Pág.7-Nº132-Nov/10

                  

                      Grupo da Morte

   

      

   

   Lá pelos anos de 1912, existiram em nossa região muitos ladrões de cavalos que tinham por proteção um homem político residente em Palma chamado Firmo de Araújo Pereira, nome que impunha terror em toda parte. Político respeitado na zona mineira, com prestigio até com pretendentes à Presidência  da  República. Os roubos de animais praticados no Estado do Rio eram levados para a Fazenda Fortaleza e Morro Azul no Município de Palma de propriedade de Firmo de Araújo Pereira, onde fazia aumentar o seu rebanho. Diversos soldados morreram quando pretendiam prender os ladrões.
  
O bando de ladrões de cavalo agia em Pádua, Aperibé, Itaperuna e Laje do Muriaé. Miracema era o lugar que mais sofria com a atuação dos facínoras, por ser fronteiriço com Palma onde residia Firmo de Araújo Pereira. Além de praticarem o roubo, ainda atacavam as famílias e violentavam as moças, sempre com ameaças e extorsões. O povo todo apavorado com tantos roubos e mortes começou a reagir.       
  
Em Laje do Muriaé que também sofria com tantos roubos, um homem chamado Manoel Laxe Gouvêa de Mendonça com mais outros fazendeiros, isto já em julho de 1912, mais outros que foram incorporando ao Grupo que passaria a se chamar GRUPO DA MORTE.  Foi criado para fazer justiça com as próprias mãos aos ladrões de cavalos e malfeitores por saberem que as autoridades não tinham forças para reprimirem aquele vandalismo.
 
Disposto como estava, Capitão Laxe foi à procura dos prejudicados e organizaram um plano arriscado e no maior sigilo arranjaram armas e munições. Em  poucos dias, começaram a matar os bandidos que estavam mais perto do seu alcance. Outros fugiram apavorados. A patrulha foi no encalço, matando-os  e os deixando pelas estradas. Foram mortos mais de 40 ladrões.
  
Firmo de Araújo tinha um filho que era tratado de Firmozinho e que cometia as maiores atrocidades. Foi morto em uma emboscada no lugar chamado Volta Fria por dois miracemenses 4 meses antes de Firmo de Araújo. A policia sabia quem os havia matado, mas fez vista grossa.
  
Para punir os principais culpados, em 11 de julho de 1912, o Grupo arquitetou um plano para invadir Palma e acabar com o principal protetor dos ladrões.
  
Foi feito um entendimento com o Coronel José Barbosa (Zequinha), Combinaram o dia do ataque antes que a policia mineira enviasse tropas em defesa da cidade.
  
No dia combinado, saíram com mais de 30 homens armados para Palma e outros 25 de Campelo, Miracema e Paraíso que pertenciam a Pádua.
  
O juiz local, Dr. Joaquim Rodrigues Seixas propôs um armistício e traria o Coronel Firmo para parlamentar com o Grupo, o que causou desgosto e surpresa a todos, pois a proposta era ridícula. 
  
Foi escolhido pelo coronel Laxe a casa onde morava o padre, por estar  localizada no alto, um ponto estratégico. Mandou que o padre procurasse um hotel e lá ficasse por conta da caixa da coluna.
  
Firmo de Araújo era presidente da Câmara de Palma do Estado de Minas Gerais. O juiz de direito se prestou ir à fazenda de Firmo para buscá-lo sob garantia das autoridades para parlamentar com o Grupo. Laxe já tinha escalado dois homens: João Machado e Barroso para que chamasse o Juiz a parte, em particular, para não ser atingido, enquanto Barroso aconselhava o Firmo para não vir.
 
Laxe seguiu pela mesma estrada da Fazenda da Praia para acompanhar os homens na emboscada, onde foi assassinado Firmo de Araújo Pereira com 5 ou 6 tiros de carabina, tendo sua cabeça  despedaçada. Ficou abandonado e estendido na estrada por mais de dois dias. Alguns dos capangas se entregavam às autoridades pedindo garantia, mas mesmo assim eram perseguidos e assassinados.

Com a chegada de um trem de ferro com a força policial mineira, Laxe e seus seguidores rumaram para a fazenda do Zequinha Barbosa por uns dias, dali rumando para Laje do Muriaé. Depois se apresentou às autoridades, sendo absolvido por dois tribunais.

