Pág.6-Nº132-Nov/10

 

                           

                       

                 Jambeiro  Flor e  Dor 

 

                                           

Todo ano  é o  tapete que se instala,
Mostrando a primavera  em seu  fulgor.
Em meio às flores, só glamour e graça,
Tomando de fascínio e beleza a  praça.

 
Enfeites coloridos,  sem compromisso,
Rolam e dançam, abraçando  o vento.
Quanta alegria num jambeiro em flor,
Ao   esbanjar tanta  magia e  esplendor!

 

Para mim, todavia,  vez das  flores,
No  espaço triste  de minha alma,
Bastaria, mero tapete de ilusão,  
Restaurando quimeras  que se vão.

 

Muitos  sonhos  fogem,  a caminho,
Arrastando  do coração todo  alento,
Deixando  almas tristes e sofridas,
Na busca aflita  de ilusões perdidas.

 

Tal  jambeiro que  na primavera,
Ao perder na alma a  força viva...
Não  faz  tapetes,
Não abraça o vento,

Não adorna  a praça,
Não tem mais  vida...





 

       

Alegria Alegria

 

                                                            

Hoje sorri para o mundo.
O sol entrou pela minha janela,
alegrando meu coração.
Meu céu está brilhando intensamente.
Meu canto de alegria ecoa pelo ar.
Sou capaz de dançar na chuva,
molhar meus cabelos, sapatear,
somente ouvindo as batidas
do meu coração.
Quando estamos felizes,
vemos tudo colorido.
Hoje me senti assim. Viajei nas
nuvens branquinhas, branquinhas.
Passeei por jardins floridos
sentindo o aroma da brisa suave
que exala das flores.
Caminhei por galáxias imaginárias
deixando em cada uma delas a
minha alegria, a minha mensagem.
Quando estamos felizes, tudo se torna alegre.
Temos um tesouro escondido no peito.
Vejo a vida brilhando por entre
pedras faiscantes e me encanto.
O céu se tornou um eterno arco-íris.
Abracei o mundo contente por tudo
de bom que tem acontecido.
O meu dia de hoje é assim. Só alegria
e felicidade. Que bom!


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