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Todo ano é o tapete que se instala, Mostrando a primavera em seu fulgor. Em meio às flores, só glamour e graça, Tomando de fascínio e beleza a praça.
Enfeites coloridos, sem compromisso, Rolam e dançam, abraçando o vento. Quanta alegria num jambeiro em flor, Ao esbanjar tanta magia e esplendor!
Para mim, todavia, vez das flores, No espaço triste de minha alma, Bastaria, mero tapete de ilusão, Restaurando quimeras que se vão.
Muitos sonhos fogem, a caminho, Arrastando do coração todo alento, Deixando almas tristes e sofridas, Na busca aflita de ilusões perdidas.
Tal jambeiro que na primavera, Ao perder na alma a força viva... Não faz tapetes, Não abraça o vento,
Não adorna a praça, Não tem mais vida...
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