Pág.6-Nº111-Fev/09
                                                                                        

                                                    

                                                 Fantasia de Papel

Uma esquecida marchinha de carnaval me faz percorrer um estreito labirinto da memória, mostrando, num retalho de lembranças, um salão improvisado onde crianças se prendem pela cintura num animado trenzinho de carnaval, entre serpentinas penduradas do teto e amontoados de confetes pelo chão. Indo mais fundo nas recordações, sei que eu era bem pequena e não tinha como me enfeitar para a matinê infantil que estava prestes a iniciar. Mamãe algumas vezes improvisava fantasias conjugando uma saia longa com bolerinho de cetim salpicado de lantejoulas grandes, lencinho na cabeça combinando, um colar e a maquiagem. E pintar o rosto era a glória - abusar do cobiçado batom bem vermelho, o ruge (blush) colorindo as maçãs do rosto e os olhos bem pintados e puxados. Valia também uma pintinha preta de um lado.

Mas, naquele ano de mil novecentos e antigamente, minha tia um doce de criatura, lembro-me bem, passava lá em casa os dias de folia. Começou a andar pela casa, cheia de dó, exclamando repetidamente “ Tadinha dela gente, precisamos dar um jeito, vamos fazer uma fantasia pra ela...” Mas, nada foi possível conseguir numa tarde de domingo de Carnaval senão algumas folhas de papel crepom numa lojinha ao lado. Titia criativa e habilidosa em trabalhos de confecções, não titubeou em sentar-se à máquina de costura. Confeccionou, assim, uma vestimenta de papel sobre a qual só me vem na memória lampejos de babados vermelhos, amarronzados e verdes. Laços no mesmo tom enfeitavam a cabeça. Não contestei. Do salão, perto de casa, já soavam os primeiros acordes carnavalescos da folia com crianças correndo, rindo e cantando: “ Cidade maravilhosa... Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim... Alá, meu bom Alá... Que charrete macia que corre e não pula, toque, toque, toque,”... A verdade é que me diverti naquela tarde, longe de ser uma bailarina resplandecente, uma graciosa colombina ou uma saltitante havaiana... Chi!... nada disso, talvez tenha sido uma baiana estilizada numa inusitada fantasia de papel.

Se voltei de roupa inteira para casa? Não me lembro. Ah, no Carnaval tudo vale!

 

    

                                                                                    Em busca da felicidade

 Vá devagar pelos caminhos da vida em busca da felicidade.
 Procure ficar alerta para se desviar das pedras escondidas entre as flores.
 Procure superar as dificuldades encontradas nessa caminhada.
 Se você já teve muita pressa, hoje não corra mais! Ande bem devagar!
 Busque essa felicidade no dia a dia, com garra, com determinação.
 Depois de tantas preocupações, ansiedades, ilusões superadas,
você vai poder sorrir novamente, agora com mais coragem.
 Está mais forte, mais feliz e quem sabe, mais tranquilo
para seguir nessa busca. Deixe a porta aberta do seu coração,
para o amor e sinta a paz, o perdão, a alegria.
 A felicidade não é transferível. Temos de buscá-la com ousadia.
 É uma conquista pessoal. É fonte cristalina. Tem que ser merecida.
 A felicidade legítima não é emprestada, comprada. É realização íntima.
 Não sabemos ao certo onde a felicidade está escondida, onde ela mora.
 Muitas vezes encontramos caminhos falsos querendo nos enganar.
 Querendo mostrar a felicidade onde ela não existe.
 São miragens passageiras, escondidas entre os sentimentos que,
como num passo de mágica, desaparecem diante de nossos olhos.
 Fica somente um gosto amargo, mãos vazias, falta de sentimentos.
 O coração não se satisfaz e sentimos uma imensa frustração.
 Pensávamos haver encontrado a tão sonhada felicidade
e ela se foi, nos enganando, nos entristecendo.
 Muitas pessoas são vazias, não têm fé, não têm a força que precisam.
 A fé é o dom mais precioso que o homem recebe de Deus. É força. É luz.
 E preciso amor para nossos corações poder pulsar forte, vibrar.
 É preciso preparar nossos corações para grandes momentos
 em nossa vida. Momentos de fé, amor e espiritualidade.
 É preciso ser forte. É preciso superar as adversidades.
 Só assim encontraremos a verdadeira felicidade.
 A vida e um desafio constante, mas vale a pena aceitá-lo
para sermos felizes.

 
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