Pág.7-Nº111-Fev/09
                                                                                        

                                                                                    
                                                                                     LIVRO DO ERASMO

 No dia 27 de dezembro de 2008, foi reinaugurada a Casa da Cultura Melchíades Cardoso, tendo à frente o Secretário de Cultura Marcelo Salim, numa solenidade com um público que lotou todas as suas dependências. Juntamente com essa solenidade, foi lançado o livro Tipos & Fatos Inesquecíveis, de minha autoria.
 
Após trinta dias do lançamento, sinto-me feliz em ver que o livro foi bem aceito pelo público com a venda de quase todos os exemplares. Livro este que foi feito com a parceria da Prefeitura para que a mesma doasse exemplares a todas as bibliotecas públicas municipais.
 
Tenho recebido telefonemas e emails de Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, Campos, Juiz de Fora e de outras cidades de conterrâneos dando-me os parabéns pelo livro. Durante o lançamento, Marcelo Salim usou da palavra e disse: “Publicar uma obra como esta, além de servir para salvaguardar o patrimônio humano de nossa sociedade, significa subsidiar a rede escolar com informações e conhecimentos de nossa rica história. Ninguém pode negar esta significativa realidade, pois histórias, casos, informações caminham juntos para serem deliciados pelos leitores que há muito aguardavam o lançamento deste precioso tesouro”.
 
Maurício Monteiro, renomado jornalista miracemense, também escreveu em dois jornais fazendo comentários sobre o livro.
 
Recebi, ainda, o seguinte e-mail do jornalista e conterrâneo, José Itamar de Freitas: “Acho que o livro do Erasmo lembra/relembra personagens, lugares, cenas, fatos que só existiam na mente de quem os viveu ou de quem ‘ouviu falar’ deles. Tudo isso, agora, está escrito, consolidado. (Eu até diria eternizado, se não fosse a habitual indiferença da maioria dos brasileiros pelas histórias ‘idas e vividas’, como se lugares, personagens, fatos, atos, ciclos, sagas, circunstâncias não dependessem uns dos outros, não fossem interligados no e pelo tempo, como se o presente não fosse fruto do passado e o futuro não fosse filho do presente). Tomara que o Erasmo continue escrevendo a Memória de Miracema – e que outros sigam o exemplo dele, porque tanta coisa se perdeu... (e é por isso que admiro conterrâneos como o Marcelo Salim de Martino pelo belíssimo trabalho que realizou e vem realizando). De minha parte, levei anos e anos, aproveitando uma hora e outra para anotar centenas de fatos e entrevistar os mais idosos, os mais vividos de Miracema, a começar por parentes distantes, como os ‘Alvim e Silva’, os ‘Gabriéis’, os ‘Rodrigues’, os ‘Padilhas’, os ‘Leones e Fermos’, os ‘de Paula Moreira’, os poucos ‘Freitas’ idosos que conheci. Agora estou impossibilitado de passar para o computador a minhas mil e uma anotações. Escrevi, anotei tudo manualmente, sempre apressado, em código de jornalista. E agora? Só Deus sabe!
 
Falei demais, não?

     Um grande abraçoooo para todos.
                                                               
José Itamar”.

 

Tocar o Senhor é tocar os irmãos!

 “Então levaram crianças para que Jesus pusesse as mãos sobre elas e rezasse: Ele disse: “Deixem as crianças e não lhes proíbam de vir a mim”.

 E, em outra passagem: “ e tudo o que fizerdes a um desses pequeninos, é a mim que o fazeis”.
 
A Pastoral da Criança, seguindo os ensinamentos de Jesus, nos convida a nos dispormos, colocarmo-nos a caminho, sair de nós mesmos, e, no encontro com o outro, uma superação, aprendizagem, a valorização da dignidade humana, a humildade.
 
“Se vivermos concretamente a fraternidade, estaremos fazendo a maior e melhor pregação do Evangelho. Os apóstolos a experimentaram não só entre si, mas, principalmente, por meio de um empenho por uma vida mais digna para seus irmãos”. (Pe. Léo – Jornal de Opinião)
 
Deus tudo sabe e conhece o nosso coração. Ele nos dá sempre o que pedimos desde que seja o melhor para nós, mas Ele quer usar os irmãos para nos atender. Assim, a prática da caridade é poderosa porque é a melhor forma de oração.
 
Conforme matéria do mês anterior, vimos que o momento é de retomada, na Pastoral da Criança em Miracema, e precisamos continuar o caminho, vivenciando o poder da Palavra de Jesus para que se cumpra a vontade do Pai.
 
Portanto, reunidos através da caridade cristã, líderes, coordenadores e outros seguidores voluntários, se unem em torno das duas Paróquias: Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida, para prestarem atendimentos à seis comunidades: Viradouro, Cidade Alta, Jardim Beverly, São Sebastião, Nossa Senhora Aparecida e Morro dos Operários (Paraíso do Tobias). Através da realização da Celebração da Vida, 284 crianças têm recebido atendimentos, 254 famílias e 10 gestantes orientadas, mensalmente.
 
Quase todas as comunidades contam com a ajuda voluntária de em média cinco pessoas, sendo que a comunidade Cidade Alta tem também uma brinquedista, (Profª Elaine), mas ainda a Pastoral necessita de apoio e colaboração para abrir novas comunidades.
 
Queremos que o trabalho frutifique e que cada um de nós, batizados, possa ter a responsabilidade de fazer brotar na terra o Reino de Deus, para o fortalecimento das famílias e vida digna para todos.
 
Convidamos as pessoas interessadas para conhecer a Pastoral da Criança, prestando ajuda às comunidades e revelando a presença de um Deus Vivo, que se faz PRESENTE, no meio de nós.

Regina Célia Titonelli Nunes – Apoio: Terezinha do Carmo/ Coordenação

Rede de Comunicadores da Pastoral da Criança

 

                                                                                         A SEREIAZINHA

 Foi história sofrida da minha infância. Ela, conseguir suas pernas, seu aspecto humano, perder suas escamas e rabo de peixe era maravilhoso. Mas, precisar enfrentar a bruxa do mar que, para atender seu pedido, fez com ela uma troca: um par de pernas pela língua. Na sua ingenuidade, a jovem apaixonada aceita a oferta, para depois descobrir que não poderia declarar seu amor ao príncipe que salvara do naufrágio.
 
Sempre que me lembro desse detalhe, sofro como sofri em criança. Mudar o final? Não preciso. A Disney já fez por mim. A sereia tornada humana, tem amigos marítimos que a ajudam na batalha travada contra a bruxa e ela conserva suas pernas recuperando sua língua. É bom. É final feliz, mas e o travo de ter conhecido a história na década de 40? Como aceitar o happy end Hollywoodiano? Estaria mentindo para mim? Conseguiria esquecer o que sofri? Talvez o melhor fosse: a sereia não cair na conversa da bruxa, perceber ali sua má fé e aceitar ser sereia para sempre desde que seja o sonho recorrente do príncipe.

 


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