A Rua Barroso de Carvalho, antigamente, era denominada Firmo de Araújo Pereira.

Este é apenas um resumo da história devido à falta de espaço para contar nos mínimos detalhes mais atos praticados pelo Coronel Firmo de Araújo Pereira.

 



 

 

   
      

                            

Lavar as mãos: não só em tempo de Superbactérias

 

    Um ato simples e barato, porém de grande importância para a prevenção de várias doenças é o que muitas pessoas não sabem: lavar as mãos com água e sabão. Podem-se evitar doenças como gripes, resfriados, conjuntivites, pneumonia, diarréias.
  
“Temos milhares de bactérias no corpo, algumas naturais ou não”, conta o médico infectologista Marcos Antonio Cyrillo, da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Ao lavarmos as mãos, diminuímos a quantidade de microorganismos nelas. Assim, reduzimos a contaminação e a chance de nos infectarmos com doenças como poliomielite, hepatite e pneumonia”, explica o especialista.
  
De acordo com a pesquisa Hábitos de Lavagem de Mãos, encomendada ao Ibope pela marca de sabonete Lifebuoy, da Unilever, cerca de 1/3 das mães não consideram lavar as mãos um hábito de boas maneiras. Cerca de 40% delas revelaram que os filhos lavam as mãos apenas três vezes ao dia, um número muito baixo para manter a higiene.

   Dia Mundial de Lavar as Mãos

  Foi lançado em 2008, o Dia Mundial de Lavar as Mãos, em 15 de outubro, e é um evento que busca ressaltar a importância do ato em diversos países. Em 2009, mais de 85 países, principalmente na Ásia e África, promoveram eventos em escolas para conscientização das crianças. Em 2008, um evento em Bangladesh, na Ásia, entrou para o livro dos recordes: 75 mil escolas e 15 milhões de pessoas foram visitadas e aprenderam os benefícios de esfregar dedos, palmas e unhas com água e sabão, sendo o maior número de pessoas lavando as mãos ao mesmo tempo.
 
No Brasil, o Dia Mundial de Lavar as Mãos foi comemorado este ano pela primeira vez.

   Qual a receita para lavar as mãos direito?

  O ato de lavar as mãos deve privilegiar toda a superfície das mãos, incluindo o dorso, a palma e os dedos. Deve durar, no mínimo, 30 segundos. De acordo com  Marcos Antônio Cyrillo, para lavar as mãos deve-se “tirar anéis, relógios e pulseiras e lavar toda a mão”. O especialista também orienta fechar a torneira protegendo a mão com a toalha de papel, evitando o contato direto com o metal ou plástico.
 
Já para ensinar as crianças, a dica é não botar medo de doenças. Use sempre exemplos positivos, como o valor da higiene ou o perfume bom do sabonete. Você pode até mesmo inventar algum jogo, usar sabonetes coloridos ou com formas de animais.
 
“Adultos também têm de ser estimulados e treinados  em métodos de higiene, para não pegarem doenças”, finaliza o infectologista.
 
É importante lembrar também que a água deve ser usada de modo consciente. Feche a torneira enquanto ensaboa as suas mãos.

                    

 Regina Célia Titonelli Nunes           
 Comunicador Popular da Pastoral da Criança

 



 

  Casa Branca 

   Na escolha fico com a branca. Por quê? Porque eu sempre morei em casas brancas
e elas foram meus ninhos. Do nascimento até o casamento foram três, todas brancas
por fora e por dentro. Acredito que nas décadas de 30 e 40 a cor não era muito usada na
decoração das casas. Parando para rever as casas dos parentes... sim eram todas brancas
por fora e por dentro.
Casada  também morei em casas brancas em Miracema, na fazenda e na volta à
Miracema na casa construída por nós.
Viúva,aluguei dois apartamentos pintados por mim com  tinta branca. Quando
finalmente reformei o imóvel que me coube na herança do papai aceitei a sugestão da
arquiteta de pintar a parede de cor-de-rosa para servir de cabeceira para minha cama.
Casa para mim será sempre branca, com uma parede rosa na cabeceira da cama...

 


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