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BENÇÃOS
Quando ouvimos uma pessoa de nossa geração pedir a bênção a alguém em nome de Deus e sentimos que ela é abençoada, somos imediatamente abraçados por uma emoção incontrolável. Divisamos em nossa mente uma luz subir ao céu e descer sobre a vida de quem a pediu. Hoje, infelizmente, os pais não ensinam este valor aos seus filhos. Não se ouve mais as novas gerações pedindo: Sua bênção, mamãe! Sua bênção, papai! O mesmo acontece em relação aos avós e tios... Já não percebemos como antes, a beleza desse gesto tão angelical. No meio de um silêncio espiritualizado, ela saia fortalecida, com mais coragem para enfrentar a caminhada do dia a dia. Era a força da proteção divina. A sombra que antes existia em sua alma, transformava-se em luz, a própria luz de Deus como um prêmio. Era como uma capa de aço que cobria e mostrava um caminho sempre novo. Era uma vestimenta jamais usada, intensa de pureza e segurança. Tenho certeza de que muitos sentem saudade daquele tempo mágico em que recebiam as bênçãos de seus pais. Momentos demonstrando valores que hoje não mais existem. Era um ato de respeito, de fé e de profundo carinho. Provávamos de uma energia sobrenatural que se infiltrava em nossos passos, palavras e maneiras corretas de agir. Pais! Ensinem aos seus filhos a pedir bênçãos em nome de Deus. Vocês terão a feliz oportunidade de dizer: Deus te abençoe, filho (a)! Uma aragem de paz o acompanhará por onde ele for. Muitos afirmam que o gesto de pedir a bênção é brega, já está vencido. Mas, Deus está sempre novo, não envelhece nunca e é por este motivo, que Ele renova as nossas forças. Nós é que envelhecemos e transformamos tudo em velho com as nossas atitudes. Até as coisas boas, santificadas. As graças do Altíssimo suscita o nosso acreditar, abre os nossos olhos para os valores ensinados, não nos deixa mergulhar na escuridão dos abismos. Com o pedido desse amparo, as portas se abrem de maneira segura, para oferecer a tranquilidade celestial. Nosso Pai que está em todas as partes, tornará os caminhos iluminados, livres de empecilhos e obstáculos. A nossa primeira ROSA do ano de 2011 é oferecida aos que continuam abençoando e recebendo bênçãos. Ela é oferecida ainda aos colunistas que constroem com tanta dedicação e responsabilidade cada Edição do nosso Jornal. E de um modo especial aos anunciantes e aos nossos queridos leitores. Que as bênçãos do Menino Deus desça sobre todos. Tenho certeza de que Ele está afirmando: Eu já estou abençoando! É Natal!
GIRASSÓIS
Vi na televisão uma propaganda tendo como fundo de cena uma plantação de girassóis. Encantada, resolvi pesquisar sobre elas no Google. Feliz, com as descobertas, acabei por registrá-las e passá-las para os nossos leitores. Muitas são as curiosidades sobre essas flores, mas a maior delas e a que mais impressiona, é que elas giram buscando a direção do Sol devido às migrações hormonais da planta. Além de muito úteis em todos os sentidos elas estão sendo utilizadas em grande escala nas decorações de vários ambientes. A plantação de flores encanta a todos os que possuem a sensibilidade de perceber o belo e se sentem sempre atraídos pelas maravilhas que a natureza lhes oferece. O nome original dos girassóis é Eliantos. A palavra Elos significa Sol e antos Flor: Flor do Sol. Aprendi ainda, que o girassol significa de cultura para cultura: calor, força, integridade, felicidade, alegria, orgulho e amizade. Para alguns, significa: fama, sucesso, lealdade e longevidade. A sua cor representa felicidade, alegria, orgulho e amizade. Dessa planta tudo se aproveita:
· As flores e as sementes são utilizadas na produção de perfumes, remédios, cremes, velas, óleos, temperos.
· As folhas e flores podem ser usadas no combate de doenças pulmonares e da garganta.
· As raízes e sementes são comestíveis.
· Ter o girassol no jardim dá sorte.
