Hoje não é mais “Página Um”, mas “Página Eterna”.
Ao passar, sempre oferecia um bom-dia a todos com o seu sorriso tímido e acolhedor, reflexo dos valores recebidos em sua tradicional família.
Tudo o que realizava era com perfeição. Suas fotos eram emolduradas de suprema técnica, revelando o seu bom gosto pela arte. Quantas vezes, no Centro Cultural Melchíades Cardoso, visitamos a sua galeria de fotos clássicas, sociais, históricas, religiosas, antigas todas carregadas de um significado especial resultante de seu profundo entusiasmo e responsabilidade profissional.
As matérias vibrantes do “Página Um” propunham uma leitura agradável, documentário perfeito, trajeto lindo, agradável pelo mundo das palavras. Ele surpreendia a todos os que eram brindados com cada edição voltada para o informativo histórico e cultural.
O nosso Jornal “Liberdade de Expressão” sempre foi valorizado por ele e todos os que dele continuam fazendo parte, admiravam o “Página Um” e guardam, hoje, um sentimento de amizade e respeito pela maneira inteligente de escrever, pelas suas galerias de fotos que potencializaram realizações de Marcelino.
Lamentamos a perda, mas glorificamos sua vida, sua história que foi construída alicerçada na sua paixão pela cultura e pela arte.
Os seus sonhos não morreram, Marcelininho, apenas dormem na alma da nossa, da sua, sempre sua cidade e nas páginas do “Liberdade de Expressão” que continua sonhando com o seu “Pagina Um”.
Ricarda Maria.