Pag.6-Nº125-Abr/10

 

                           

PODEMOS REINVENTAR A VIDA

 

Será que o mundo caminha para a doidice? Foi a frase que li num artigo de jornal há poucos dias. Pode ser, mas o que fazemos de concreto para reverter tal situação? De uma maneira geral, precisamos aprender a viver ( exceções existem) dentro das exigências que a evolução em todos os tempos nos solicita. Se continuarmos deslumbrados a cada novidade, encabrestados ao progresso tecnológico, aferrados aos falsos modismos que nos afastam das boas intenções e da moralidade! Se nos alienarmos da própria racionalidade, lançando-nos à mediocridade social, política e espiritual que campeia e nos afasta do sucesso e das boas realizações! Se nos agarrarmos ao descuido com o meio ambiente, pecado que cometemos e que nos ameaça com assustadoras conseqüências! E, se continuarmos, em meio aos devaneios e atrasos, amarrados a uma administração político-social defasada sofreremos, com certeza, cada vez mais. Sem uma posição séria, determinada e coerente com o progresso e a galopante transformação dos tempos não chegaremos ao verdadeiro caminho. E poderemos dizer que realmente tudo pode endoidar de vez.

Precisamos reinventar nossa vida. As mudanças sociais são cabais, e sempre existirão. A evolução sempre contínua nos solicita entendê-la, trabalhá-la com inteligência e responsabilidade, acatando as consequências inevitáveis do progresso. Governar a vida em constante mutação é o que precisamos aprender, usando nossa idoneidade de seres pensantes que preservam a verdade e a sabedoria de vida. Vamos reconhecer - seres humanos não existem para o simples desfrute, extravagâncias e interesses pessoais como temos visto a qualquer hora e momento; assim como, não se entrega a mãe natureza ao desleixo, usando-a para nossa exploração e depredação. Além dos fenômenos naturais impostos, a natureza ainda nos cobra caro por nossa negligência e ignorância, submetendo-nos a avassaladoras tragédias. Viver e governar hoje tornaram-se -se sinônimos de precaução. Ficam as perguntas: cairemos na doidice, optaremos pela alienação e o caos?

Esqueceremos as coisas de Deus em detrimento das coisas e anseios do Mundo?

Descuidados de nossas responsabilidades para com a vida, esquecidos de nossa transitoriedade, viveremos em sofrimentos e desassossegos - a cada hora um perigo, uma ameaça e, o que é verdade, veríssimo, em cada canto a perseguição, a perversão, a empulhação, a trucidação, a tragédia e a morte. Cometemos pecados contra a humanidade descuidando de nossa digna incumbência – a de artífices menores da Criação. Examinando nossas consciências vemos que desmatamos, poluímos, prevaricamos, roubamos, enganamos a vida, e muito mais - usufruindo erradamente daquilo que Deus nos concede ao longo dessa passagem terrena. Isso é alienação que pode nos levar a não saber mais onde andar nem em quem confiar. Seres pensantes cuidam do mundo para seu próprio bem e o de sua descendência.





Eu quero sempre...

 

                                                            

 

acordar de manhã pensando em coisas
alegres, em coisas que me contagiam,
que brotam dentro de mim
e que estão sempre presentes em meus
pensamentos. Não quero apagar
 
nunca esses momentos de grandes
alegrias que me proporcionam
tanta felicidade!
Não quero me preocupar com o amanhã.
Com problemas insignificantes,
com amigos, com pessoas vazias, falsas.
Não quero ter medo de nada.
Não quero que o medo me impeça
de fazer as coisas, de amar as pessoas,
de cobrar de alguém alguma coisa.
Quero ser transformada. Quero errar e acertar
com dignidade. Quero enfrentar
com altivez os momentos de dor e tristeza.
Quero passar pelas transformações
da vida com coragem. Levantar
meus olhos para Deus, perdoar
e ser perdoada.
Nos encontros e desencontros da vida,
quero me abrir, sorrir, me encantar.
Quero cruzar com pessoas de alto astral
Quero rezar as contas desse rosário
com um sorriso nos lábios.
Quero olhar as estrelas, conversar com elas.
Quero viver a minha felicidade plena.
Quero adormecer ouvindo a música suave do
vento, tocando as folhas.
Quero tirar da minha vida as cicatrizes
e marcas, redescobrir as coisas belas
da vida e vivê-las.

 
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