Existem nove tipos de girassóis coloridos. São frutos dos cruzamentos, adaptados às condições climáticas: vinho, rosa, rosa claro, mesclado, limão com o centro claro ou escuro, ferrugem e em forma de raio de Sol. Os girassóis nos oferecem um exemplo de presença. Eles vivem voltados para o Sol. É o que temos de viver: voltar para o nosso próximo. Se olharmos em direção ao nosso irmão, imitaremos essa flor, pois se o nosso olhar estiver para ele direcionado, sentiremos a sua necessidade, tanto material como espiritual. O ano de 2011 está iniciando. Nós que cremos, sabemos que o nosso melhor amigo é Jesus. Ele tem a luz infinitamente mais brilhante que o Sol e se o nosso olhar, como o girassol, se voltar sempre para Ele o ano que se inicia será amplamente iluminado.
Ricarda Maria |

Memória é a lembrança que alguém deixa de si, quando ausente ou após sua morte. Reminiscência é a imagem lembrada do passado ou fragmento que resta de algo extinto "(Houaiss)
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O (IN)VOLUNTÁRIO EXÍLIO IV
A República onde morava com meus colegas do Banco era um casarão assobradado de madeira com dez quartos. Na parte térrea, ficavam, além de uma sala, dois quartos, a área de passagem com a pia, o refeitório, o banheiro e a cozinha. Na parte de cima, na frente e fechado, havia um consultório dentário, onde a antiga proprietária exercia sua profissão, e no espaço restante os demais quartos. A filha e herdeira dos imigrantes italianos, que eram os donos da casa e nela residiram nos alugou o prédio adequado para o nosso grupo de dez pessoas. Éramos três do Rio, dois de Porto Alegre, um de Caxias do Sul, um de Bom Jesus e três de Vacaria. No quintal da casa, muito visitado por mim, existiam parreiras de diversas qualidades de uva, pés de marmelo, pera, figo, ameixa, maçã e caqui. Ainda encontrei nos canteiros abandonados um morango silvestre. Na manhã do segundo dia de neve, logo depois de me levantar, fui ao quintal. As plantas todas cobertas de branco exibiam um quadro nórdico e lá estava o boneco (meio desengonçado) que eu havia formado na noite anterior. No período em que morei em Vacaria, recebi a visita do meu irmão Expedito (Didito), quando foi a Porto Alegre como engenheiro do Banco de Crédito Real e aproveitou para me visitar. Outra visita foi a do Zeinho (José Homem), antigo dono da fazenda Sayonara, nome recebido depois de vendida para os atuais proprietários. Trabalhava, quando me avisaram que alguém na porta do Banco me procurava. Ao chegar à entrada da agência, deparei-me com o Zeinho e sua mulher Consuelo. Levava uma carta do meu pai. Cumprimentei o casal e agradeci. A seu pedido, chamei alguém que o orientou a encontrar uma casa de couro, onde pudesse comprar o produto de montaria que procurava. Tempo depois, hospedado na casa de um colega que viajara de férias com a família e me pediu para cuidar da residência até retornar, recebi a visita do José de Assis e Dr. Moacir Junqueira. A casa, tipo chalé, ficava numa parte elevada da cidade, distante um pouco do centro. Era um fim de semana e bateram na porta, avisando que me procuravam. Do alto, avistei o veículo parado no asfalto. Desci e, ao me aproximar, reconheci o motorista Zé Leite e os passageiros. Cumprimentei-os e, espantado com aquelas inesperadas presenças, perguntei como me localizaram. Após me entregarem a carta do meu pai, responderam que se informaram no centro da cidade. Percebi, principalmente na fisionomia do incrédulo Zé de Assis, a curiosidade de saber como fui parar naquela localidade tão longínqua, morando num chalé no Rio Grande do Sul. Ainda passaram por Vacaria naquele período, Maurício Monteiro e José Augusto (Paraguai). Hospedaram-se na República, onde pernoitaram e no dia seguinte continuaram a viagem pelo sul do Brasil. Também, recebi um casal de amigos do Rio de Janeiro, companheiros de luta política e nela continuavam clandestinamente. Eu estava trabalhando no caixa, quando Antonio Sérgio e Marilúcia apareceram de surpresa. A alegria ao vê-los é indescritível. Hospedaram-se em um hotel e depois, na República, promovemos um alegre e fraternal encontro. Marilúcia, talentosa e afinadíssima cantora, nos proporcionou a audição de lindas canções do seu repertório de bossa-nova, em evidência à época, sendo acompanhada pelo competente violão do Cesar, colega do Banco. Quando retornei ao Rio de Janeiro, voltei a manter a profunda e fraternal amizade com Antonio Sérgio e Marilúcia, comungando dos mesmos ideais políticos. A morte do Antonio Sérgio até hoje dói na minha alma. (continua)
José Geraldo Antonio |
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