Pag.7-Nº125-Abr/10
 

                  

                                     O POLACA

 

  No mês de Abril de 1999 morre Jair do Nascimento mais conhecido como POLACA , escrevi uma matéria sobre o mesmo , hoje após 11 anos de sua morte volto a repetir .
  Na década de 40-50 , funcionava na praça , onde hoje , por iniciativa popular é chamada de Praça do Marcellino , a firma Marcellino Pereira Tostes . Usava-se como meio de transporte oito carroças de burros que faziam o trajeto , diariamente até a estação da Leopoldina e outros rincões , levando todos os tipos de mercadorias .
  Em uma dessas carroças havia uma mula que se chamava Nobreza , que não precisava que o carroceiro lhe espicaçasse com esporas nem usasse o chicote , ela fazia todo serviço sozinha , apenas com uma simples voz de comando .
  Com a vinda dos caminhões , as carroças foram desativadas , mas a mula Nobreza , que por ter prestado bom serviços por muitos anos , recebeu do Marcellino , homem probo e de visão , o devido reconhecimento .Mandou que a colocasse no pasto , e como aposentadoria , lhe desse milho e ração enquanto vivesse . E assim foi feito .
  No principio desse último mês de abril , morre Jair do Nascimento mais conhecido como Jair Polaca .
  Desde criança sempre ouvi falar do Polaca , jogador de futebol , dono da ponta direita , treinador , e porteiro , alem de engraxar as chuteiras . Tinha como presidente do Miracema Futebol Clube o Chicrala Amim , seu patrão e amigo . Foi fundador da Escola de Samba Chacrinha , e na época do carnaval corria o seu livro de ouro para angariar donativos para a compra das fantasias indo ao Rio de Janeiro , procurava seus amigos Amaro Cordeiro , Venâncio e Veloso das Casas da Banha , atrás de cooperação para sua escola de samba.
  Jair tinha muitas brigas com seu maior adversário , o Calil ,da Unidos no Samba e na Cor , mas no término do carnaval davam as mãos em sinal de amizade .
  Devido as dificuldades encontradas para que continuasse a formar a Escola do Chacrinha , o carnaval de Miracema perdeu parte de sua alegria . Passou o Jair a vender rifa de bola de futebol , para fazer com que o seu minguado vencimento aumentasse para poder sobreviver .
  Assisto o enterro do Polaca , vejo sete coroas de flores e um grande acompanhamento de populares .Em cima do caixão , um chapéu de lebre surrado pelo uso diário . Não escuto o repicar do surdo das escolas de samba .
  Surdos foram os nossos dirigentes que não lembraram de lhe dar condições para que não precisasse vender rifa de bola de futebol , esporte que ele tanto amou , e não seguiram o exemplo do Marcellino , que fez com que até uma mula morresse com Nobreza .



 

 

Pastoral da Criança no Brasil e no Mundo                 

"A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita". MT 9, 37-38

                                             ECONOMIA QUE GERA VIDA

  A Campanha da Fraternidade 2010 é ecumênica, com a participação e compromisso das Igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). O tema, Economia e Vida e o lema "Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mt 6,24), nos propõe refletir sobre a ética no meio econômico.
  Esta coluna terá a palavra do Pastor Dom Aldo Di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba e Presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança.
  Os assuntos sobre economia são complexos. Para entender de Economia é só ver o que faz uma mãe para que o pão chegue em casa e seja suficiente para que todos comam. Desde que mundo é mundo se sabe que sem trabalho não é possível manter uma família. Quem não trabalha não come. E se não há trabalho para todos, como fazer? Economia significa organizar a vida de tal modo que haja oportunidade de trabalho para todos, haja produção de bens, haja desenvolvimento para os cidadãos, haja progresso para o Estado e a Nação. A economia visa a inclusão dos cidadãos com justiça social. Disso depende o desenvolvimento sustentável, tanto das pessoas quanto para o crescimento da cidade e do Estado. Isso tudo só é possível se o Estado planejar metas, garimpar meios e oferecer oportunidades. Isso exige investimentos no capital humano, com capacitação técnica e científica das pessoas e garantia de recursos financeiros. Enfim, é preciso assegurar investimentos na educação, inclusive na capacitação para o trabalho de qualidade.
  A cada ano milhares de jovens são lançados no mercado de trabalho. A maioria não tem condições de ser absorvida. Sabe por quê? Porque hoje se exige qualidade técnica para qualquer tipo de trabalho. Por outro lado, há muita gente que não quer trabalhar. Muitos esperam viver das ajudas que recebem do governo. Quem faz corpo mole nunca vai pra frente. Não basta trabalhar para produzir bens e acumular dinheiro somente para si. É preciso aprender a partilhar a vida uns com os outros, gerando oportunidades. Peçamos a Deus a graça de ser solidários com tantos que nunca foram valorizados, nem tiveram chances para crescer na vida.
  Há muita coisa mal repartida na nossa vida e no mundo no qual vivemos! Isso acontece por causa do egoísmo humano. A começar por nós mesmos, observemos quanta coisa boa nós temos que podem e devem ser partilhadas, abrindo espaço e oportunidades para os outros! Não conseguimos amar a Deus e servir o próximo se acumularmos os bens que passam pelas nossas mãos somente para nós mesmos. Todo bem que Deus nos dá, todo bem produzido deve gerar vida e oportunidades para os que mais precisam e merecem. Isso se chama "economia que gera comunhão".


  Regina Célia Titonelli Nunes - Rede de Comunicadores da Pastoral da Criança




  

    O que é - Simpatia?
  

 

  Que bom combater o próprio preconceito!
  Que lição!
  Há que se remexer e deixar sair o que ainda está arraigado nas certezas certas da zona sul do Rio!
  Casimiro de Abreu? Me inclua fora deste!
  Bem, é o estímulo que me trazem, a professora merece crédito. Vamos lá, leia em voz alta, sou estimulada.
  E... as palavras vem chegando de mansinho e se alojam no meu bem-querer.
  Que bom que hoje estou conhecendo um poema simples, sem rebuscados palavrórios e sinceros na descrição do que é SIMPATIA.
  Fala de olhares numa mágica atração – isso eu conheço, já fui muitas vezes atraída por olhares.
  Fala sobre galhos que se aproximam quando crescidos e que se abraçam – isso eu também percebi em 20 anos de vida rural.
  Fala de almas gêmeas onde o romantismo da época evoca os amantes – isso eu vivi no casamento e em duas amizades.
  Fala das singelezas: canto de passarinho, aroma da flor, nuvens em agosto para finalmente definir que – SIMPATIA – é quase – amor!
  Fui incluída.

 


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