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Vejo-me junto à máquina de arroz e dos sacos empilhados, prontos para serem transportados nos caminhões. No piso do cimento frio, disputávamos jogos de botão e, em seguida, íamos para o quintal. A Máquina de Arroz do empresário Lerário, na Rua Matoso Maia, administrada por Francisco Lima, marido da D. Titita, tinha a casa agregada e o extenso quintal, residência da família. Era o ponto de encontro com os meus amigos de infância, Ronaldo e Francisco (Chiquinho). Lembro-me das suas irmãs, Marilene, Ana Maria, Aparecida e Maria da Graça (Gracinha). A mais nova, Cristina, veio depois. A memória traz a figura da mãe dos meus amigos. D. Titita, sempre alegre, fervorosamente dedicada ao marido e aos filhos, acolhia em sua casa os amigos dos seus filhos cheia de bondade e atenção. Titita é daquelas mulheres que não fraquejam no sofrimento. Diante de algum desafio que a vida lhe impõe, se agiganta na alma e no profundo sentimento de mãe. A máquina de arroz da Matoso Maia era o referencial da Turma. No quintal, ao fundo, havia um pé de jenipapo, cujos frutos saciavam os frenéticos apetites infantis. Religiosa, com raízes fincadas em tradicional família de Miracema, Maria Aparecida Alvim Lima, nossa querida Titita, completa neste mês de janeiro 90 anos de vida permeada de afeto e amor. Determinada nas suas decisões, nunca perdeu a ternura e nem deixou esvair-se do seu espírito a bondade e a doçura da mulher virtuosa. Nessa auspiciosa data, como um dos privilegiados por compartilhar da sua amizade, saúdo com uma singela homenagem a admirável e extraordinária mulher MARIA APARECIDA ALVIM LIMA, nossa sempre querida TITITA.
Parabéns, Dona Titita. José Geraldo Antonio
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