Pág.3-Nº113-Abr/09
                                                                                                 ABRIL DE 2009
        
                                          
                                                     ANO VIII Nº-113 - MIRACEMA-RJ-                                                                                                                                    
                                   


AMEAÇA DE ANARQUIA

 Todo indivíduo é obrigado a colaborar com a comunidade em que vive e não pensar apenas em sua satisfação pessoal. Grande parcela de nossa população adolescente quer ser diferente, adquirir personalidade social própria, voltada para o gozo em curto prazo e a qualquer preço. No seu rastro deixa sua assinatura destruidora tentando se livrar do desagradável sentimento de ser ninguém.
 
Já destroçaram todas as caixas de lixo dos postes da cidade. Sua última investida aconteceu durante a tempestade no dia primeiro de abril com gritos que pareciam vindos do passado, dos pântanos da época medieval, um ruído surdo acompanhado de verdadeira farra dentro do chafariz da Praça Dona Ermelinda. Em seguida, num ato de vandalismo próprio de desajustados, arrancaram e quebraram parte do patrimônio público, enfeites especialmente confeccionados que embelezavam os adereços do conjunto arquitetônico.
 
Criados e sustentados pelos impostos da sociedade que trabalha, vivem para diversão e ócio. Pilotando suas bicicletas, eles atropelam, machucam, fraturam, podendo mesmo até matar, e com elas nas calçadas já fizeram e vão fazer ainda muitas vítimas. Pilotam-nas sem medir as consequências na certeza da impunidade. Respondem com impropérios e palavras de baixo calão a quem ousar chamar-lhes a atenção, ameaçando agredir fisicamente. São os donos das calçadas, das ruas, das praças, de todos os logradouros da cidade. Quando crianças só conheceram gritos e espancamentos, não receberam educação no lar, cresceram sem carinho e afeto, sem respeito ao próximo e ao patrimônio alheio, sem instrução, na maioria das vezes produtos de uma gravidez indesejada e irresponsável. Independente de sua situação social eles são o resultado de lares mal formados e desestruturados, onde a promiscuidade, a falta de higiene, de amor, de religião, o palavreado de baixo calão fizeram parte da rotina. No jardim da praça e nas ruas são logo reconhecidos pela gritaria pornográfica que inunda os ambientes. E assim vão crescendo de qualquer maneira, tornando-se sério problema social, completamente despreparados para nos substituir, enfrentar e vencer as dificuldades da vida, sem condições de colaborar e participar no progresso de nossa comunidade.
 
Excetuando as crianças que ainda podem ser educadas, nossos bárbaros tornam o trânsito caótico. Aqui entra a obrigação das autoridades do município no papel imprescindível de exigir habilitação e providenciar recursos para combater as causas da ilegalidade. Para isto pagamos nossos impostos, que não são poucos. E mais: em qualquer dia, em qualquer hora, temos comemorações e festas em abundância, despejando nas ruas e praças sons absurdamente estridentes até alta madrugada, num desrespeito ostensivo ao cidadão comum que trabalha e à lei do silêncio. Orgulhar-se de possuir o "melhor carnaval da região" bagunçando o centro da cidade é um orgulho inconsequente (as cidades vizinhas já sentiram este problema, têm carnaval precário e não fazem questão destas comparações). As "diversões" noturnas facilitam a propagação dos tóxicos e do sexo ilegítimo e irresponsável, que destroem o indivíduo e a família, que difundem as doenças sexualmente transmissíveis com a contaminação de toda a descendência de uma geração e das seguintes. É um crime contra a humanidade! A reprodução livre não deveria fazer parte dos direitos humanos. Quando a coisa complica pedem socorro à mesma sociedade que desrespeitam.
 
Povo e autoridades têm a obrigação de zelar pelo patrimônio público, proibindo as bicicletas nas calçadas, fazendo valer a lei do silêncio, inibindo toda e qualquer tentativa de subversão da ordem, com o apoio irrestrito dos membros da comunidade. Não pode haver concessão em questões de princípios: o seu direito começa quando termina o meu porque o que é meu é meu, o que é seu é seu e o que é do povo é do povo. Ou se instaura a moralidade nos costumes e a responsabilidade nos atos, ou haverá um desastre social!
 
Não podemos aceitar tudo isso sem protesto! Já fomos apelidados de Miraconha e Miraína. Ninguém se doeu pela ofensa. Agora destroem mais um bem público. Onde vamos parar? Nas peças destruídas está uma parcela de nossos impostos. Merecemos ressarcimento na identificação dos irresponsáveis e que sejam proibidas as bicicletas nas calçadas. 
 
Com a palavra o Legislativo e a polícia.



 A Arte de Escrever. Torna-se necessário, pois, recomeçar. Mas, quantas vezes? Tantas quantas considerar que pode fazer melhor. Refundir, refazer não é sinal de impotência; ao contrário, é prova de talento. Nem todos são capazes de perceber o que é preciso retocar nem como se faz necessário retocar. É já escritor quem reconhece que pode escrever melhor. Só um espírito superior reconhece o que lhe falta. Imponha um trabalho a um autor medíocre, e ele não irá longe. Tão somente o bom autor corrige, porque ele continua a ver o que os outros não percebem. (Antoine Albalat. O trabalho do estilo).
 
 Minha ambição é dizer em dez frases o que o outro qualquer diz num livro. (Frederico Nietzsche)

 
O que é difícil não é escrever muito: é dizer tudo escrevendo pouco. A concisão e a brevidade, virtudes gregas são meio caminho andado para a perfeição. (Júlio Dantas, a Arte de Escrever).

 Escrever bem e ao mesmo tempo pensar bem, sentir bem e expressar-se bem. É possuir talento, alma e bom gosto ( Buffon, Discurso sobre estilo, pronunciado na Academia Francesa).

                               

          

Parabéns, Cara da Rua!

 Hoje, afasto-me das viagens imaginárias em que às vezes mergulho, para ressaltar, ou reverenciar uma organização fantástica e valiosa.
 
Valeu a pena apressar-me com a farofa que estava preparando para o almoço, para olhar o que estava acontecendo à minha volta: Assistir a apresentação do Grupo "Cara da Rua".
 
Este Grupo levanta uma bandeira, expressando-se com o corpo, brincando com o ritmo e nos encantando com a presteza de suas coreografias.
 
Vocês não só, são Cara da Rua. São Cara da Terra, Cara do Sol, Cara da Lua. Canalizam suas potencialidades para o belo e mostram do que são capazes. Constantemente embelezam festas, arrancam aplausos e transmitem emoção! Qual foi a minha ao vê-los.
 
Estão nas "Paradas". Continuam sendo parte do que é de bom na cidade, contribuindo para uma linda história.
 
É maravilhoso ter algo de bom para falar, para apreciar e valorizar!
 
Vocês prescrevem uma receita energética sem contra indicação, provocando reações adversas, dependendo da variação da sensibilidade individual.

Avante! Vocês acontecem!

 
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