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Após as Eeleições
Com o término das apurações eleitorais, nossas aspirações políticas municipais amanheceram com horizontes de procela. Esboroados os sonhos, estioladas as esperanças, voltamos a palmilhar nossa espinhosa estrada rotineira, desfiando um rosário de queixas e lamentações com a impressão de que perdemos uma grande oportunidade no rumo do progresso. Nossa chance foi para o espaço. Nosso despertar pós-eleitoral nos trouxe a certeza de que vamos durante imprevisível tempo continuar caminhando na contramão do desenvolvimento, no atraso. A história da evolução dos povos nos mostra que ela não espera pelos indecisos, não perdoa as oportunidades perdidas, assim como o ocaso dos impérios está estreitamente ligado à perda dos valores fundamentais e ao arraigado sentimento de impunidade. A manutenção de bolsões de interesses individuais, a manipulação forçada de consciências que dependem de um modesto emprego para sobreviver perpetuam a permanência de interesses menores, quase sempre individuais e possessivos, na continuação da política dos grotões, no jogo sujo do poder, na vaidade de comandar. O cargo eletivo emprestado pelo povo ao candidato eleito por quatro anos tornou-se instrumento de coerção política e abuso de poder. Temos visto um festival de falcatruas e roubalheiras permanecer na impunidade. Não havendo a necessária repressão face os inumeráveis escândalos, o povo perde a capacidade de se indignar e os valores da ética e dos compromissos caem no descrédito. O empreguismo irresponsável e desnecessário é o pagamento pelo voto de apoio para favorecimentos pessoais. Por sua vez, o voto é o cheque em branco dado ao vencedor para realizar qualquer tipo de negócio, lícito ou ilícito. Daí resulta a manipulação inescrupulosa das verbas públicas o que acaba chegando ao impasse atual: não há como pagar os empregados e manter os compromissos sociais em dia. E vem o DESEMPREGO. As mãos inquietas que empunham a caneta poderosa emprestada pelo povo e usadas por quem desconhece os custos com saúde e administração hospitalar põem em risco o destino de instituições fundamentais com serviços insubstituíveis prestados a toda comunidade, para satisfação de um ego persecutório, desorientado e sem propostas. Já que não conseguimos eleger um representante para cuidar dos nossos interesses, peçamos aos novos deputados do Estado do Rio que voltem para o Noroeste Fluminense favoráveis olhos. Ao novo Governador que ampare e ajude o valoroso e sofrido povo desta região a caminhar por uma estrada mais suave. Que a Presidenta nos dê condições de construir um novo país, com uma sociedade mais justa, garantindo emprego, instrução e alimento para todos; que proteja os velhos e os deficientes, que tenha a juventude brasileira como seus filhos. Que invista maciçamente em capital humano (educação e saúde), reconhecendo e fazendo justiça aos professores do ensino fundamental pelos seus esforços na formação de uma juventude sadia, preparando-a para conduzir o Brasil de amanhã. Que acabe com a corrupção e a impunidade que nos envergonha e conspurca a memória dos heróis da pátria. Que nos traga identidade como povo e nação soberana para honrar o sangue derramado por Tiradentes e seus companheiros, vultos máximos da Nação. Enfim, não queremos esmola ou compaixão, queremos apenas e tão somente oportunidade.
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