Pág.3-Nº132-Nov/10
              

 

 
      

Após as Eeleições     

   Com o término das apurações eleitorais, nossas aspirações políticas municipais amanheceram com horizontes de procela. Esboroados os sonhos, estioladas as esperanças, voltamos a palmilhar nossa espinhosa estrada rotineira, desfiando um rosário de queixas e lamentações com a impressão de que perdemos uma grande oportunidade no rumo do progresso. Nossa chance foi para o espaço. Nosso despertar pós-eleitoral nos trouxe a certeza de que vamos durante imprevisível tempo continuar caminhando na contramão do desenvolvimento, no atraso.
 
 A história da evolução dos povos nos mostra que ela não espera pelos indecisos, não perdoa as oportunidades perdidas, assim como o ocaso dos impérios está estreitamente ligado à perda dos valores fundamentais e ao arraigado sentimento de impunidade.       A manutenção de bolsões de interesses individuais, a manipulação forçada de consciências que dependem de um modesto emprego para sobreviver perpetuam a permanência de interesses menores, quase sempre individuais e possessivos, na continuação da política dos grotões, no jogo sujo do poder, na vaidade de comandar.  O cargo eletivo emprestado pelo povo ao candidato eleito por quatro anos tornou-se instrumento de coerção política e abuso de poder.
 
Temos visto um festival de falcatruas e roubalheiras permanecer na impunidade. Não havendo a necessária repressão face os inumeráveis escândalos, o povo perde a capacidade de se indignar e os valores da ética e dos compromissos caem no descrédito. O empreguismo irresponsável e desnecessário é o pagamento pelo voto de apoio para favorecimentos pessoais. Por sua vez, o voto é o cheque em branco dado ao vencedor para realizar qualquer tipo de negócio, lícito ou ilícito. Daí resulta a manipulação inescrupulosa das verbas públicas o que acaba chegando ao impasse atual: não há como pagar os empregados e manter os compromissos sociais em dia. E vem o DESEMPREGO.
  
 As mãos inquietas que empunham a caneta poderosa emprestada pelo povo e usadas por quem desconhece os custos com saúde e administração hospitalar põem em risco o destino de instituições fundamentais com serviços insubstituíveis prestados a toda comunidade, para satisfação de um ego persecutório, desorientado e sem propostas.
  
Já que não conseguimos eleger um representante para cuidar dos nossos interesses, peçamos aos novos deputados do Estado do Rio que voltem para o Noroeste Fluminense favoráveis olhos. Ao novo Governador que ampare e ajude o valoroso e sofrido povo desta região a caminhar por uma estrada mais suave. Que a Presidenta nos dê condições de construir um novo país, com uma sociedade mais justa, garantindo emprego, instrução e alimento para todos; que proteja os velhos e os deficientes, que tenha a juventude brasileira como seus filhos. Que invista maciçamente em capital humano (educação e saúde), reconhecendo e fazendo justiça aos professores do ensino fundamental pelos seus esforços na formação de uma juventude sadia, preparando-a para conduzir o Brasil de amanhã. Que acabe com a corrupção e a impunidade que nos envergonha e conspurca a memória dos heróis da pátria. Que nos traga identidade como povo e nação soberana para honrar o sangue derramado por Tiradentes e seus companheiros, vultos máximos da Nação.
  
Enfim, não queremos esmola ou compaixão, queremos apenas e tão somente oportunidade.

 
    

             

 

  

- A alegria e o amor são duas asas para as grandes ações. (Johann Wolf-Gang Von Goethe)

     - O que Deus deseja para nós é que  vivamos em paz e tenhamos pela vida de nossos semelhantes interesse.  (John Ruskin)

   - O esforço espiritual e a alegria que vêm da compreensão da vida caminham de mãos dadas com o esforço físico e o descanso. Sem esforço físico, não há alegria no descanso; sem esforço espiritual, não pode haver alegre compreensão da vida. ( Leon Tolstoi)

 - A alegria do seu espírito é o indício de sua força. (Emerson)

 - A felicidade e a calma não estão nem dentro e nem fora de nós – Elas estão em Deus que está dentro de nós. (Blaise Pascal)

               

                
FUNDO DE PALCO
         Neide Freitas Gutterres
                

                                                            
                                                    Tempo passado

   

  

      

  Sabemos que numa relação ou convivência, uma palavra ou gesto poderá desencadear alterações nas cabeças das pessoas. Uma ideia provoca às vezes outra atitude ou reação, da qual não imaginamos, mas podemos presenciar.
  Imagino até que uma volta à arquitetura antiga  poderá nos intrigar sobre a maneira de ver o mundo e nos ativar à novas atitudes.
 
Por que as portas e janelas se abriam para dentro, sempre por trás das grossas paredes? Mesmo quando grandes e suntuosas nos pareciam acanhadas, reservadas e mais centradas.
  Hoje com novas fachadas em geral são de vidro, janelas que se esgarçam para os lados, encobrem suas arestas, são às vezes mais suntuosas. Ostentam seu brilho diminuindo até a sua mão de obra. Só precisamos de cortinas para quebrar a vazante claridade.
 
Por isso, elas são frágeis e ao mesmo tempo poderosas.

       Os tempos mudaram? 
 
      Só isso?
 
      A arquitetura evoluiu?
 
      Quanta beleza!
 
      Ontem ou hoje? 
 
     Vamos pensar: Não só em janelas, exercitando os braços em fechá-las e abri-las repetitivamente. Mas nas janelas de nossas vidas.   Com as cortinas abertas as oportunidades  são muitas através do vidro.
      As antigas janelas escondiam ou resguardavam nossa individualidade. Você poderia estar mais protegida.
     Quer viver envidraçada?
     Então nunca olhe para fora, abrindo cortinas, antes de averiguar que tudo aí dentro esteja digno de ser visto.
     No conviver do dia a dia pensamos que somos capazes de conhecer bastante da vida, por  achar isto ou aquilo dos outros e de nós mesmos. Confesso. Eu não sei o que poderei ser diante de minhas variadas reações. Sei que conquistei vários momentos de “estar em mim”. Nesses encontros percebi o mais longe que pude ir. Achar a maneira mais plausível de estar diante do mundo repleto de segredos.

                                     



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