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ABRIL DE 2009 ANO VIII Nº-113 - MIRACEMA-RJ- |
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"A Sabedoria é a Maneira de Ver as Coisas"
Meu olhar fica perdido buscando em vão respostas que não consigo encontrar. Cada um é um e tem o seu lugar marcado na comunidade em que vive. É necessário reconhecer o valor que está inserido na vida do outro. Valorizar outras maneiras vivenciadas por alguém é reconhece nele a capacidade existente que é emanada dos dons de sua propriedade. Observar as estrelas e saber que se pode escolher uma ou quantas couberem em nossas mãos, mas reconhecer que o outro pode também apanhá-las com um olhar diferente do nosso para iluminar a sua caminhada. O que está faltando em nosso mundo é justamente reconhecer que os talentos não nos pertencem somente, mas fazem parte integrante de todo o ser humano. Qualquer um descobre caminhos sublimes que se abrem e promovem ações contínuas, abrangentes que passam a ter o significado de um trabalho glorioso em todos os segmento de nossa sociedade. Lembremos de que podemos poluir um ambiente com a nossa mente negativa, mas também purificá-lo com a luz que emana do nosso olhar cheio de esperança e confiança, acreditando firmemente que se eu posso o outro também há de poder. É questão de oportunidade. Você aceita o outro como ele é? Acredita no potencial gerado pelos dons desenvolvidos por ele? Então receba nossa Rosa que se abre cheia de vida para enfeitar a sua, também, cercada de dons que bem utilizados, certamente, contribuirão para que haja um mundo mais humano, mais digno, mais positivo, porque: "A sabedoria é a maneira de ver as coisas".
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Editorial
Arte, Fé e Beleza
Na Sexta feira Santa houve no adro da Igreja Matriz uma solene encenação organizada pelos jovens de nossa Paróquia. Foram momentos de emoção, repetindo cenas vividas em cada estação que representava a Via Sacra. Os jovens esqueceram os próprios nomes e incorporaram com todo o sentimento os personagens vividos. Um visual maravilhoso foi criado de acordo com a realidade dos espaços oferecidos e do material que possuíam. Adaptaram um cenário com criatividade e tudo gerou espiritualidade. Os efeitos emanados pelos sons e luzes despertaram angústia e dor aos que assistiam à solenidade. Uma voz belíssima narrava cada passagem. Ela encantou, comoveu e deu mais realce ao que estava se passando. Mesmo de pé, o povo não se cansou. A cada ano o tema é o mesmo - A Paixão de Cristo. Mas envolve novos cenários e novos enredos que levam a plateia à total comoção e a sentir o que Jesus sofreu: traição, injustiças, desprezo dos discípulos e os bárbaros sofrimentos. Da varanda de minha casa pude testemunhar o trabalho de cada um. Horas e horas, dias e dias ensaiando, obedecendo às orientações do diretor artístico que revia cada gesto, cada passo exigido pelo roteiro preparado pelos jovens. Eles esculpiam em suas falas as imagens angustiantes que cortavam o silêncio existente no lugar reservado à encenação. Parabéns, jovens, guerreiros de Cristo! Nossa comunidade cristã agradece os seus esforços. Acreditem: a última estação foi realmente um clarão anunciando uma feliz Páscoa para todos os que viveram esse momento de arte, fé e beleza. |
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Miracema
Cidade que a Todos Encanta
Pensei que somente eu e alguns poucos miracemenses ausentes, além daqueles que aqui vivem, fôssemos apaixonados por esta encantadora terra. Puro engano. A cada momento somos surpreendidos por uma "declaração de amor", feita em forma de poema e até mesmo de uma canção, em sua homenagem. E foi assim que, em setembro de 1953, durante a "Semana da Pátria" daquele ano,, trouxemos – eu e meu primo Haroldo Barbosa Bastos - dois amigos de Niterói, para desfrutarmos,, aqui e na Fazenda Cachoeira, aquele período de descanso escolar. Eram ele Banaiote Gazal e Adalberto Savastano, este, infelizmente, já falecido. Aqueles amigos, que só conheciam as chamadas cidades grandes, se encantaram de tal forma com a nossa Feliz Cidade e seus habitantes, que não se cansavam de cantar, em prosa e verso, as belezas locais e o encanto das jovens que, dengosamente, subiam e desciam a Rua Direita (era um hábito da época), possivelmente em busca de um amor ou mesmo de um simples "flerte"... E foi neste clima de verdadeiro êxtase, que o Baionote, num incontido impulso de sua alma e de seus sentimentos poéticos e musicais, escreveu e musicou esta canção a que deu o nome de:
CIDADE QUE EU NUNCA ESQUECI.
Baionete Gazal Cidade que eu nunca esqueci Com seu ar que embriaga Bem provincial Cidade que eu nunca esqueciTem jardim bem cuidado E um lindo palmeiral!
Que tem moreninha dengosa Que vem toda prosa Passear na calçada Passeia pra lá e pra cá, Subindo e descendo A Rua Direita Se a gente arrisca um olhar E convida para amar Ela vai, não aceita! Banhar-se na Lagoa Preta Vir todo molhado pro boteco da esquina Cidade que não esqueci
Que hoje lhe vê mulher E ontem viu menina Com ruas, sobrados antigos Uma velha estação E um antigo cinema Seu nome inda guardo comigo Seu nome inda lembro – Minha Miracema
Se quiser passar bem suas férias Vá pra CACHOEIRA, ouvir água cantar E se fizer noite de luz, Na beira do riacho veja a lua brilhar E quando a cidade à tardinha Nas ruas,nas casas a sombra aparece Gisleine, Juneida e Neinha Vão à Capelinha fazer uma prece
Ave Maria, Ave...
Talvez por estes mesmos sentimentos, dentro do meu coração guardarei, para sempre, este nome querido: MIRACEMA!
( KK Mello é Miracemense, Advogado e Atísta Plástico ) |
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