e descontraído
das crianças, na esperança de que
elas tenham uma vida melhor que a nossa.
Temos esperança de que haja mais
coerência entre leis e políticos honestos, por
um Brasil melhor e abençoado que cuide melhor
dos nossos jovens, da educação e saúde de todos! 
Quero desejar um ano cheio
de grandes ideais e muita determinação.
Estamos no inicio de mais um ciclo e que
possamos construir um mundo melhor
sem violências, sem misérias morais,
corrupções e com muito amor no coração
nessa nova escalada da nossa vida!
FELIZ ANO NOVO!!!

                                                                                                                                                                 

                       
 

 
                                 

                                                             

                                               CHÃO DE ESTRELAS

    

   Uma indagação, promovida por esta coluna, a fim de saber o que foi feito das serenatas, se morreram , se foram substituídas por outros meios de busca de aproximação amorosa e, ao mesmo tempo, nos informar se houve uma canção preferida pelos trovadores.  Pareceu-nos melhor começar pelos jovens, estes  não agraciados com as mensagens apaixonadas à luz da lua, seja ouvindo o trovador em seu lamento, seja ele o próprio trovador, sonhando com o acender da luz do aposento da mulher amada ou um abrir de janela e o jogar de uma flor por alguém, verdadeira consagração, sentida pela alteração dos batimentos do coração do sonhador seresteiro.
   Há um fenômeno interessante e digno de discussão. Quem deu fim à serenata? Foi o progresso com os novos meios de comunicação, foi a mulher, deixando de acender a luz do aposento ao ouvir a voz do seu cantor, deixando de abrir a janela e consagrar o ato ao jogar uma flor para ele, foi a mulher ao mudar o próprio horário de sair e chegar, gerando o fácil acesso ao homem, foi o homem, deixando de cantar à janela da mulher amada, foi o uso de violão  desafinado,  ou foi o quê, na sua opinião?
   Esta coluna ouviu pessoas de todas as classes sociais desta comunidade, entre masculinos e femininos de todas as faixas etárias. As jovens não sabem falar do assunto e com muita razão, porque não viram, não ouviram,mas gostariam de ouvir . Os jovem se comunicam de outras formas. Não tratam do assunto Os de meia idade conhecem mas não cuidam.Pensam que não faz mais sentido. Os madurinhos já cantaram ao luar e elegeram suas canções. Chegamos aos bem maduros na idade. Estes falam com entusiasmo sobre o momento de cantar para suas deusas E elegeram os poemas de então. Interessante é que, culpada ou não pelo desaparecimento das serenatas, a maioria das mulheres se manifestam com agrado pelas maravilhas geradas com a poesia ao luar.  As canções apontadas como preferidas variaram muito, prevalecendo sempre o bom gosto musical, porém tão belas quanto numerosas, com  destaque apenas para duas das apontadas, Minha Namorada,  de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, apontada por 2 seresteiros de meia idade  e Chão de Estrelas de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, escolhida por 4 seresteiros daquele tempo dos belos poemas, dos suspiras apaixonados, uma janelas se abrindo romanticamente, uma flor descendo sobre o seresteiro e um violão traduzindo os sentimento com os contracantos mais sutis. 
   Para esta coluna, TUDO LEVA A TUDO, entretanto há de prevalecer a opinião do leitor, aqui publicada oportunamente.

                                                                                   reinasci@live.com

 

 


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