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Tema: Esperança
Tenha sempre esperança. Realidade vai chegar. Quem espera sempre alcança, o que está a desejar.
Tema: Presente
Melhor que ganhar presente, é poder oferecê-lo. Um olhar todo sorridente, Sinto em meus olhos tê-lo.
Tema: Loja
Crianças olham fascinadas, tremendo de tanto medo. São ilusões enterradas, na loja, e em todo o brinquedo.
Tema: Chuva
Dentro do peito guardamos, Os gestos da natureza. Agora, a chuva saudamos: Gotas espalhando riqueza.
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Por causa do horário de verão tive oportunidade de assistir à passagem do ano duas vezes, no intervalo de 60 minutos. Agradecer a Deus nunca é demais e essa mudança no calendário me deu mais tempo de reflexão. O ator e escritor Miguel Falabella disse: “O Ano Novo é um livro em branco, intocável e virgem de um novo tempo”. Espero chegar ao final de 2012 preenchendo todas as folhas do livro da minha existência e deixar nelas as marcas do que vou passar no “novo tempo”. Vi o término de mais um ano e meu interior se iluminou de alegria, pois vivi intensamente. Todos os dias que ficaram para trás. Fiz uma retrospectiva de tudo e me curvei diante das dádivas recebidas, apenas restando–me dizer: Obrigada, Senhor! Às vezes me perguntam se não tenho problemas. Isso porque procuro estar sempre sorrindo, ou melhor, bem humorada dirigindo uma ou outra palavra a alguém. Então, respondo: Que a minha fé e força são maiores que tudo; e assim vou eliminando o que vem de triste e remediando o que não gosto. Acredito: são as bênçãos que recebo do céu em todos os instantes de minha vida. Após assistir as festividades por todos os lugares passados pela TV, fui me recolher e no silêncio do meu interior orei pelas pessoas tão empolgadas que vi na telinha. Senti que a alegria delas era momentânea, carnavalesca. A maioria das almas – vazia, contando com as suas crenças e outras nem isso, descrentes, achando até que o dia 1º do ano seria igual aos demais anteriores. A euforia não deve ser em horas, minutos, mas para sempre, mantendo a chama viva da esperança e sorrindo para a vida. Parece que certas pessoas se abandonaram na música de Zeca Pagodinho: Deixa a vida me levar/ vida, leva eu... Tenho certeza de que a vida tem de ser direcionada, primeiro pela fé que abre as portas do espírito e em seguida pela aceitação e paz a tudo que vem de encontro ao nosso viver. O dia hoje começou como qualquer outro, mas não é por isso que vou encará-lo diferente. Saí para ir a padaria e o relógio marcava quase dez horas. Chovia, percebi então, que as pessoas ainda dormiam e somente eu caminhava pela calçada molhada e esta retratava nas poças d’água minha imagem. Andei bem devagar e pude observar a rua deserta, as casas fechadas e imaginava como os seus moradores teriam se preparado para enfrentar o novo ano. Somente uns cães perambulavam à procura de restos de alimentos. Por momento, pareceu-me ter ficado sozinha em Miracema. Foi, então, que vi ao virar a esquina do quarteirão mais alguém. Ele saia de casa com seu jeito peculiar a fim de cumprir seu juramento: atender a todos que precisassem dele: Dr. Ney Menna Guterres. Aí, sorri e agradeci a Deus pela existência dessa pessoa dedicada, incansável, disponível a todo instante para os que o procuram. Dr. Ney, é o alívio para nossas dores, é o sol que irradia em nossa alma na esperança de seu atendimento tranquilo e amigo. Pensei: Como o Senhor mostra que num dobrar de uma rua úmida pela chuva miúda que caía, tinha dado lugar à claridade na pessoa de um miracemense tão especial. Finalmente senti o “livro em branco” que se referiu Falabella, como sendo o novo tempo. Na 1ª página do meu livro neste ano, quero deixar a gratidão e amizade de nossa família a esse médico Patrimônio de Miracema, cuja alma veio ao mundo para se dedicar ao próximo, sem hora, sem dia e sem noite. Que Deus o abençoe sempre e o ilumine para poder atender a todos com sabedoria e conhecimento. Fiz o retorno para casa e quando cheguei ao portão, deparei-me com vários pardais pipilando e voando desordenadamente. Eles faziam uma enorme algazarra. Barulhentos, intrometidos, entravam e saiam pelas janelas e portas sem permissão. Lembrei-me dos periquitos e fui olhar no pequeno viveiro. Percebi que lá estava só o Chiquinho, pulando de poleiro em poleiro e se lavando no bebedouro. Procurei seu companheiro, o Toinho. Que surpresa! O periquitinho estava no ninho sobre três ovinhos. Após quase dois anos, é que descobri que Toinho não era Toinho, mas sim Maricotinha. Durante esse tempo, ela esperou para aparecer de repente como “mamãe”. Fiquei a pensar como a força da natureza é ativa e determina a organização dos seres quando ela bem aprouver. Maricotinha choca futuros filhotes que ainda estão à espera da eclosão e, também, içar voo para o mundo, embelezando a natureza. Enquanto o milagre da vida está se fazendo em uns, outros, talvez, maltratados pelo pouco cuidado que tiveram, não presentearam o ano novo com a sua beleza, como a coroa imperial que sempre colore e enfeita a minha varanda em sua delicadeza salmon - alaranjado. Este ano iniciou e não pude acariciá-la e nem conversar um pouco com ela. Isso acontece porque essas flores são minhas confidentes na alegria, irradiam a cor do sol e as admiro como vida. Como já disse nunca perco a esperança e a fé, creio mesmo que esse retardo delas em desabrochar, foi para me fazer mais paciente e confiante, mostrando-me que tudo tem a sua hora. E, justamente, por estar iniciando um “novo tempo”, como disse Falabella é que vou aproveitar para fazer um lindo buquê de vida: um Médico Patrimônio, Dr. Ney; a espera da flor coroa imperial e a expectativa de novos periquitinhos. Vou acrescentar nele nosso padroeiro Santo Antônio cuja auréola voltou “finalmente” para iluminar sua cabeça e o seu altar cheio de luz. Todos eles acenderam minha alma de alegria e senti mais uma vez Deus sobre tudo isso. Deixo para você, leitor, no 1º dia do ano, um doce, suave e eterno desejo de 2012 de Paz.
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