 | |  | | | | |   |  |  |
 |
MAIO DE 2009 ANO VIII Nº-114 - MIRACEMA-RJ- |
 | |
 |
|
Filhos e filhas cuidem de sua mãezinha. Não a desamparem. Segurem forte em suas mãos. Não desprezem aquela cuja idade já avançou no tempo. Suas pernas trêmulas já não se firmam como antigamente, quando ela lhes ensinava a dar os primeiros passos ou se punha a correr voltando a brincar como crianças. Os seus cabelos pretos, filhos e filhas, que significam juventude, contrastam-se com os dela que já estão brancos, pintura feita com a tinta do tempo. Suas peles lisinhas realçam diante daquela vida que foi visitada pelo peso da idade, e as dela, se transformaram em rugas, frutos dos cuidados, preocupações, angústias e noites acordadas. Lembrem-se de que ela continua sendo arrimo, proteção, cuidando de seus filhos com o coração. Toda mãe procura em qualquer tempo conduzí - los como uma relíquia dentro de seus olhos. Ela alça voos e os abraça com as suas asas maternais para agasalhar, cobrir de esperanças, de fé e de segurança os momentos de seus rebentos nas várias fases de suas vidas. Li certa vez este pronunciamento: “Eu sou mãe. É uma fórmula simples, um poema de amor. Eu sou mãe – diz a natureza que nos dá o pão, a água, a árvore que nos acoberta. Eu sou mãe – diz com supremo carinho a minha, a sua e a de todos os homens. A fêmea, ao amamentar os seus filhotes, acaricia–os com a língua parecendo dizer com o olhar: – Eu sou mãe! Eu te amo! Eu sou Mãe Diz-nos aquela privilegiada e única Mãe, Maria Santíssima que recebeu a missão de nos proteger como filhos adotivos” Filhos e filhas peçam licença à mãe natureza e retirem de uma roseira a mais bela ROSA cuja espécie é o AMOR e a ofereçam a Rainha do Lar, Rainha da Família pelo Dia das Mães na certeza de que o nome de todas é AMOR.
|
|
|
Editorial
Cada edição do “Liberdade de Expressão” se renova e se torna nova. Esta é a realidade sentida a cada dia devido ao interesse pelo nosso pequeno tablóide. É uma procura constante e crescente, um lazer que satisfaz a alma, preenche o espírito com mensagens que conduzem sensações gratificantes aos que leem. Nosso “jornalzinho” penetra nos lares, estabelecimentos, escolas, consultórios sem medo de ser mal recebido. Vai ficando no universo de todos sem agredir, sem molestar, porque cada texto segue dançando suavidade e se torna um refresco para os olhos dos leitores. Eles alcançam ali, com renovado esplendor, os toques de encantamento que lhes são oferecidos. Suas páginas organizam verdadeiras festas que geram aplausos pela beleza que desfila em seus variados assuntos Três de maio é o dia mundial da Liberdade de Imprensa. Comemora-se o sabor da liberdade de se poder ler, tocar os sentimentos, beber o que se encontra de mais real em nossos sonhos. Nele o presente e o passado se abraçam e o abstrato se concretiza nos retalhos dos pensamentos que emocionam e fazem refletir, pensar... Liberdade limpa, florida, perfumada, onde o obsceno e a agressividade não têm lugar. É um trabalho audacioso, um constante presente para quem gosta de ler no “Liberdade de Expressão” textos puros, doces, românticos, poéticos. Cada um escreve dentro do seu estilo. Cada um vai deixando as suas marcas afetivas nas contínuas recordações vestidas de saudades.
|
 |
|
Coração Partido
Num momento de saudades e devaneios, ele se pôs a ouvir músicas que lhe fizeram recordar os velhos tempos de jovem, passados na sua querida Miracema, onde não faltavam festas e “domingueiras”, especialmente as do aeroclube, reduto preferido dos “dançantes” e enamorados. Estas saudades lhe trouxeram à mente um grande momento de paixão, que julgava ter se perdido no tempo e apagado se sua memória. Foi numa linda noite de verão que ela lhe dando as mãos, cantou em seus ouvidos, baixinho, uma linda canção de amor, fazendo seu coração bater mais acelerado, em seu peito apaixonado. Então, lindos versos de amor ele criou para lhe dizer o quanto a queria, e de tanta alegria, até chorou confessando-lhe que naqueles versos, feitos só para ela, viviam os sonhos que eram seus. E naquele momento de emoção ao invés de lhe fazer uma canção lhe entregava o seu coração. E nos seus olhos que foram tristes um dia, tristeza não mais existia, pois agora a tinha em seus braços e não dispensava os seus abraços, vivendo estas juras segurando em suas mãos, só ele e ela e mais ninguém. Mas, inexorável, o tempo passou e quando voltou à sua terra e o trem fez a última curva antes da chegada, e o possante farol da locomotiva iluminou os últimos metros de trilhos até a estação, onde o seu amor não mais lhe esperava, pressentiu que aquele “até breve” que recebera quando de lá partira fora na realidade um triste e derradeiro adeus.
( KK Mello é Miracemense, Advogado e Atísta Plástico )
|
|
| |
| |  | |  |
|