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| Provérbios de A a M |
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Acender uma vela a Deus, outra ao diabo. Aqui se faz aqui se paga Amigos, amigos, negócios à parte. Alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo. A dúvida é o travesseiro do sábio. Aí é que a porca torce o rabo. A voz do povo é a voz de Deus. Amarrar o burro onde o burro do dono manda. A morte não escolhe idade. A dor ensina a gemer. A ignorância é a mãe de todas as doenças. A felicidade é algo que se multiplica quando se divide. A boca do ambicioso só fecha com terra de sepultura. A fome é a melhor cozinheira. A galinha do vizinho é sempre mais gorda que a nossa. A preguiça é a mãe de todos os vícios. Ao diabo e a mulher nunca falta o que fazer. As palavras voam, e a escrita fica. Boca que não merece beijo pimenta nela Besta é quem vela acendeu pra defunto que não é seu. Boi velho gosta de erva tenra. Cada um sabe onde o calo lhe aperta. Casa roubada trancas à porta. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato. Casa onde entra o sol, não entra o médico. Canja de galinha não faz mal a ninguém Coma para viver, não vivas para comer. Dá com a mão direita, que a esquerda não saiba. Dar o golpe do baú. De grão em grão a galinha enche o papo. Devo não nego, pago quando puder. Deus quando quer água fria é remédio. Dar um boi pra não entrar na briga, e uma boiada pra não sair. Deus dá a canga conforme o pescoço. Dinheiro não traz felicidade. Desculpa de aleijado é muleta. De médico, de sábio, e de louco todos temos um pouco. Deus nunca fechou uma porta para que não abrisse outra. Esmola grande, o cego desconfia. Em casa de ferreiro, espeto de pau. Em rio de piranhas, jacaré nada de costa. Em casa de enforcado não se fala de corda. É melhor adormecer sem ceia, a acordar com dividas. É muita areia pro meu caminhão. Ensinar Padre Nosso a vigário. É melhor passar por ignorante que ignorante ser. Está na hora da onça beber água. Entrar mudo e sair calado. Em cada cabeça uma sentença. Em casa onde não tem pão, não tem paz. Farinha pouco meu pirão primeiro. Flagrado com a boca na botija. Fazer ouvido de mercador. Feliz foi Adão que nunca teve sogra. Filho criado trabalho dobrado. Fazer tempestade em copo d’água. Fazer caridade com o pirão alheio; Galinha velha é que dá bom caldo. Gato escaldado de água fria tem medo. Gosto não se discute. Guarde o que comer, não guarde o que fazer. Guarda hoje, para ter amanhã Goiaba na beira da estrada, ou é verde ou está bichada. Há sempre um chinelo velho para um pé torto. Homem velho e mulher nova resultam em corno ou cova. Há males que vem pro bem. Há remédio para tudo, menos para a morte. Homem pequenino, malandro, velhaco ou dançarino. Jogar conversa fora. Jacaré que fica parado vira bolsa. Julga o ladrão que todos os são. Longe dos olhos perto do coração. Manda quem pode obedece quem tem juízo. Mais vale um pássaro na mão que dois voando. Mais vale quem Deus ajuda do quem cedo madruga. Malandro que é bom não estrila. Macaco velho não bota mão em cumbuca. Mulher é para pouco tempo, ex-mulher é para sempre. Mulher é como relógio, deu o primeiro defeito nunca mais conserta. Mais vale um amigo na praça, do que dinheiro na caixa. Mingau quente se come pelas beiradas. Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto. Mais vale ficar vermelho cinco minutos que amarelo toda vida. Mais vale prevenir que remediar. Muito se engana quem julga. Matar dois coelhos, com uma cajadada só. Mais vale um tombo do que dois que te darei. Muitas pessoas confundem memória fraca com consciência limpa.. Mais difícil é saber calar do que saber falar Mas vale vergonha na cara que mágoa no coração .
