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Oh, Jesus! Se eu ficar aqui, preocupada Com todas essas arrumações Planejamentos, compras, comidas, Corridas, agradecimentos, Não terei tempo, nem condições Para escrever o Teu poema De Natal, sempre tão especial, Porque mais devolução que oferenda. Por isso, tão apressadamente, Como o fizeram os pastores Ao correrem a Belém, Ou Maria à cidade Das montanhas, Para confidenciar a Isabel Que irias nascer, Aqui venho cantar Minha alegria Por tua chegada ao mundo, E mais uma vez, O louvor se faz prece: Enche-me daquela Boa-vontade-mansidão, Que vieste ensinar ao mundo, Ali feito menino pequeno Na manjedoura pobre de Belém. Mais tarde convidarias os homens Para aprenderem de Ti, Mais com exemplo que com palavras. E alguns , deixando Tudo, te seguiram. Poucos, na verdade, Que sempre buscaste o essencial. E é isso que te suplico Neste Natal: O discernimento Da melhor parte A ser escolhida, Dia após dia, Como o pão nosso que nos Ensinaste a pedir ao Pai; Como o maná no deserto, Na porção exata de cada um. Transforma-me numa bênção Que alegre o Teu coração. Porque para isso nasceste Ensinaste, sofreste, morreste, Voltaste ao céu... Viva em mim JESUS! Quero sempre te adorar.
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