Pág.3-Nº134-Jan/11
              

 

 

      

 

                                                                     BRASIL – um país rico

   Para suportar tantos ladrões e sobreviver, o Brasil é um país muito rico. Brasília com suas mazelas é um nojo, exala cheiro de pouca vergonha. Rimar com Bastilha, não é coincidência, é castigo. É o grande sorvedouro da riqueza nacional, o túmulo da esperança, o mercado dos mais baixos instintos, local das mutretas mais perversas, a ladra da esperança do futuro da juventude brasileira. Suas políticas sociais desmobilizam, destruindo ou manietando e constrangendo pela presença agressiva e poder absoluto. Doando a sustentação material, na maioria das vezes cultivam a pobreza das massas, mantendo na indigência grande parte da população. O déficit da Previdência Social cresce assustadoramente a cada ano. A vocação do povão hoje em dia é “encostar” no INPS!
  
Sempre tivemos tudo para ser uma grande nação. Sorrateiramente nossos políticos vieram tomando conta das cúpulas governamentais e agora, desavergonhados e sem pejo fazem todo tipo de negociatas, inclusive nos banheiros do congresso. Todos têm seu preço. Tudo que construímos com o suor do nosso rosto, tudo que a nação faz os políticos nacionais, os grandes causadores de nossa desgraça, desfazem. Embolsam nossos impostos, criam mordomias para o povo pagar. É rapinagem pura. O principal interesse da máquina pública é manter a sociedade desorganizada e o povo analfabeto. Chegam a ser contra o projeto “ficha limpa”!
  
O que se exige da maioria dos nossos políticos? Nada! Quem são? São pessoas cujo único poder se resume em ter dinheiro para as campanhas eleitorais, mesmo assim, apelando para enganações e fraudes. Não se exige comprovação de honestidade nem de capacitação para exercerem seus cargos. Até o palhaço Tiririca é deputado, e o mais votado! Não são seres comuns, são pessoas que só trabalham em causa própria, prometendo o que nunca vão cumprir, última alegação dos embusteiros. Estão acima do bem e do mal. Vivem numa zona de sombra, onde tudo é permitido, desde que seja para o bem deles: oligarquização do poder, concentração de privilégios, impunidade, imunidade, mordomias, corrupção em geral, perenidade no cargo. Lá dentro é a opulência, é o dinheiro fácil, é o empreguismo familiar, a mesa farta, tapetes no chão e nas paredes, tudo com ar refrigerado, água gelada e cafezinho às ordens. Aqui fora o povo morrendo à porta da opulência, a angústia dos velhos aposentados, as filas dos hospitais sem remédios e médicos, os professores que trabalham entre vinte e quarenta horas semanais recebendo salário menor que um vereador de cidade como a nossa que só “trabalha” quatro horas por semana, e olhe lá!
  
Muitos brasileiros, coitados, não entendem que grande parte de seus eleitos são totalmente despreparados para o cargo porque a maioria do povo não é cidadã por definição: não tem salário justo, não tem segurança, não tem moradia nem alimentação decentes, não tem lazer, não tem acesso a assistência médica de alto nível, nem noções de higiene e ainda é analfabeta funcional. Com fome e sem a educação, não sabe escolher ou reivindicar! Manipulado pelos políticos, nosso povo é submetido à política da “bica d'água”, permanecendo na pobreza e na marginalidade, resultado desta política perversa que, pelo seu paternalismo exagerado, está tirando toda e qualquer iniciativa dos mais humildes, que vivem das sobras e da piedade. É a desmobilização em troca de migalhas, do farelo do fim da ceia, odiosa tática política de acalmar estômagos famintos.
  
Sou movido a entusiasmo, fé e esperança. Agora só me resta a esperança de que em algum lugar e em qualquer tempo Deus tenha piedade do sofrimento do nosso povo, e nos contemple com um libertador. Mas, todo cuidado é pouco, isto poderá ser uma faca de dois gumes! Em 1930, em plena escalada do Nazismo, Thomas Mann, o grande escritor alemão, advertia sobre os perigos políticos em época de miséria cultural. E surgiu Hitler!
  
Os políticos nacionais não têm medo do povo, não têm medo da cólera das multidões!
 
Ainda vão receber o troco!

             

 

  

- Os milagres acontecem apenas para aqueles que acreditam neles. (Provérbio Francês).

 - “Quando você faz uma boa ação, fique agradecido por ter tido a oportunidade de fazê-lo”.

 - A felicidade plena só será alcançada quando perdermos o medo de amar a todos.  
(Jeremias Estevão)

- Só duas coisas servem a felicidade: crer e amar.
 ( Jacques Rousseau)

 - É através da dança, dos cânticos e da alegria com a vida que Deus recebe a gratidão do seu povo.
 (Anônimo).

- O sorriso é o cartão de visitas das pessoas saudáveis. Distribua-o. (Padre Roque Schneider)

 

               

                
FUNDO DE PALCO
         Neide Freitas Gutterres
                

                               Enquanto Esperamos

          

      A mocidade vive as alegrias do hoje e do amanhã. A velhice é triste porque vive o que já se tornou ontem, enfim, o que é passado. Nem sempre isso é ruim, porque embora as experiências algumas vezes nos custando lágrimas, exercem sempre sobre nós o alívio da conquista. Essa etapa de nossa vida acaba sendo às vezes, melhor que a primeira. Pois é regada de paciência e coragem para conseguirmos a serenidade. 
    
 A doçura da mágica esperança que nos levava antes ao frenesi do futuro, numa excitação galopante, não nos dava a perceber fracassos, envolvidos nos embaraços, tropeços e tombos. Pois é nessa época também, que tudo que não é tão grande, tão triste, tão desagradável nos parece maior e desastroso, porém relevante e superável, tal a dose de jovial esperança.
    
De repente, lá estamos na terceira idade, sabendo que a estrela que anuncia o fim da tarde, está próxima a se escancarar.
   
Talvez uma lágrima, a gota imaculada da alma que se torna purificada pelo sofrer, nos acompanhe pelo acumulado dos anos. Foi assim que muitas vezes nos expressamos, expandindo nossos sentimentos, atravessando momentos difíceis, aliviando nossas desventuras. E nascemos para uma nova vida.
  
 Ao invés de corrermos para chegar, corremos para esperar. Corremos atrás do tempo que poderá nos cortar as oportunidades enquanto esperamos, para vivermos com dignidade até o momento final. Nesse esperar, contamos nossas histórias faladas, escritas, cantadas, pintadas, traçadas com sabor de festa. Assim é, quando sabemos galgar nossos passos, não fazendo dos patamares de nossas hesitações diversas, dificuldades maiores que nos tornam prisioneiras. 
 
  Daremos glórias, enquanto esperamos o findar da tal estrela e consequentemente estaremos mais preparados para a última fase do brilho, encerrando tranquilamente o momento fatal onde a noite descerá.
  



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