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" ELEIÇÕES 2010: O ANTES E O DEPOIS"
Como assinante de uma publicação da Rede Catedral de Comunicação Católica – Fundação João Paulo II – Arquidiocese de Belo Horizonte ( JORNAL DE OPINIÃO), não posso deixar de partilhar com você, que lê agora o Liberdade de Expressão, assunto de relevância nacional : Eleições 2010. A Arquidiocese de Belo Horizonte, a PUC Minas, através do Nesp – Núcleo de Estudos Sociopolíticos realizam campanhas de conscientização política para fomentar a participação popular e orientar o povo na escolha de bons candidatos. Criado em 2004, o Núcleo de Estudos Sociopolíticos atua de forma sistemática na discussão e promoção de um processo eleitoral justo, ético e honesto no Brasil. Um hot site na página do Nesp (www.pucminas.br/nesp) traz material auxiliar como Legislação Eleitoral, perguntas mais freqüentes, divulgação de listas com nomes dos ‘fichas-sujas’ e informações do TSE. De acordo com o membro do colegiado do Nesp e professor da PUC Minas, Robson Sávio Reis Souza a partir destas iniciativas, a Arquidiocese espera que haja uma mobilização geral da população, pois, acredita que somente com ética, compromisso, honestidade e justiça será possível mudar, para melhor, o cenário político brasileiro. Junto com o Projeto Eleições 2010, o Nesp lançou o Projeto de Acompanhamento do Legislativo. "O cidadão precisa fazer-se presente de várias maneiras: cobrando o cumprimento de promessas, exigindo que os políticos tenham postura ética comprometida com os princípios de defesa da cidadania, de promoção da justiça e da vida, participando com sugestões como ponto de reivindicação e de vocalização das demandas da comunidade". O compromisso deve ser cotidiano Discussões do Nesp reafirmam o que pesquisas já constataram: muitos políticos fazem dos mandatos algo privado e não de interesse público. "O motivo se deve à percepção de que o cidadão não tem preocupação em saber como eles estão atuando nos mandatos", explica Robson. Segundo ele, "a conduta reflete o total descompromisso do cidadão para com a qualidade do trabalho dos representantes que ele próprio elege". Por isso, a principal tecla em que o Núcleo de Estudos Sociopolíticos vem batendo neste ano é a de que para haver mudanças, é necessário o compromisso cotidiano dos cidadãos com as instâncias responsáveis pela representação política. Esse tipo de campanha quer que as comunidades, as paróquias e os movimentos ligados à Igreja avancem no sentido do monitoramento e comecem a discutir nomes e Robson Sávio salienta que o avanço do Nesp ocorre não somente no sentido de estimular uma participação no momento, mas também, de motivar as pessoas a se organizarem em grupos: sejam grupos eclesiais ligados a associações, a ONGs ou a outros movimentos. Quanto à atuação a proposta é de que eles sejam mais objetivos no sentido de começar a escolher e pensar nomes e também assumir compromissos recíprocos. "Nós votamos, nós podemos trabalhar nessa campanha, mas, a nossa contrapartida será o acompanhamento e a prestação de conta do mandato. Isso cria um vínculo entre os eleitores e os eleitos que podem, a médio prazo, melhorar a qualidade da representatividade política do País". Pessoas com dúvidas sobre assuntos relacionados às eleições podem esclarecê-las e solicitar informações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado onde residem. O telefone geral do TSE é (61) 3316-3000 e o site com os números de telefones dos tribunais regionais é o www.tse.gov.br. (Jornal de Opinião, 9 a 15 de agosto de 2010 – Henrique Ulhoa)
Regina Célia Titonelli Nunes Comunicador Popular da Pastoral da Criança
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O Amanhecer na Fazenda
Desde que Pedro e Teresa reformaram uma casa de colono, no pedaço de chão que lhes coube na partilha da Fazenda São Roque, tenho voltado lá, geralmente na Semana Santa. Comigo vão filhos e netos. Quando Isabel leva seus babies, sinto prazer na companhia de Sofia, a filha sanduíche, que é sempre a primeira a acordar. Levo-a até a varanda e ficamos observando o desfile das vacas a caminho do curral para a ordenha. Elas vão lentamente avançando entre tufos de capim alto, muitas a mugirem e todas tocadas pelo retireiro a cavalo. Nesse cenário campesino, pontos brancos, esguios, silenciosos, pontuam os galhos mais altos das árvores espalhadas. São as garças. E, para distrair a pequena menina aninhada em meus braços, vou apontando os voos tranquilos desses animais que gostam de estar perto de tabuleiros de arroz a crescer, pequenas valetas com água e poleiros naturais, enquanto dentro de casa, tios, primos, os pais e irmãos de Sofia dormem seus sonos. |
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