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Noel No Céu Ricarda Maria
Onda invisível chegou e levou o seu sonho, Deixou em minha alma um sofrido pesadelo. E o eterno intransponível, vazio e tristonho, Não mais permitirá em seu universo vê-lo. Meu mundo emudeceu sem a sua existência, Só o encontro em suas canções no seu infi nito. Olho tudo, mas só fi cou reminiscência. E o que restou? O soluço e a dor no meu grito. Mas eu o eternizei em seus versos e rimas. No Apito de uma Fábrica você existe. A saudade de suas poesias é ímã Que traz de volta suas mensagens tão tristes. Nos bares da vida sua presença é sentida. Sou presa ao Feitiço da Vila em seu abraço, Vivo a sua dor em minha alma tão sofrida. Os acordes do seu violão são meus compassos. Recolho as lembranças numa só batida. O meu Palpite não será Infeliz jamais. Saudades vivas seguem o vulto de Noel. Como o vai e vem das notas não voltam mais, Eu o verei um dia nas serestas do céu... Esta poesia será publicada no Livro: “Noel Rosa Cantado em Poesia”, “registrando com sucesso e muito carinho o centenário do nosso “Filósofo do Samba”, apelido carinhoso dado a Noel Rosa por alguns radialistas e jornalistas daquela época”.
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