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Tema: Finados.
A chuva cai nesse dia, Lágrimas são derramadas. Finados: melancolia, Lembrando vidas passadas.
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Vejo flores esparramadas, Representando igualdade. Pros túmulos são levadas. É finados. Que saudade!
Tema: Bandeira (19 de novembro)
Sou patriota e me ufano Da Bandeira brasileira. Num retângulo de pano, Bordo a minha Pátria inteira.
Tema: Regresso
O infinito eu atravesso, Pra vê-los na eternidade. Jamais haverá regresso, Esta é a mais triste verdade.
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No caderno “ELA”, do jornal O Globo do mês de outubro passado me surpreendi com a moda atual do verão, toda voltada para os anos cinqüenta. Folheando as páginas, fui lembrando o tempo da minha adolescência. Os vestidos eram rodados, cinturas bem marcadas, finas, saltos altíssimos como os de agora e também o estilo de roupas colantes, realçando a silhueta. Até maiô inteiriço como a da belíssima e quase Miss Brasil, Marta Rocha. A verdade é que me senti novamente jovem ao deparar com a “novidade” do novo figurino da próxima estação. Certa vez me perguntaram por que eu mantinha minhas crônicas sempre com o mesmo titulo: Lembranças. Volto a repetir: é importante recordar fatos ou o dia a dia da historia da vida. Como é gratificante poder relatar acontecimentos. Tenho certeza de que inúmeros leitores se identificam também com eles. No final de outubro, minhas reminiscências foram aguçadas, vieram à tona passagens indescritíveis da época do Colégio Miracemense. Recebi em minha casa quatro amigos e ex-colegas meu e do Lauro. Com o tempo, à procura do futuro, cada um foi à cata dos seus objetivos. Assim aconteceu. Com o passar dos anos um a um achou seu caminho e completou sua historia que começou com amizade sadia e de jovens do internato e externato do Colégio Miracemense (Instituto de Educação de Miracema). Esse era dirigido por Dr. Silvio Freire e sua esposa professora Mirtes Costa Freire. Esses quatro amigos viveram anos aqui nesta terra amada – Miracema – e nunca a esqueceram. Foram embalados por sonhos da juventude e aproveitaram tudo o que lhes era oferecido. O esporte elevava o Colégio perante os outros Educandários da Região e o professor de Educação Física Manoel Soutinho da Cruz era o responsável pelo brilho dos atletas no basquete e vôlei. Na vida desses jovens, outras pessoas marcavam seus dias, o professor Genserico Câmera Castro (Nésio), o senhor Manoel de Oliveira, proprietário da Torrefação de Café e o ex-prefeito Jamil Cardoso. Eles os acolhiam em suas residências nos finais de semana a fim de que os “nossos meninos”, como diziam, pudessem estar bem para o jogo de futebol pelo clube Tupã, pois eram os Diretores do Clube. Para isso, esses jovens tinham que ter permissão de saída do internato e essa era concedida pelo professor Paulo Costa (chefe de disciplina), de acordo com o dia a dia de estudo e o procedimento deles. Isso também incluía o permitido para os bailes (baladas) que por ventura coincidissem naquele final de semana. Cada um desses jovens procurou seu destino: Antonio Pinheiro, nascido em Itaocara, formou-se em advogado e mais tarde passou a Juiz de Direito e depois de aposentado: escritor. Residente em Niterói. José Domingues, mineiro de Pirapetinga, médico, durante muitos nos dedicou sua vida clinicando na Casa de Saúde Pio XII, em Santo Antonio de Pádua. E vive atualmente no Rio de Janeiro. José Lima Souto, médico, miracemense de alma e coração, irmão do grande cirurgião cardiologista do Dr. Glasdyston Souto. Reside no Rio de Janeiro. É um saudosista e amante da vida que teve em nossa terra durante sua infância e juventude. Sebastião França, filho de Porciúncula, proprietário de Cartório, residente em Niterói. Minha casa se encheu de alegria ao recebê-los e se completou ao relembrarmos os tempos que jamais se apagarão de nossas memórias. Para acompanhar nossas recordações na manhã daquele dia, uns trouxeram fotos e para um maior reencontro vieram estar conosco outros ex-colegas: Amância Lima Alves e Zica, Dr. Ney Menna Gutterres e Neide e Dr. Renato Faver. Assim foram passando àquelas horas agradáveis e seguindo nossas lembranças ao som do CD da orquestra Severino Araújo lançando no ar músicas que faziam reviver o tempo que jamais será esquecido. Nossas conversas eram de recordações e sorrisos que muitas vezes faziam os olhos lacrimejar. Amigos, não imaginam o esforço que fiz para não chorar, tamanha a falta que senti do Lauro, que veio de Angra dos Reis e os encontrou no internato, fazendo uma bela amizade. Procurei não estragar a viagem de vocês de volta as reminiscências, engoli o choro, pois a lembrança da convivência entre amigos foi de felicidade, enquanto estiveram no internato e mais tarde nos encontros pela vida. Mas, tenho certeza de que Lauro esteva presente entre nós e a alegria dele lá do alto em vê-los me procurar, juntou-se à minha e a dos meus filhos, pelos momentos inesquecíveis de amizade e companheirismo. Por várias vezes pareceu-me ver José Lima Souto no gol, José Domingues na lateral esquerda e Lauro como centro avante, no Estádio Plínio B. de Barros (campo de futebol da Rua da Laje) envergando a camisa vermelha do Tupã. Visualizei a quadra do Colégio e eles juntos com Sebastião França, disputando vôlei e basquete contra alunos de Educandários vizinhos, lutando pelo nome do grande e imorredouro Colégio Miracemense. Por outro ângulo, eu os via no Salão do Aero Clube e no pátio da Escola Dr. Ferreira da Luz nos bailes promovidos pelo Colégio Miracemense. Olhava para Antonio Pinheiro e parecia ouvi-lo discursando por ocasião dos comícios para a escolha da Rainha dos Estudantes como Presidente do Grêmio Lítero Esportivo Ruy Barbosa. Recordo-me do grande incentivador desse órgão, Dr. Felisberto Ribeiro, advogado, professor de latim e português, encerrando sua carreira como Juiz de Direito em Petrópolis. Como as lembranças repercutem. No dia seguinte das visitas tão queridas recebi um telefonema do Dr. Gladyston, dizendo-me da satisfação dos amigos em terem vindo até Miracema. Seu irmão Dr. José Lima Souto já o havia informado da “aventura dos quatro amigos”. Como disseram, foi uma aventura de saudade e ficou combinado um novo encontro, porém com mais ex-colegas. Glasdyton disse muito bem: “esses acontecimentos fazem bem a alma”. E como fazem meu amigo! Agora, é aguardar uma nova reunião e matar mais um pouco a saudade. O tempo corre rápido e não podemos perdê-lo, vamos envolvê-lo num papel de seda bem colorido e guardá-lo em uma caixa cuja chave ficará na “lembrança” de cada um e só ela poderá abri-la a fim de revelar o conteúdo. E assim, amigos visitantes dos sonhos da juventude, vamos vivendo e esperando a saudade apertar a fim de nos vermos outra vez. Obrigada pela lembrança maravilhosa de voltarem aos anos cinqüenta e revivermos os momentos que deixaram marcas de amizade. Uma doce, suave e eterna lembrança.
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